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 Dark Curse: Dawn of a New World

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MensagemAssunto: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:11 pm

Capítulo 1 – Um novo amanhecer.


Há muitos milênios atrás, quando o atual conhecido Mundo Pokémon fora criado, uma criatura mística conhecida como Arceus criou uma segunda extensão separada da dimensão dos humanos; um reino em que os Pokémons viviam livremente e em harmonia, um reino em que eles podiam falar como os humanos e se comunicar, prosperar e avançar como criaturas inteligentes e que não agiam simplesmente por instinto, um reino em que só existia a paz e a harmonia.

Porém, certo dia um guerreiro descendente das sombras usou seus poderes malignos para amaldiçoar aquele reino encantado, o império entrou em declínio, e todo o equilibrio criado por aquele misterioso universo caiu no esquecimento, de modo que os humanos jamais soubessem de sua existência. Ninguém sabe o que aconteceu com esta dimensão e nem mesmo se ainda existe. A história tornou-se uma lenda, e a lenda tornou-se um mito; eterna nas mentes férteis das poucas pessoas que teimavam em acreditar na existência de um local assim. Mas ainda haverá o tempo em que ambas as dimensões se unirão para decidirem o destino de todos. E é aqui que nossa lenda toma início...



Era apenas mais um dia, mais uma aventura normal. Já passava do meio dia e o sol estava em seu ponto mais alto, mas algumas nuvens amenizavam o calor que fazia deixando uma temperatura agradável no local. Os jovens faziam uma pequena pausa na praia para descansar de suas aventuras, Ash repousava sob a sombra de um coqueiro, apenas observando a vastidão do imenso mar azul, enquanto Dawn brincava com seus pokémons no mar e Brock preparava o almoço.

Ash sentia a suavidade do vento batendo em seu rosto, o som das ondas indo e vindo formavam uma doce melodia que fazia qualquer um dormir no silêncio daquele pacífico local.

— Nossa, a água está tão boa!! — sorriu Dawn, sentando-se ao lado do amigo na sombra da árvore.

— Mar, dormir, relaxar... Nada melhor do que descansar depois de uma longa jornada, não é mesmo Dawn? — disse Ash.

— Heh, heh... Mas eu estou pronta para outra aventura a qualquer momento! — riu a garota.

— Por enquanto eu só quero descansar... Não é mesmo Pikachu?

O pequeno pokémon de Ash sorriu e acenou com a cabeça, terminando de beber sua água-de-coco. Brock preparara uma deliciosa comida para aquele dia, era um fim de semana, e eles queriam aproveitá-lo ao máximo. Passado o tempo de digestão da comida, Dawn e Ash entraram no mar para nadar um pouco, enquanto Piplup se divertia com as diversas conchas que encontrava na costa.

Não era uma praia muito freqüentada, um ou outro pokémon podia ser visto nas redondezas, mas nenhum sinal de pessoas. Ash saiu da água e sentou-se em baixo da mesma árvore, recuperando um pouco o fôlego da corrida que fizera com Dawn para ver quem nadava mais rápido.

— Você... Ganhou por pouco... Mas na próxima... Eu ganho... — riu a garota ofegante, deitando na fofa areia da praia

— Heh, heh... Mas foi engraçado. — sorriu Ash.

Enquanto os dois encaravam o céu azul e observavam as diversas formas das nuvens, Brock chamou-os para ver um pokémon que ele avistara no mar.

— Ei pessoal! Olhem lá no horizonte, é um Wailord! — disse Brock, apontando para uma imensa baleia no oceano.

— Puxa, eu nunca tinha visto um selvagem! E ele é gigantesco!! — disse Dawn maravilhada.



(http://browse.deviantart.com/?q=wailord&order=9&offset=96#/d2pcl0w)

— Nossa, eu queria ter um desses no time! — afirmou Ash. — Falando nisso, acho que vou aproveitar que estamos na praia para procurar algum pokémon.

— Ah, vamos aproveitar esse dia de sol, procurar pokémons selvagens só vai cansar o Pikachu e os outros. — disse Dawn.

— Aaaw... Eu queria capturar um pokémon bem forte! — disse Ash, jogando uma pequena pedra em direção a uma densa floresta ao norte da praia.

— Ai! — reclamou uma voz feminina vinda da mesma floresta.

— Ash!! Você acertou uma garota!!

— O que? Como eu ia saber que ela tava lá? Mas também, quem mandou ela ficar andando escondida na floresta? — reclamou Ash.

— Cala a boca e vai ver se você machucou ela!! — continuou Dawn.

Ash entrou na floresta procurando pela pessoa que ele acertara, mas tudo que encontrou fora um estranho pokémon que estava muito machucado. Ele chamou por Brock e Dawn que o ajudaram a trazer o pokémon de volta para o acampamento.

— Ash! Você encontrou a garota que você acertou a pedra? — perguntou Dawn zangada.

— Não, acho que ela deve ter ido embora.

— Vá procurá-la então!! Nós cuidamos desse pokémon!

— Mas nós temos que ajudar esse pokémon primeiro, ele está muito machucado!! Depois eu procuro a garota, deixa eu ajudar! — implorou Ash.

— Não precisa procurar a garota, foi a mim que você acertou a pedra... — disse a criatura com uma voz cansada.

— O pokémon falou!! — gritou Dawn espantada.

— Nossa! Aquela pedra que eu joguei deixou você tão machucada? — perguntou Ash preocupado.

— N-Não sei... Eu simplesmente estava aqui e de repente acordei com alguém jogando uma pedra em minha cabeça... Não lembro-me de nada... — suspirou o pokémon.

— Quem é você? — perguntou Brock.

— Eu sou Cresselia...Só lembro-me de meu nome. — disse o pokémon.


A criatura tinha uma doce voz de mulher, seu corpo era de cor azul claro com uma parte amarela mais a baixo, em seu peito haviam dois arcos em formato de lua crescente, assim como em suas costas. O pokémon brilhava intensamente, mas estava muito machucado por motivos desconhecidos. Com certeza a pedra que Ash jogara não teria causado tanto dano.



— Como você consegue falar? Quero dizer, eu nunca vi um pokémon que soubesse falar, com excessão do Meowth! — afirmou Brock.

Cresselia nada respondeu e acabou desmaiando ali mesmo, Dawn entrou em pânico e Brock foi procurar por sua mala de pronto socorros. O centro pokémon situava-se muito longe dali, então eles precisariam cuidar daquele pokémon naquele mesmo local.

O sol ia se pondo, Ash não saía de perto de Cresselia, apenas apreciando a beleza daquele misterioso pokémon, ninguém ali jamais havia visto uma criatura parecida, ela era linda, como o nasce da lua pálida num dia frio de inverno.

— Ela vai ficar bem? — perguntou Ash.

— Acredito que sim, fiz os curativos necessários, agora ela só precisa descansar. — afirmou Brock.

— Eu não entendo, como esse pokémon consegue falar? — continuou Dawn.

— Eu realmente não sei, podemos perguntar para ela assim que acordar.

— Quem será que fez esses machucados com ela? — irritou-se Ash. — Quero saber quem foi, pois eu vou acabar com a raça desse imbecil que fez isso com a Cresselia!

A noite caía, e logo uma lua cheia ia se formando. O céu estava iluminado pelas estrelas e nenhuma nuvem podia ser vista. O ar frio fazia com a brisa da praia voltasse lentamente em direção ao mar. Ash não pregava os olhos de Cresselia, ele sentia que aquele pokémon era diferente, e certamente era.

_________________________________________________________________



— Destruição, traição, desgraça, adultério, morte, roubos... Tudo isso não existirá no mundo perfeito que eu criarei. — disse uma criatura maligna que se escondia nas sombras.

— BAH HAH HAH! AGORA QUE NÃO TEMOS MAIS A CRESSELIA EM NOSSO CAMINHO ESTAREMOS PRONTOS PARA ACABAR COM TUDO!! — continuou uma imensa criatura branca que mais parecia um golem.

— Abaixe o tom Gigas, sua voz simplesmente me irrita. — afirmou outra voz feminina que vinha de um dragão de cor avermelhada. — Com a Cresselia derrotada estaremos aptos a seguir o plano, meu lorde.

— Não, ainda não. — respondeu a criatura negra. — Parece que Cresselia foi encontrada por um pequeno grupo de jovens que vêm realizando alguns atos notáveis.

— É só uma questão de tempo, Cresselia perdeu a memória e não lembrará de nada. Podemos prosseguir com o plano tranqüilamente. — afirmou a voz feminina.

— É melhor manter os olhos nesses garotos, foram os mesmo que derrotaram Giratina em Spiritum, eles não parecem tão fracos assim. Certifique-se de que não irão atrapalhar os planos. — disse a criatura das trevas. — Porém, uma garotinha de cabelos azulados pertence ao grupo deles, preciso que a traga para cá imediatamente, mate os outros dois. Mas não machuque Cresselia novamente. Ouviu-me?

— Sim, mestre Darkrai, para eles não haverá amanhecer.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:11 pm

Capítulo 2 – A Vila Crepuscular.


Ash acordara com os primeiros raios de sol, a manhã estava clara e alguns Pidgeottos cantavam ao longe uma bela melodia para o amanhecer. Ash mal dormira, conseguira pregar os olhos somente algumas horas durante a noite, ele ficara acordado o tempo todo apenas aguardando algum sinal de recuperação de Cresselia. Mas ao raiar da manhã o pokémon não estava mais lá, ela havia desaparecido.

— Ah!! Onde está a Cresselia? — gritou Ash, acordando seus dois amigos assustados.

— Hum, acho que ela deve ter melhorado durante a noite e ido embora. — comentou Brock.

— Espero que ela esteja bem... — respondeu Ash, um pouco chateado.

— Ela era um pokémon selvagem Ash, seu lar é na floresta. — disse Dawn, tentando animá-lo. Ash ignorou o comentário de Dawn e sentou-se próximo a costa um pouco chateado, observando o sol que nascia, mas de repente uma doce voz surgiu, segurando seu ombro com um suave toque.

— Bom dia Ash Ketchum, da cidade de Pallet. — sussurrou Cresselia, surgindo atrás do garoto.

— Ah!! Ela voltou!! — gritou ele.

— Sim, eu não poderia ir embora sem ao menos agradecer. Você cuidou de mim a noite toda. — sorriu ela.

— Hum, é... Eu queria ter certeza que você melhoraria. Como está sua asa?

— Bem melhor agora. E os agradeço por terem cuidado de mim ontem.

— Heh, heh... Que nada, era o mínimo que a gente podia fazer, afinal, meu amigo Ash jogou uma pedra na sua cabeça. — riu Dawn. — Você não quer comer algo? Deve estar faminta.

— Adoraria.


O sol deixava um clima agradável naquela praia, Brock preparou seus melhores pratos para a nova visitante, que fazia inúmeras perguntas para Ash e os outros, assim como os jovens também faziam perguntas para o misterioso pokémon que falava.

— Então Cresselia, conseguiu lembrar-se de algo? Como você consegue falar ou por que estava machucada... — perguntou Brock.

— Pelo que eu me lembre, eu sempre soube falar a língua humana, assim como a dos pokémons. Mas realmente não consigo lembrar-me de nada a respeito desses machucados. — disse Cresselia, encarando seus ferimentos como se tentasse lembrar de algo. — Bom, minha vez de fazer uma pergunta! Onde você encontrou esse boné legal, senhor Ketchum?

— Ah, na verdade eu ganhei ele quando eu ainda era bem criança. Quer dar uma olhada? — riu Ash, colocando o boné na cabeça de Cresselia que pareica ter gostado.

— Que lindo! É tão quentinho... — sorriu ela.

— Bom. Cresselia, como é que você sabe os nossos nomes? — perguntou Dawn.

— Eu... Eu não sei... Não me lembro... Acho que eu simplesmente sei, Dawn. E a propósito, por que você tem olhos tão bonitos?

Dawn riu com o comentário e agradeceu o elogio, Cresselia era tão inocente quanto uma criança, para eles era muito estranho estar falando com um pokémon, tudo aquilo parecia fazer parte de um sonho. Porém, enquanto eles conversavam um forte vento surgiu, o céu começou a escurecer e o mar a ficar mais agitado, parecia que uma forte chuva se aproximava.

— Cresselia! Precisamos sair daqui, uma tempestade deve estar chegando!! — gritou Dawn, pegando suas coisas para que não voassem com o vento.

— Isso... Não é uma chuva, sinto a presença de algo aproximando-se! — disse Cresselia.

Todos observaram atentamente uma pequena criatura surgir em meio ao ventaval, era um pássaro que mais parecia um dragão, tinha uma cor avermelhada no corpo com uma cabeça branca, em seu peito ela trazia um estranho triângulo azulado. Era outro pokémon lendário, que voava rapidamente em meio aquela tempestade.



— Realmente, parece que você não perdeu nada de sua força vital. Lembra-se de mim Cresselia?— disse o dragão fêmea com uma voz provocativa.

— Não.

— COMO NÃO? Ah sim, esqueci que fui eu que fiz você perder sua memória. Hoh, hoh, hoh! Eu sou Latias, e estou a serviço do Conde das Trevas.

— Mais um pokémon que fala? O que está acontecendo aqui? — gritou Dawn, segurando seu pequeno Piplup.

— Então foi você que machucou a Cresselia daquele jeito? Vai pagar por isso! — respondeu Ash.

— Hum, que garotinho insolente, mas muito bonito. Eu vim aqui com o único objetivo de liquidar vocês, e assim o farei. — riu Latias, criando uma imensa bola branca sob seu corpo. Era um poderoso golpe chamado Mist Ball.

— Você não vai machucar meus amigos, seja lá quem você for. — disse Cresselia, entrando na frente de Ash.

— Você? O que acha que pode fazer contra mim nesse estado? O Conde ordenou que eu não a machucasse, mas pelo visto vou precisar acabar com você primeiro. Nunca gostei de sua presença.

Cresselia afastou-se e posionou-se de forma que ela pudesse criar uma barreira psíquica, um imenso espelho mágico surgiu em sua frente fazendo com que Latias não pudesse mais passar, nem desferir o golpe.

— Ash, eu lutariei contra Latias, você e os outros devem encontrar um local seguro! — ordenou Cresselia.

— Não! Nós vamos ficar e ajudar você! Os amigos não abandonam os outros! — gritou Ash, tomando frente na batalha. — Pikachu, utilize o Thunder nessa Latias!

O Pikachu de Ash pulou e lançou um enorme raio que com ajuda das nuvens cinzentas no céu, acertou Latias em cheio, que ficou um pouco atordoada com a imensa carga elétrica.

— Maldição, bem que o mestre disse que eles trariam problemas! — reclamou Latias. — Não há como vocês vencerem, ninguém pode lutar contra a vontade de meu lorde.

Nesse momento, o mar começou a recuar rapidamente, seguido de uma imensa onda que vinha na direção da praia. Uma forte chuva caía, o vento balançava os coqueiros de modo que eles quase encostassem no chão. Latias soltou uma risada e rapidamente voou para próximo de Dawn, segurando-a para si.

— Boa sorte Cresselia, agora quero ver se você é capaz de salvar os seus amiguinhos! — disse Latias. — Vou levar essa garota para o Mestre, acredito que ele tenha outros planos para ela. Sempre protegendo os mais fracos, escolha melhor o seu lado da próxima vez Cresselia.

Nesse instante Latias abriu um portal mágico em que levou Dawn junto. O grito da garota desapareceu em meio à forte chuva que começara a cair. Agora Cresselia, Ash e Brock estavam a mercê da tsunami que se dirigia à praia. O vento batia com força total, e não havia lugares altos para que eles pudessem se esconder, era o fim da linha.

— Cresselia precisamos fugir daqui!! — gritou Ash.

— Ketchum, eu tenho habilidades de criar portais! M-Mas não sei se consigo... — disse Cresselia com medo.

— Então crie agora!! Você consegue, nós acreditamos em você!! — encorajou Ash.

— Melhor ir mais rápido, pois aquela onda está chegando!! — alertou Brock, tentando segurar as coisas do acampamento.

Cresselia posicionou-se novamente e abriu um pequeno portal muito semelhante àquele que Latias criara. Os três entraram no portal que em seguida fechou-se, tendo a imensa onda colidindo na praia logo em seguida.

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Quando Ash abriu os olhos ele já se encontrava em um local totalmente diferente, que com certeza não era uma praia. Parecia mais uma pequena vila em que viviam vários pokémons noturnos. Poochyenas e Houndours observavam os visitantes um pouco supresos e atônitos.

Era uma vila muito escura, no céu brilhava uma pálida lua cheia, mas sem a presença de nenhuma estrela, apenas nuvens cinzentas cobriam a escuridão. Um vento fraco batia nas pequenas casinhas de palha do local enquanto algumas tochas lutavam para manter suas chamas acesas. O local parecia um pouco devastado e abandonado e haviam somente pokémons, nenhum sinal de humanos.

Ash olhou para Cresselia e a abraçou, mesmo que eles não soubessem onde estavam o que importava é que não estavam mais na frente da onda gigante.

— Você conseguiu Cresselia! Nos mandou para um local mais seguro! — disse Ash animado. — Pelo menos eu espero que seja seguro, esses Poochyenas parecem assustadores...

— Eu consegui! — supreendeu-se Cresselia. — Graças a você Ash!

— Mas ainda precisamos saber para onde aquela Latias levou a Dawn! Não vou descansar até salvá-la! Onde você acha que ela esteja, Brock? — perguntou Ash, percebendo a ausência do amigo. — Hum? Cadê o Brock?

Ash deu uma olhada no local e apenas podia ver as pequenas Poochyenas o fitando, não havia sinal de Brock.

— Cresselia! O Brock ficou na praia!! — gritou Ash.

— O quê? E-Eu sabia que eu não devia ter criado aquele portal, eu sou um fracasso... — disse ela numa voz chorosa.

Enquanto Cresselia se culpava pela falta de Brock, lentamente um velho corvo aproximou-se dos dois. Ele carregava um cajado de apoio em sua mão, tinha penas parcialmente azuis escuras com partes avermelhadas, ele possuía uma crista branca de penas em seu peito que mais se assemelhava a uma longa barba. A criatura tinha um pescoço largo e curto, seu bico era amarelo e ligeiramente curvado, em sua cabeça ele parecia usar um chapéu negro que o deixava com um ar de autoridade.


(http://browse.deviantart.com/?q=honchkrow&order=9&offset=264#/d2s48xo)


— Não, você não é um fracasso, você é como uma dádiva vinda dos céus. — afirmou o velho pássaro. — Não se preocupe Cresselia, seu amigo apenas foi transportado para um local distinto, sua magia ainda não foi completamente recuperada, mas fique tranqüila, ele está bem. — afirmou o corvo. — Eu sou Honchkrow, ancião dessa vila, conhecida como Twilight Village.

— Mais um pokémon que fala? Acho que estou começando a ficar louco... — disse Ash.

— Honchkrow? Esse nome não me é estranho... — afirmou Cresselia.

— Você não lembra-se de nada, certo? Acredito que o velho Conde das Trevas deve ter amaldiçoado-a, venham comigo para minha casa, lá poderemos conversar mais tranqüilamente. — disse Honchkrow.

— Espera um pouco, e a Dawn e o Brock? Já sei, vocês estão fazendo uma brincadeira comigo, né? Cadê o alto falante pra parecer que os pokémons estão falando? Pode aparecer Brock! Já acabou a brincadeira!! E tenho que admitir os efeitos visuais me supreenderam!! — gritou Ash.

— Que garoto estranho... — cochichou um dos Poochyena.

— Quem é esse garoto, senhorita Cresselia? — perguntou o velho corvo.

— É meu guardião. — afirmou ela.

Honchkrow aproximou-se de Ash e o encarou por um tempo, em seguida percebendo um pequeno anel em seu dedo que trazia uma misteriosa marca.

— Minha nossa! Ele é o lendário heróis das profecias! Chapéu estranho, um Pikachu como parceiro... Você é o verdadeiro homem que derrotou o Imperador Giratina! — afirmou Honchkrow.

— Hum... Acho que não sou eu não... Nunca ouvi falar de Giratina. — comentou Ash. — Mas você deve me conhecer pois fui um dos quatro finalistas na liga de Sinnoh!

— Eu tenho certeza, esse anel é a prova de tudo, você é o herói que é citado nas profecías!

— Pra falar a verdade eu não me lembro de quando eu ganhei esse anel, ele simplesmente apareceu no meu dedo... Mas se você acha que eu sou um herói, então tá! — gabou-se ele.

— Por favor sigam-me.


Logo, Ash e os outros seguiram o velho Honchkrow até sua casa. Tudo era muito simples e mal iluminado, e não era um local muito grande o que obrigava Ash a andar agachado. Honchkrow sentou-se em uma cadeira de madeira e descansou um pouco, ele com certeza era um pokémon muito velho. Ao seu lado haviam dois pokémons, um Houndoom e uma Mightyena que pareciam ser os guardas do local.

O velho Honchkrow ordenou para que seus subordinados lhe trouxessem algo, logo em seguida Houndoom voltou trazendo um livro branco consigo. O corvo abriu-o e folheou algumas páginas, forçando sua vista para ler as letras miúdas que haviam no livro, em seguida voltando a olhar para Ash.

— Este é o Livro das Profecias, ele diz que um garoto de chapéu estranho caíria dos céus e traria paz para estas terras! Este garoto só pode ser você! — disse o corvo.

— É, mas podem existir outros garotos que caem do céu. — retrucou Ash.

— Claro, claro, é todo dia que alguém cai do céu... — comentou uma das Poochyenas que ouviam a conversa na entrada.

— E olhe só, este é o mesmo desenho do anel que você usa. — disse Honchkrow, mostrando o anel desenhado no livro. — Com certeza você é o herói das profecias!

— Mas eu já disse que eu não sei de onde veio esse anel! De repente o verdadeiro herói me deu o anel porque ele tinha medo, mas eu não tenho nada a ver com essa história! Só quero salvar meus amigos e ir embora. — reclamou Ash.

— A sua amiga encontra-se no castelo do Conde das Trevas, você terá que chegar até sua fortaleza para salvá-la. Você não tem escolha. — disse Honchkrow.

— Droga, a Dawn sempre se mete em confusões, se pelo menos o Brock estivesse aqui pra me ajudar... Mas me explica uma coisa, onde eu estou agora?

— Este mundo era uma próspera terra de paz, mas o Conde das Trevas e seus servos acabaram com tudo, tornando nosso mundo em um lugar negro e coberto pela sombra. Existem muitas coisas além das fronteiras de que os humanos conhecem, nós somos um povo muito mais antigo e sempre soubemos a língua popular, porém é contra as regras falar com humanos no outro mundo.

— Hum, legal. — disse Ash, não entendo sequer uma palavra do velho corvo.

— Diga-nos mais coisas importantes sobre o livro, senhor Honchkrow. — disse Cresselia.

— Bom, este livro fala sobre um herói profético, por muito tempo estas terras vem sido destruídas por obra do Conde das Trevas, conhecido como Darkrai. Ele possuí poderosos aliados que são extremamente maldosos e fiéis.

— Tipo aquela Latias que roubou a Dawn? Vou chutar a cara bonitinha dela da próxima vez que eu achá-la. — disse Ash, apertando os punhos.

— Segundo o livro, o Conde das Trevas pretende destruir o mundo existente para criar um mundo perfeito em que não exista maldade. Porém ele mataria qualquer um que contrariar suas idéias.

— Mas se ele quer criar um mundo perfeito... O que há de errado nisso? — perguntou Cresselia.

— Ele acredita que são os humanos que destroem o mundo. Sua idéia central era criar um mundo em que só existissem pokémons, por isso todos os humanos seriam mortos. Mas segundo a profecia, a mulher que o conde mais amava contrariou essa idéia, e por isso ele foi obrigado a matá-la. — continuou o corvo.

— M-Mas que triste. — disse Cresselia.

— Quer dizer que se nós não destruirmos esse conde sei-lá-das-quantas, ele vai matar todo mundo? — perguntou Ash.

— Basicamente. Cof! Cof! — tossiu o corvo.

— Eu preciso salvar a Dawn e o Brock, custe o que custar! Então é só chegar no castelo desse carinha, chutar a bunda dele e dar o fora?

— Darkrai possuí servos poderosos a seu dispor. E ele já possuí o Medalhão Negro que permite a destruição do mundo, e segundo as escrituras do livro tudo que ele precisa é de uma garota como sacrifício. Se ele conseguir esses dois objetos, o mundo será destruído.

— Ash, a Dawn é uma garota forte, eu garanto que ela não se entregaria assim tão fácil! Talvez ainda haja tempo para que nós possamos fazer algo para revidar. — afirmou Cresselia

— Eu não vou deixar que a Dawn seja usada como sacrifício! Eu vou salvá-la agora mesmo!! O que eu preciso fazer, velhote?

— Existem três medalhões que combatem as forças do medalhão negro, o Medalhão da Terra, o Medalhão do Mar e o Medalhão do Céu.

— Eu vou chutar esse conde por sequestrar a Dawn! — disse Ash irritado.

— Então eu irei com você Ketchum, juntos poderemos salvar a Dawn e procurar por Brock, acredito que ele esteja em algum lugar dessa inóspita terra. — disse Cresselia.

— Então... Esta é a verdadeira força do herói das profecias! — murmurou Honchkrow. — Que a luz possa guiá-los até o castelo de Darkrai.

Uma chama de esperança renasce.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:12 pm

Capítulo 3 – A Fortaleza das Sombras.


Após a luta dos jovens com a poderosa Latias, Cresselia e os outros acabaram caindo em um mundo desconhecido, porém, Brock, Ash e Dawn acabaram se separando e caindo em locais distintos. Será que Brock estará seguro? Será que Dawn conseguirá ser salva antes de tornar-se um sacrifício pelo Conde das Trevas? Nossas esperanças agora estão em Ash e Cresselia, que partem em sua jornada a procura dos três medalhões mágicos.


O Conde das Trevas andou em direção de uma de suas janelas e apoiou seus braços na sacada, ele se pôs a observar por um tempo o pôr-do-sol, pois talvez aquela seria a última vez em que ele o veria naquela inóspita terra. Era uma criatura solitária que não gostava muito de conversar, mas mesmo assim mantinha um ar de autoridade. Era como um fantasma na mente das pessoas, um sonho ruim que nunca acabava, ele era o poderoso Conde das Trevas, conhecido como Darkrai.

— A fumaça se levanta e agora, ninguém poderá acabar com seu maléfico plano, meu lorde. — disse uma figura ominosa que lembrava muito um humano.



Mewtwo era uma criatura com uma postura humanóide, seu corpo era cinzento com uma longa cauda púrpura. Seus olhos eram da mesma cor e traziam uma maldade interminável. Ele era um dos três generais de Darkrai, junto de Latias e Regigigas, e provavelmente o mais maldoso de todos por sua natureza violenta.

— Os humanos são pessoas ingratas, Mewtwo. Lembro-me até hoje dos dias em que sempre fui rejeitado e maltratado por essas criaturas sem coração. São lembranças ruins que não saem de minha cabeça. — continuou Darkrai. — Porém, não mais.

— E agora você têm a chance de acabar com eles para sempre. — afirmou Mewtwo. — Meu lorde, parece que Latias cumpriu sua missão, e trouxe a garota que você havia ordenado.

— Compreendo, reúna Gigas e Latias na entrada do calabouço. Estarei pronto em alguns minutos. — ordenou a sombra.


Darkrai desceu as longas escadas do castelo na companhia de seu general, Mewtwo. A fortaleza tinha uma temperatura fria pois era toda feita de mármore e rocha. Fria e solitária, estava quase que deserta, e tudo que se podia ouvir eram reclamações de dois pokémons no andar de baixo.

— OOH! QUE GAROTINHA LINDA!! TEMOS MESMO QUE SACRIFICÁ-LA? — perguntou o grade golem branco.

— Meu Deus Gigas, poderia diminuir a tonalidade de sua voz?? Eu preciso de um pouco silêncio para terminar de ler meu livro... E por favor, eu sou bem mais bonita do que essa garotinha boba. — continuou Latias, que discutia mais uma vez com o grande robô.

Regigigas era um dos três generais de Darkrai, ele era um golem gigantesco que tinha mania de sempre falar gritando, e apesar de lento era extremamente poderoso. Sua personalidade era brincalhona e gentil. Suas mãos eram gigantescas e seus braços musculosos, em sua face dourada haviam sete pontos em um padrão específico, e ao lado, seis pedras preciosas, duas vermelhas, duas azuis e duas cinzentas, cada uma representando seus melhores soldados. Ele atendia pelo apelido de Gigas.



— M-Mestre Darkrai!! Eu não o vi chegando, o senhor é muito silencioso... — disse Latias.

— ....Ou vocês dois que são muito barulhentos. — interrompeu Darkrai. — Vocês sabem que uma coisa que eu não tolero é gritaria. Mantenha-se calado Gigas, e não reclame de tudo, Latias. — ordenou Darkrai, fazendo os dois calarem-se no mesmo instante. — Onde está a prisioneira? Desejo vê-la.

Darkrai entrou na escura prisão do castelo e encontrou Dawn chorando, encostada em uma das paredes. Ela estava um pouco machucada no rosto e trazia alguns arranhões pelo corpo, ela nem sequer notara a presença da criatura sombria na sala. O Conde agachou-se na altura de Dawn e curou os arranhões que ela tinha pelo corpo, o que deixou seus generais um pouco surpresos. Ainda sem dizer nada, ele simplesmente saiu da prisão, deixando-a sozinha.





— Mestre, por que o senhor cuidou da garota? — perguntou Latias.

— Ela... — suspirou Darkrai, fazendo uma longa pausa. — Ela é um sacrifício, e sacrifícios devem estar em perfeito estado. — após dizer as palavras ele subiu as escadas deixando os outros sozinhos.

— Ooown, o mestre é tão lindo, eu amo esse jeito malvado e solitário dele. — disse Latias.

— Acho que há algo de estranho, o Conde não cuidaria de uma garota por qualquer motivo, ainda mais um humano. — disse Mewtwo.

— NÃO IMPORTA, VAMOS FAZER OS PREPARATIVOS PARA O SACRIFÍCIO E MANTER A GUARDA PARA QUE ELA NUNCA FUJA DAQUI. — disse Regigigas. — ALGUÉM QUER JOGAR XADREZ? EU SÓ JOGO SE EU FOR AS PEÇAS BRANCAS!!

— Vê se cresce. — respondeu Mewtwo, deixando a sala.

— Você é muito bobo Gigas. — reclamou Latias. — Vou terminar de ler meu livro e espero não ser incomodada.

— AAW... NÃO TEM PROBLEMA, EU POSSO JOGAR... SOZINHO. — suspirou Regigigas.
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Dawn agora não sentia mais dor, seus machucados não doiam mais, ela não sabia quem ou o quê teria curado-a, mas ela sentiu-se imensamente agradecida por terem ajudado-a. Ela continuou um tempo sentada no canto da sala, mas a necessidade a obrigava a pensar em algum modo de sair daquela estranha prisão. Dawn foi andando lentamente na escuridão e apalpando as paredes para ver se de repente conseguia encontrar alguma passagem, quando de repente tropeçou em alguma coisa.

— AI! Olha por onde anda garota!! — gritou uma pequena criatura. — Que droga, só por que eu sou baixinho os outros pensam que podem passar por mim, eu vou ficar muito forte quando eu evoluir!! Vocês vão ver!!

— Q-Quem está aí? — perguntou ela. — Desculpa, é que eu não estou enxergando muito bem nessa escuridão...

— Porra, além de folgada é cega. Bom, eu sou Lino, o Totodile mais forte do mundo mermão. E parece que nós dois estamos na mesma situação nessa prisão. — disse a criatura.



Lino era um pequeno crocodilo bípede de cor azulada com espinhos vermelhos nas costas que iam até o rabo. Ele era um pequeno Totodile com mandíbulas fortes e dentes afiados, seus olhos eram avermelhados e cheios de energia. Ele era um pequeno crocodilo muito engraçado, extrovertido e ativo. Em seu pescoço ele carregava um pequeno lenço vermelho.

— Eae? Por quê tu tá presa? — perguntou Lino, sentando-se nas frias pedras do calabouço.

— Eu não sei o motivo, eu estava com meus amigos na praia quando apareceram uns pokémons estranhos que falavam e... Espera um pouco, você fala?? — gritou Dawn.

— Não, não. É a sua consciência que tá falando com você. Cada louco que aparece... Todos os pokémons nesta terra sabem falar cara. — suspirou Lino. — Você parece meio tonta, veio do mundo dos humanos?

— Mundo dos Humanos? Como assim? Esse não é o mundo normal?

— Meu Deus, eu vou ter que explicar toda a história pra essa garota... É o seguinte, pelo que eu ouvi desses servos otários do Conde, eles estão preparando alguma espécie de sacrifício, será que estavam falando de você?

— O QUÊ? Eles vão me sacrificar?? — gritou Dawn.

— Sei lá, não sou eu mesmo... — respondeu Lino, voltando para sua pequena cama e deitando-se.

— E-Espera um pouco!! Ah, vamos lá, você precisa me ajudar!! — implorou Dawn.

— Me dá um bom motivo pra mim ajudar uma desconhecida folgada? — perguntou o pequeno Totodile.

— E-Eu não sei... Se eu não sair daqui eu posso morrer... Não tem nada que eu possa dar em troca? — perguntou Dawn.

— Hum, deixa eu pensar... — suspirou Lino, olhando para o corpo de Dawn. — Acho que tem algo sim, hein...

— AH!! Seu jacarézinho hentai!! — gritou Dawn, chutando Lino, que chocou-se contra uma parede com força. Ele olhou de volta para Dawn surpreso, e começou a rir.

— Hah. Hah, hah! Gostei de você garota!! — riu Lino, com as mãos em sua cabeça. — É o seguinte, eu vou te ajudar a sair dessa prisão só porque achei você engraçada, mas é bom ficar bem longe de mim por enquanto!!

— Hunf! Dúvido que um Totodile bobo como você possa sair dessa prisão! Deve haver milhares de guardas lá fora!! — retrucou Dawn.

— Pois é, pois é. São tantos guardas que a gente acaba até se tornando amigo de alguns. — riu Lino, subindo algumas caixas que estava próximas a porta. Em seguida soltando um alto assobiu que atraiu a atenção de um imenso pokémon metálico para perto da prisão.

— Psiu! Ei, brother, chega mais.


Era uma criatura feita de metal que trazia um corpo esférico de cor cinza com uma faixa negra na região central. Ele tinha sete pontos em forma de hexágono em sua face, suas pernas eram cilíndricas e seus braços longos. Quando a criatura andava o chão parecia não aguentar o seu peso, ele era todo feito de um metal irriscável e poderoso, quase indestrutível. Aquele era Registeel, um dos soldados de elite de seu líder, Regigigas.

— Diga doutor Lino, precisa de algo? — perguntou Registeel, com uma voz serena.

— Eaí mermão. A parada é o seguinte, eu quero que você abra a porta. — disse o pequeno Totodile.

— Tudo bem. — respondeu Registeel, abrindo a porta gentilmente.

Dawn ficou boquiaberta, só de falar com um dos gigantescos guardas de Regigigas o pequeno Totodile havia conseguido sair daquela prisão sem muito esforço.

— Viu só? É bom ter bastante amizade. — riu Lino.

— E por que você não havia fugido da prisão antes?? — perguntou Dawn.

— Hum, é que na verdade... Na verdade eu não tinha pra onde ir, minha família me abandonou. Mas agora que você apareceu eu decidi fazer uma boa ação em minha vida. — riu o pequeno crocodilo.

— Ah! Obrigada Lino, você é a pessoa mais fofa que eu já conheci!! Obrigada!! — disse Dawn, abraçando o pokémon.

— Tá bom, tá bom, agora dá um fora daqui.

— Você não vem comigo?

— Nossa, mas essa garota não consegue se virar sozinha... Vou te ajudar só até sair do castelo! — disse Lino, saindo da prisão na companhia de Dawn, e em seguida parando na frente de Registeel. — Obrigado brother! Tô te devendo essa!

— A gente se fala. — acenou gentilmente o Registeel.


O castelo estava vazio, era um imenso labirinto de sombra que se não fosse por Lino, Dawn estaria completamente perdida. Aquele pequeno crocodilo realmente conhecia todas as passagens secretas do castelo, e mesmo conhecendo cada ponto eles ainda demoraram para chegar até a saída da grande fortaleza. Somente após um longo tempo os dois encontraram um imenso portão que provavelmente levava para a saída.

— Pronto, daqui pra frente tu se vira. — disse Lino.

— Mas você parece conhecer bem essas planícies! Por favor, me ajuda! Eu preciso encontrar meus amigos! E além do mais, você disse que não tinha nada pra fazer! — implorou Dawn.

— É, mas aquela prisão é mais confortável e tem bolinhos de graça! O que eu vou ganhar se eu te ajudar? — perguntou Lino, olhando novamente para as curvas de Dawn.

— Não, você não vai ganhar nada. Quem sabe uma garotinha indefesa, muito, muito, muito feliz!! Seria um ato heróico e tanto! Imagina só: Lino, o Totodile que salvou a princesa da prisão!!

— Nossa, que coisa ridícula. Vou te ajudar só porque eu te achei engraçada. Vamos.

— Ah, obrigada fofinho!! — sorriu Dawn, abraçando ele novamente.

— Some de perto de mim!! Se você me agarrar de novo eu vou embora!! Ai, ai... Como é duro ser bonito.


Enquanto Dawn e Lino escapavam do castelo silenciosamente, Darkrai observava cada passo dos dois, mas nada fez. Ele apenas os observou partir, em seguida sentou-se em seu trono e chamou por um de seus mais fiéis espiões. Uma criatura que conseguia ser ainda mais silenciosa que o próprio Darkrai.

— Que motivo o faz precisar de minha ajuda, mestre? — perguntou a criatura.

Era um pássaro de plumagem dourada e negra, silencioso e poderoso como um raio. As penas de sua cauda pareciam formar uma ilusão e seu bico era tão afiado quanto uma espada. Ele era Zapdos, o servo mais fiel e leal de Darkrai, um espião misterioso e cauteloso que atendia pelo nome William.

— William, tenho uma tarefa a lhe designar. Dois de meus prisioneiros acabam de fugir de minha fortaleza. — afirmou Darkrai.

— Somos rigorosos com pessoas que escapam de nossas prisões. Deseja que eu os traga imediatamente? — perguntou a ave.

— Não, apenas quero que os vigie sem ser notado. Veja até onde eles irão, e reporte-me sempre que possível. — ordenou a criatura negra.

— O silêncio é um amigo que nunca trai. — sorriu William, levantando vôo e desaparecendo em meio a escuridão da noite, como um relâmpago.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:13 pm

Capítulo 4 – À procura do Medalhão da Terra.


Com ajuda do astuto Totodile, conhecido como Lino, Dawn não está mais sob custódia do misterioso Darkrai, e ainda resta uma pequena chance para que o mundo dos humanos não seja destruído com seu sacríficio. Mas os dois estão sendo vigiados pelo silencioso William, um Zapdos que trabalha como espião para o Conde das Trevas. E enquanto isso, Ash e Cresselia seguem sua busca para encontrar os três medalhões a fim de salvar o mundo dos humanos.


— Maldição, com aquela onda gigante a gente perdeu todas as nossas coisas de acampamento, e sem o Brock não vai dar pra cozinhar... Acho que eu vou morrer de fome. — reclamou Ash, preparando suas coisas para sair da vila.

— Não se preocupe, eu... Eu posso tentar cozinha pra você. — sugeriu Cresselia um pouco sem graça.

— Sério?

— Sim, acho que eu posso fazer um chá de ervas que é muito nutritivo. — sorriu ela, mostrando uma pequena tigela que possuía plantas estranhas com um cheiro desgradável.

— Ah... Acho que vou dispensar dessa vez. — respondeu Ash, olhando a péssima aparência do chá. — Bom, então nós já estamos de partida, velhote!

— Deixarei um mapa em cargo de Cresselia, desse modo vocês não vão se perder e conseguirão encontrar os medalhões mais rapidamente, pois nosso tempo é curto! — disse Honchkrow. — Estarei torcendo por vocês dois. Que a luz possa brilhar em seu caminho.

— Valeu. Até mais! — acenou Ash, partindo na companhia de Cresselia.


O local estava totalmente destruído, árvores e plantas mortas estendiam-se por toda as longas planícies daquele reino em declínio. O velho Honchkrow contara que a muito tempo atrás aquela era uma próspera terra, mas Darkrai lançou uma maldição que fez com que nada mais nascesse na região. Não havia vento e não haviam pássaros, tudo estava detruído. Era o Reino Moonlight.

— Minha nossa, essa minha mala está muito pesada... — disse Ash, tentando massagear suas costas.

— É melhor você tirar as coisas que não for usar, se não, estará sem energias no fim do dia. — sugeriu Cresselia.

— Mas eu nem me lembro de ter pego tanta coisa assim... — disse Ash, verificando o que estava fazendo peso em sua mochila, até que alguma coisa mordera sua mão. — CARACA!! TEM UM BICHO AÍ DENTRO!!

— Opa, chamar de bicho não, cumpadi! Eu sou um autêntico Poochyena, do clã dos Poochyena, treinado pelo poderoso e fodástico, Mestre Poochyena. Prazer em conhecê-lo Heróis das Profecias. — disse um pequenino cãozinho cinzento.



— Tá, tá, some daqui guri. Nós estamos numa busca que vai definir o destino do mundo, saca? Então você não pode atrapalhar. — disse Ash, carregando o pequeno cão para fora de sua mochila.

— Ei! Mas eu vim para ajudar vocês!! Fui treinado pelo Mestre Poochyena, do clã das Poochyena, e por isso sou o mais poderoso Poochyena!!

— Sério mesmo?? Puxa que bacana!! — disse Ash sendo irônico. — Some daqui.

— Ooown, achei ele tão fofinho... Podemos ficar com ele? — perguntou Cresselia.

— Não.

— Mas eu posso ajudar!! — gritou o cãozinho. — Eu fui treinado pelo Mestre Poochyena, do clã das Poochyena, e por isso sou o mais forte de todos os Poochye...

— Minha nossa, CALA A BOCA!! Se eu ouvir o nome “Poochyena” mais uma vez, eu acabo com tua raça!! — gritou Ash.

— D-Desculpa, mas é que eu realmente quero ajudar! Sabe, eu sou muito poderoso, fui treinado pelo... — dizia a cãozinho, antes de ser interrompido por um olhar fuzilante de Ash. — Ah, vamos lá herói das profecias, deixa eu ajudar você!!

— Inferno some daqui sua praga. Você vai me ajudar se ficar quieto.

— Espere um pouco Ash, mas ele não pode voltar agora, a floresta é escura e pode ser perigoso. Pode deixar que eu me encarrego do Poochyena. — disse Cresselia, com sua voz serena.

— Ah, pode deixar!! Não vou abrir a boca! Vou ficar o tempo todo atento para qualquer inimigo e não vou deixar que nada se aproxime da Lady Cresselia! É que teve um dia que eu estava treinando na academia das Poochyena, daí apareceu um Poochyena grandalhão mó folgado, mas tipo GRANDÃO MESMO, saca? Daí eu tive que lutar com ele e...

— Achei ele uma graça. — sorriu Cresselia.

— Nem me fale... — suspirou Ash.


Ash e Cresselia agora tinham o mais novo membro em seu grupo, um irritante e infernal Poochyena. Eles continuaram seguindo para o local indicado no mapa por um longo tempo, até que se depararam com cruzamento que possuía três caminhos, provavelmente cada um deles parecia levar para um determinado medalhão.

— ...E nossa, eu deitei aquele Poochyena grandalhão, acho que depois daquele dia aquele bobão nunca mais vai mexer com os baixinhos! Já teve problemas com altura herói das profecias? Sabe, quando eu era criança eu costumava...

— Já sei... Você costumava treinar na academia do mestre Poochyena, né? — respondeu Ash de modo ignorante.

— NOSSA!! Como você sabe?? Cara, você é realmente o heróis das profecias!! — disse o cãozinho maravilhado.

— Ainda acho ele uma gracinha. — sorriu Cresselia.

— Uma gracinha com a boca fechada. — retrucou Ash. — Vamos andando, acho melhor seguir pela rota do leste.

— Olha Poochyena, nós acabamos de chegar a uma encruzilhada com três possíveis caminhos, será que você poderia nos dizer para onde cada uma leva? — perguntou Cresselia com sua doce voz.

O pequeno Poochyena tomou frente e começou a farejar as três estradas, pouco tempo depois ele se voltou para Ash com possíveis informações sobre que caminho cada rota levava.

— Olha, é o seguinte, a rota do Norte vai nos levar para o Medalhão da Terra num lugar muito quente, que acredito que seja nosso objetivo. A rota do Leste vai dar em um pântano e em seguida levar a um oceano, enquanto a rota do Oeste vai levar para um deserto interminável. — alertou Poochyena.

Cresselia olhou para Ash, e sorriu. — Eu disse que ele seria útil! — Ash ficou sem reação e não soube o que responder, parecia que o irritante Poochyena realmente prestava para alguma coisa.

— Eaí, Herói das Profecías? Gostou do super hyper ultra esquema farejador que eu usei?? Foi o Mestre Poochyena que me ensinou!! — disse o cãozinho maravilhado.

— E o pior é que agora eu não posso falar nada, porque ele foi útil... — suspirou Ash, fazendo Cresselia dar uma leve risada.


Seguindo o caminho do norte, pouco a pouco o céu parecia clarear, era como se o Reino Moonlight fosse ligado em vários outros mundos, enquanto em um lugar era noite perpétua, o outro parecia fazer sempre sol. E por sinal o calor estava realmente insuportável, Ash suava enquanto quase se rastejava por aquelas planícies áridas. O céu azul estendia-se até onde o horizonte alcançava, não havia sinal de sequer uma única nuvem para amenizar o calor. O vento levantava areia árida do deserto, o calor insuportável os cansava cada vez mais. Aquele era o local onde o Medalhão da Terra se encontrava, o Deserto Calidus.

— Eu disse que esse Poochyena não prestava pra nada, ele falou que o oeste levava pra um deserto, e nós fomos para o norte e também estamos num deserto!! — reclamou Ash, tentando se abanar com a mão.

— M-Mas eu juro que o lado oeste levava pra um deserto, é que esse lugar é tão grande que ele se estende de todo oeste até o norte! Meu ultra farejador Poochyena nunca falha! — disse o cãozinho, tentando se esconder na sombra de Ash.

— Bom, se vocês continuarem andando acho que vão morrer desidratados. Não é melhor fazermos uma pausa? — perguntou Cresselia.

— Pausa onde, meu Deus?? Eu só vejo, areia, areia, areia, pedra, areia e mais areia!! Eu odeio esse lugar, maldito seja quem criou esses medalhões!! — gritou Ash, socando a areia para tentar aliviar sua raiva.

Enquanto ele gastava todas as suas forças, Poochyena novamente com seu faro apurado pôde sentir um estranho cheiro no ar, mas era um cheiro agradável, e lembrava comida.

— Ei, ei! Estou sentindo um cheiro muito gostoso! Hum... Ele vem de trás daquelas pedras lá longe!! Venham comigo!! — gritou Poochyena.

— Ah, dá um tempo cãozinho do inferno. Daqui a pouco você vai nos levar pra um mar cheio de Sharpedos... — reclamou Ash, deitando-se na areia. — Hum...? M-Mas é cheiro de comida mesmo!!

— Venha Ash! Parece que o Poochyena estava certo! — disse Cresselia, seguindo as pegadas do cão na areia.


No momento em que Ash viu o que havia atrás da pedra ele surpreendeu-se, ninguém menos que seu amigo Brock, preparando um belo almoço embaixo da sombra de um Oásis solitário que se encontrava no meio daquele imenso deserto.

— Oh!! Abençoado momento em que você foi aparecer Brock!! — gritou ele.

— Ash! Finalmente eu encontrei vocês! Depois que a Cresselia criou o portal eu não os vi mais, e eu estava no meio desse deserto interminável! Sorte que todas as nossas coisas de acampamento ficaram comigo! E foi ainda mais sorte ter caído próximo desse Oásis! — riu Brock.

— Cara, faz um dia inteiro que eu não como uma comida decente! Nem acredito que eu te encontrei aqui!! — disse Ash, sentando-se na mesa de almoço que ficava logo embaixo da sombra de uma palmeira.

— O que tem pra comer?? — perguntou o pequeno Poochyena que estava ao lado de Brock.

— Olá! E quem seria você, amiguinho? — perguntou Brock, fazendo carinho no pequeno cão.

— Eu sou Poochyena, do clã dos Poochyena, treinado pelo Mestre Poochyena!! — respondeu ele com orgulho.

— Que bichinho engraçado, enquanto eu estive aqui no deserto eu também encontrei alguns pokémons que falavam. Acho que eles devem estar caçando a esta hora, mas já vão voltar. — disse Brock. — O que houve com vocês nesse tempo?

— Ah, é uma longa história. — disse Cresselia.


Ash explicou todo seu encontro com o velho Honchkrow e sobre o desaparecimento de Dawn, Cresselia também acrescentou a procura do Medalhões, que agora era o objetivo principal deles nesta viagem.

O deserto de Calidus era uma vasta terra coberta por areia, cinzas e pó. O sol escaldante estava presente em qualquer lugar, mas diferentemente de qualquer outro deserto, lá nunca escurecia, trazendo o terrível calor do sol perpétuamente. Provavelmente aquele Oásis era uma dádiva de Arceus, era o único local em que se podia descansar, e Ash e os outros o compartilhavam com alguns outros pokémons antigos. Criaturas esquecidas pelo tempo, já extintas a milhões de anos e que agora encontravam-se ao seu lado.

Brock aproveitou o momento para deixar que seus pokémons de pedra também aproveitassem o calor do deserto, uma vez que para eles era gratificante. Ash e Pikachu repousavam em uma das sombras dos coqueiros enquanto Brock e Cresselia planejavam uma tática para encontrar os três medalhões a tempo.

— Olhe, estamos no Deserto Calidus. Se encontrarmos o medalhão em no máximo um dia, poderemos seguir para o extremo leste até chegar a um imenso oceano, que provavelmente esconde o Medalhão do Mar. — comentou Brock, checando o mapa do reino.

— Sim, o Oceano Frigidum. — falou Cresselia. — O problema mesmo será encontrar o Medalhão do Céu, o mapa apenas mostra uma seta indicando que devemos ir para... O Céu...

— Deve ser uma charada, precisamos encontrar algum jeito de decifrá-la, será que esses pokémons fósseis sabem alguma coisa? Eles parecem ser bem inteligentes. — sugeriu Brock.

— Eles são muito antigos, devem conhecer algo. Não custa tentar.


Brock acenou para um grande Bastiodon que caminhava nas redondezas. Ele era como uma muralha, sua cabeça era em formato de escudo que o protegia de qualquer ataque frontal. Até mesmo em suas patas ele possuía pequenos escudos que o protegiam, era como uma fortaleza impenetrável.



— Bom dia senhor cozinheiro. Precisa de minha ajuda? — perguntou Bastiodon.

— Já ouviu falar sobre o Medalhão do Céu? De acordo com este mapa, ele diz que devemos ir para o céu, mas ele não dá nenhuma outra dica sobre como conseguir o medalhão, você tem alguma idéia, senhor?

— Hum, a história do Medalhão do Céu é muito antiga, e era passada de geração em geração na minha época. Meu pai costumava me contar quando eu era só um garotinho... — disse Bastiodon, com sua lenta e cansada voz.

— Não quero nem imaginar quantos ele tem. — cochichou Cresselia.

— Meu pai dizia que o guardião do medalhão escolhe seus adversários súbitamente, você só pode enfrentá-lo se ele desejar. Ele perambula por essas terras causando poderosas ventanias e explosões no Reino Moonlight, atacando qualquer um que entrar em seu território com poderosos raios. Ele costumava ser um servo poderoso do Conde das Trevas, mas acabou abandonando-o.

— Hum, obrigado pela informação senhor Bastiodon! Sua história já foi de grande ajuda para nós! — agradeceu Brock.

— Estarei a seu dispor se precisarem... — despediu-se o pokémon, partindo rumo ao deserto.

— Bom, agora precisamos nos concentrar no Medalhão da Terra! — disse Brock.

— Ele deve estar escondido em algum lugar deste infinito deserto, e acredito que ele não esteja muito longe... — afirmou Cresselia.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:17 pm

Capítulo 5 – O Guardião do Deserto Calidus.


O calor escaldante do Deserto de Calidus continuava a aumentar, o vento soprava os finos grãos de areia que voavam pela vastidão interminável daquelas dunas. Até mesmo as rochas pareciam derreter, os únicos que pareciam estar apreciando o calor eram os pokémons rochosos que caminhavam calmamente pelo vasto deserto.

Ash segurava sua água-de-coco enquanto descansava embaixo da sombra de um coqueiro, aquela cena parecia-se muito com o dia em que ele estava com Dawn e Brock na praia, aproveitando para descansar de suas longas viagens.

— Ah... Esse oásis é ainda melhor que aquela praia... Acho que vou ficar aqui o dia inteiro, Pikachu. — disse o garoto. O pequeno pokémon puxou a água-de-coco de Ash e começou apontar para uma longínqua figura no horizonte. Parecia ser um grande castelo negro que só podia ser visto se observado atentamente. — Ah, eu sei que nós temos que salvar a Dawn... Bom, vamos voltar ao trabalho então, esse vento não pára de jogar areia nos meus olhos.

Brock arrumava as coisas do acampamento enquanto Cresselia recolhia mais informação com os pokémons fósseis do oásis. Ash aproximou-se de Brock e sentou-se na mesa, observando o mapa do Reino Moonlight.

— Eu fico imaginando se a Dawn está segura... — comentou Ash.

— Tenho certeza que sim, ela não entregaria os pontos facilmente. Se depender da Dawn ela pode até mesmo já ter derrotado esse tal Conde das Trevas! — riu Brock.

— Espero que sim... Eu nem pude fazer nada pra ajudar ela...

— Pessoal! Consegui algumas informações sobre o Medalhão da Terra! — disse Cresselia, aproximando-se dos dois. — Meus amigos fósseis disseram que o guardião desse medalhão é um dragão monstruoso que tem um coração muito maligno, com seu rúgido ele pode causar erupções e ao andar terromotos são formados!

— E esse será nosso inimigo?! — perguntou Ash preocupado.

— Você não tá com medo, né? — debochou Poochyena.

— Que droga, você ainda tá nos seguindo? Some daqui!! E eu não estou com medo, só estou... Surpreso...

— Bom, onde quer que o medalhão esteja, vamos precisar de uma boa tática pra derrotar esse dragão. Se estamos em um deserto acredito que seu guardião possa ser do tipo Fogo ou Terra. Então seu Buizel e a Torterra precisam estar prontos para uma possível batalha Ash! — disse Brock.

— Pode deixar, meus pokémons estão ansiosos pra qualquer batalha que vier! — respondeu o garoto. — Mas na verdade eu não estou com o Buizel, eu acabei deixando ele no laboratório do Professor Carvalho...

— Que pokémon está com você?

— Eu peguei a Bayleef. Se o guardião for do tipo terra ela ainda pode ajudar, mas se ele for Fogo, então teremos problemas. Você conseguiu alguma informação sobre como encontrar o guardião, Cresselia? — perguntou Ash.

— Os pokémons fósseis disseram-me que ele é como uma miragem, e podemos encontrá-lo em quaqluer local do deserto. Mas os fósseis disseram que quando nós o encontrarmos, teremos certeza que é ele, pois o guardião imenso.

— Então é um jogo de sorte para encontrá-lo... Tudo bem. Estamos de saída pessoal, vamos arrumar nossas coisas e procurar por esse guardião. — disse Brock.

— Eba!! Vamos caçar dragões!! Vai ser tipo uma aventura né?? — disse Poochyena animado. — Oh, puxa, puxa, puxa!! Vai ser emocionante, esse guardião deve ser muito forte, quero só ver se ele supera a mordida que eu aprendi no clã das Poochyenas!!

— Já começou... — disse Ash tampando os ouvidos.


Os quatro seguiram viagem pelo imenso deserto, cerca de uma hora depois Ash já implorava para que voltassem ao Oásis, não havia sequer uma sombra, e tudo se estendia em areia até onde os olhos alcançavam. Não havia sinal do guardião, e o sol parecia começar a afetar suas visões.

— Maldito dia em que fui deixar o Buizel no laboratório, ele poderia fazer uma fonte de água para nós... — resmungou Ash.

— Hum, parece que nossa caça não está trazendo muito sucesso. Vou usar meu Steelix para ver se conseguimos encontrar alguma coisa útil! — disse Brock, jogando a pokébola de seu pokémon.


A criatura era imenso, sua pele era tão dura quanto um diamante, o corpo da cobra metálica era mais duro que qualquer rocha e seus olhos podiam enxergar mesmo embaixo da areia daquele insuportável deserto. Era um pokémon colossal de tempos antigos, uma criatura titânica que parecia gostar do calor do local.

— Steelix, ande pelo deserto e veja se encontra qualquer pista sobre um dragão. Sabemos que ele é grande e muito perigoso, mas na realidade nem temos certeza se ele realmente existe, mas procure de qualquer forma! — ordenou seu treinador.

A cobra entrou nas profundezas da areia e desapareceu deixando um enorme buraco no chão. Ash e os outros seguiram viagem a procura do guardião, mas a cada minuto que passava eles começavam a imaginar se realmente existia tal criatura.

— Eu não consigo mais andar... — disse Poochyena com sua voz cansada.

— Aproveita e já fica aí e morre. — respondeu Ash de modo ignorante.

— Não diga isso dele! — disse Cresselia zangada. — Ele é um membro de nossa família, então devemos cuidar dele com carinho! Eu não imaginava que você era assim tão sem coração...

Ash ficou surpreso com o que Cresselia havia dito, ela abaixou a cabeça percebendo o que acabara de falar e ficou em silêncio.

— E-Eu não queria ter dito isto... — suspirou Cresselia.

— Não. Eu que devo desculpas. Eu não queria tratar o Poochy desse modo, é que eu estava tão zangado e preocupado com o sumiço da Dawn... É nessas horas que precisamos reunir nossas forças para completarmos nossos objetivos, não é? — sorriu Ash.

Cresselia aproximou-se dele e encostou a cabeça em seu ombro. Ash corou de leve e a abraçou, em seguida colocando o pequeno Poochyena em sua mochila para que ele não precisasse mais andar naquele terrível deserto.


Algumas horas mais tarde Brock avistou algo que chamara sua atenção, seu poderoso Steelix jazia no chão, derrotado. Parecia que ele havia encontrado o guardião do medalhão, mas não fora páreo para ele.

— Steelix!! Steelix!! O que aconteceu? — gritou Brock, descendo uma das dunas para o encontro de seu pokémon.

— Derrotaram o Steelix do Brock?? N-Não é possível! — disse Ash.

— Realmente, esse guardião deve ser extremamente poderoso, estejam alertas!! — disse Cresselia.


O sol queimava tudo em seu caminho, Ash e os outros se preparavam para uma possível batalha, quando de repente uma imensa sombra começou a surgir. Era uma criatura monstruosa mais alta que uma montanha, sua cor avermelhada brilhava com os raios do sol. Seu corpo maciço possuía uma pele blindada com uma armadura vermelha. Era um imenso dragão mitológico, maior que qualquer pokémon que eles jamais haviam visto, até mesmo que um Wailord. Era o guardião do Medalhão da Terra, Groundon.



— E-Ele é gigantesco!! — disse Cresselia.

— Mas não é possível! Eu pensava que os Wailords eram os maiores pokémons do mundo!

— Provavelmente esse Groundon passou por algum tipo de mutação até atingir esse tamanho! — explicou Brock. — Ou quem sabe uma miragem, mas ele é realmente colossal!

O dragão desviou seu olhar para Ash e o encarou por um tempo. Suas garras eram como lanças, suas escamas era como uma fortaleza e sua respiração causava medo nos fracos. O imenso guardião sentou-se nas dunas de areia e pôs-se a observar Ash e os outros.

— Oi... — disse o gigantesco dragão com uma voz tímida.

— Nossa, eu pensei que já tinha visto de tudo nesse mundo, e eu não me assustaria com mais nada. Mas um dragão gigante desses falar “Oi” pra mim foi chocante. — sussurrou Ash. Ninguém respondeu o grande dragão, eles imaginavam se seria somente uma miragem ou aquela colossal criatura realmente conversava com eles calmamente.

— Oi... Meu nome é Zacks, sou o Guardião do Medalhão da Terra. — respondeu o dragão. — Vocês... Vocês não falam a língua normal?

O local continuava em silêncio, Zacks olhou pensativo para os aventureiros e sentou-se de pernas cruzadas em uma das montanhas de areia, observando os jovens cada vez mais de perto.

— Salut, mon nom est Zacks. Conseguem entender o que eu digo? — perguntava o dragão.

— Esse dragão é realmente muito estranho... — cochichou Brock.

— Tá, tá, a gente consegue falar a língua normal sim. Então foi você que derrotou o Steelix do Brock, não foi? — gritou Ash. — Eu sou Ash Ketchum, da cidade de Pallet, e quero ter uma batalha com você, e se eu vencer você me dá o medalhão!

Groundon encarou Ash por um instante e em seguida coçou a cabeça pensativo. — Eu não posso dar-lhe esse medalhão, ele é muito importante pra mim. — afirmou ele, mostrando o pequeno medalhão que parecia minúsculo em suas garras afiadas.

— Não importa! Lute comigo e se eu ganhar eu pego o medalhão!! — continuou Ash.

— Eu disse que não posso te dar. Eu vou dar esse medalhão para alguém...

— É pro Conde das Trevas, não é? Sei que você trabalha pra ele, e nós não vamos deixar você entragar o medalhão para esse vilão, nós vamos te derrotar aqui mesmo!! — gritou Ash.

— Conde? Não, não. Eu preciso entregar esse medalhão como pedido de namoro para a garotinha mais linda do mundo... M-Mas não tenho coragem... — disse o dragão. Ash supreendeu-se ao ouvir a palavra “namoro” vinda do guardião. Será que alguém no mundo poderia amar uma criatura tão... Feia?

— Namoro? Você gosta de alguém? — perguntou Cresselia.

— Sim, a milhares de anos eu venho tentando criar coragem de me declarar para uma linda garotinha... Mas eu não tenho coragem de falar com ela, seus lindos olhos simplesmente me deixam sem fala... — disse o dragão.

— Então você quer entregar esse medalhão para pedi-la em namoro? — perguntou Brock.

— Sim, mas acho que ela nunca gostou de mim, talvez só como amizade. Acho que ela nunca percebeu o que eu realmente sinto. Sou só um covarde que nunca vou conseguir me declarar para a mulher que eu amo. — disse o dragão numa voz chorosa.

— Era só o que faltava, um dragão gigantesco apaixonado por uma garota. Já vi de tudo nesse mundo estranho. — respondeu Ash. — M-Mas eu preciso desse medalhão!! É pra salvar minha amiga!

— Eu tive uma idéia Zacks, se você nunca teve coragem de entregá-lo para a mulher que ama, por que não deixa que nós entregamos? — sugeriu Cresselia.

— Vocês... Vocês fariam isso por mim? — perguntou o dragão.

— Claro! Tenho certeza que se procurá-la e falar tudo que sente, ela certamente vai amar esse dragão gentil e fofo que você é! — riu Cresselia.

— Puxa... E-Eu espero que ela realmente goste. Deixe-me entregar a vocês o Medalhão da Terra pequenos aventureiros, e não se esqueçam de entregá-lo para essa garota! — disse Groundon.

O guardião agachou-se entregou uma grande pedra dourada para Ash, parecia que eles haviam terminado a primeira etapa de sua aventura sem lutas, e por sorte o grandioso Zacks era um simpático dragão.

— Finalmente nós temos o Medalhão da Terra! — disse Ash, pulando de alegria. — Cara, foi mais fácil do que eu pensava, eu imaginava que teríamos que batalhar!

— Nada do que uma boa conversa para manter a paz, não é? — riu Brock. — Porque se dependesse de você Ash, já estaríamos no meio de uma batalha que provavelmente perderíamos.

Zacks aproximou-se de Ash e encarou-o com um olhar sério. — Garotinho de chapéu, você é o líder deste bando, não é? Só tenho uma coisa a lhe dizer: Se você não entregar esse anel para a garota, eu te mando pro inferno. — rugiu o dragão.

— Então o inferno já tem uma vaga pra você, Ash. — brincou Poochyena.

— P-Pode deixar... — respondeu Ash, tremendo até a base, em seguida cochichando com Cresselia. — Droga, mas é impossível a gente encontrar essa garota. E ela nunca entenderia os sentimentos de um... Pokémon.

— Hum, pra falar a verdade nossa idéia era usar o medalhão para derrotar o Conde das Trevas, não temos planos de entregá-lo para essa garota, onde quer que ela esteja, e isso se ela ainda estiver viva. Detesto mentir para os outros, mas acredito que dessa vez tenha sido necessário. Quem sabe depois que tudo der certo nós não procuramos essa menina? — continuou Cresselia.

— Um pokémon que se apaixona por um humano... Que coisa estranha. — comentou Ash, afastando-se de Cresselia que agora conversava com o grande dragão.

— E a propósito Senhor Zacks, qual o nome dessa garota?

— Seu nome é Leeca, ela é a garotinha mais linda que existe no mundo. Ela tem um jeito fofo e tão meigo... Espero que ela compreenda meus sentimentos. — disse Zacks. — Mas faz muito tempo que não a vejo, fico imaginando onde ela estaria...

— Bom pessoal, agora precisaremos seguir o mapa rumo ao Oceano Frigidum, e lá estará o Medalhão do Mar. Depois de conseguirmos, nós poderemos pensar numa estratégia para encontrar o Medalhão do Céu. — disse Brock.

— Para o Oceano? Eu sempre gostei de ir para o leste, querem uma carona? — perguntou Groundon.

— Parece que nossa sorte está aumentando cada vez mais!! — sorriu Ash.

— Então vamos pessoal! Em busca do Medalhão do Mar! — disse Cresselia.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:18 pm

Capítulo 6 – A ave que caiu do céu.


Ash e os outros conseguiram o Medalhão da Terra sem muito esforço, no Deserto Calidus eles conheceram um grandioso dragão conhecido com Zacks, e de quebra ganharam uma carona rumo ao Oceano Frigidum. Mas agora em algum lugar remoto do reino, Dawn e Lino tentam se encontrar com seus amigos perdidos, enquanto o Conde das Trevas e seus generais parecem planejar novos planos.



O palácio das trevas encontrava-se em seu silêncio total. Pequenas gotas de chuva começavam a cair lentamente nas muralhas do local, enquanto as paredes de rocha liberavam o intenso frio que vinha se acumulando. O sol não brilhava, tudo era coberto pelas espessas nuvens e por uma escuridão perpétua; tudo que se podia ver do lado de fora eram tochas apagadas em meio ao vento que passava sussurrando por entre os vãos dos portões.

Regigigas encontrava-se no depósito de armamentos, sentado em uma pequena cadeira jogando xadrez sozinho, em fato, ele jogava xadrez com uma estranha... Pedra. Gigas concentrava-se para pensar em alguma jogada que pudesse dar um fim em seu “poderoso” adversário.

— TÁ OLHANDO O QUÊ? PENSA QUE PODE FICAR ZUANDO SÓ PORQUE TÁ GANHANDO? — gritou ele, conversando com a pedra. — HUM, É REALMENTE DIFÍCIL GANHAR DE VOCÊ... MAS FIQUE EM SILÊNCIO PARA QUE EU POSSA PENSAR EM UMA TÁTICA, NÃO CONSIGO ME CONCENTRAR COM VOCÊ GRITANDO DESSE JEITO...

Gigas continuou mais alguns minutos observando o tabuleiro enquanto procurava uma estratégia para vencer seu amigo “pedra”. Em fato, ele era um pouco solitário, e os outros servos de Darkrai acabavam sendo um pouco ignorantes com a inocência do grande pokémon.

— TUDO BEM, VOCÊ GANHOU. DE NOVO. — disse ele levantando-se da cadeira. — DA PRÓXIMA VEZ EU GANHO, VOCÊ TEVE SORTE.

A pedra nada respondeu. Gigas aproximou-se do objeto, pegou-o no colo e saiu do armazém, subindo as longas escadarias da fortaleza sombria. Ele procurava por alguém que pudesse conversar naquele dia frio de inverno.

— VAMOS VER SE A LATIAS ESTÁ FAZENDO ALGO DE INTERESSANTE, MR. STONE. — afirmou o golem, subindo as longas escadas da fortaleza em direção do quarto de Latias. Cada um dos generais possuía um local em que preferiam passar seu tempo, Gigas sempre ficava no depósito de armamentos, enquanto Latias ficava em uma pequena sala que ela nunca permitia que ninguém entrasse. Já Mewtwo normalmente desaparecia por longas horas, ele ficava em um pequeno laboratório criando algo misterioso que não revelava para ninguém.

— LATIAS!! LATIAS, ABRE A PORTA! — gritou Gigas batendo com força na entrada do quarto.

Latias abriu a porta com muita calma, ela usava um singelo par de óculos de grau que a deixavam com uma aparência de professora, enquanto segurava um pequeno livro debaixo do braço. Ela encarou o grande golem que segurava a pedra e perguntou: — Não precisa gritar, não sou surda... Perdeu de novo para a essa pedra ridícula?

— ELE NÃO É “ESSA PEDRA”, ELE É O “MR. STONE”. — disse Gigas numa voz irritada. — O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? ESTOU ENTEDIADO.

— Não é da sua conta. — respondeu ela, fechando a porta na cara do pokémon. Gigas continuou encarando a porta por um longo tempo, até que Latias voltou e abriu-a lentamente. — Desculpa, estou um pouco estressada... Mas estou lendo um livro.

— PUXA, QUE LEGAL!! QUAL O NOME DO LIVRO?

— Querido John. Foi aquele fofo do William que me recomendou. Por que você não vai procurar um livro para ler na biblioteca? Desse modo você nem vai ver o tempo passar. — explicou Latias. — Agora some da minha frente junto com o Mr. Stone, porque eu não gosto dele. Parece que ele fica debochando da minha cara com esse sorriso bobo...

— TUDO BEM, VOU IR PARA A BIBLIOTECA VER SE EU ENCONTRO ALGUM LIVRO LEGAL! OBRIGADO LATIAS! — disse Regigigas animado.

Latias ficou observando o gigantesco golem descer com pressa as escadarias do castelo, em seguida ela sorriu e sussurrou algumas palavras bem baixinho. — Um grande homem é aquele que não perdeu a candura de sua infância... — em seguida voltando para seu quarto.


Regigigas agora dirigia-se para a grande biblioteca do castelo, em fato, tudo lá era grande; Era como uma casa para o Conde das Trevas, um local em que ele podia sempre estar na presença de seus melhores amigos.

Assim que Gigas entrou na biblioteca, ele deparou-se com o Darkrai sentado no chão, lendo calmamente um livro de poesias. Assim que Regigigas o viu, ele rapidamente fez sinal de continência e escondeu a pedra.

— S-SENHOR DARKRAI! EU NÃO IMAGINAVA QUE O SENHOR ESTAVA AQUI! — disse o golem.

Darkrai revelou um singelo sorriso e levantou-se indo na direção de Regigigas levando dois livros consigo.

— Não se preocupe Gigas, eu só estava passando um tempinho na biblioteca, sabe, esse é um dos meus locais preferidos na casa... — afirmou Darkrai com uma voz amigável. — Pode ficar à vontade. Já estou de saída.

— PERDOE-ME SENHOR! EU NÃO QUERIA INTERROMPÊ-LO!

— Ei, pode ficar calmo grandão, você não fez nada de errado. É até bom que tenha vindo procurar um livro, afinal, eles são os mais silenciosos e constantes amigos; os mais acessíveis e sábios conselheiros; e os mais pacientes professores.— disse Darkrai, voltando para as sombras. — E a propósito, depois de escolher um livro que tenha interesse, vá dar uma olhada na prisioneira...

— SIM SENHOR! — disse Gigas, contente.


Regigigas levara pilhas de livros para seu quarto, no armazém, deixando a pequena pedra junto, e em seguida partindo para verificar como estava Dawn, a prisioneira que mais tarde seria usada como sacrificio. Mas ao deparar-se com a cela, ela estava completamente vazia.

— M-MAS O QUÊ? ONDE ESTÁ A PRISIONEIRA?? ALERTA, ALERTA!! RICHARD, ISAAC, STANLEY! APAREÇAM EM FRENTE A PRISÃO 4, AGORA!!

Assim que a mensagem foi dada, duas outras criaturas parecidas com Regigigas apareceram, porém eram bem menores, e pareciam atender a qualquer obrigação designada por seu chefe. Um dos guardas era um grande golem feito de pedras, enquanto o outro era uma criatura transparente feita de gelo que emitia um forte brilho.

Richard era um Regirock e ocupava o cargo de terceiro capitão de Regigigas, suas defesas eram surpreendetes, mas sua personalidade era um tanto egoísta. Isaac era um Regice, e o segundo capitão dos exércitos, com uma poderosa defesa especial e uma personalidade um pouco tímida e medrosa. Já Stanley era o primeiro capitão e mais poderoso de todos, o Registeel chefe da guarda, inteligente e astuto, mas mesmo seus companheiros de trabalho não conheciam muito sobre sua personalidade.

— C-Chamou-nos, general Gigas? O senhor parece irritado... — disse Regice.

— Não Isaac, ele sempre fala nesse tom de voz. — respondeu Regirock.

— QUIETOS SOLDADOS! E ONDE ESTÁ O STANLEY?? VOCÊS DOIS O VIRAM? AINDA ESTÁ NO TURNO DELE DE GUARDA!!

— Hum, pra falar a verdade eu não o vejo desde manhã, e você Richard? — perguntou Regice.

— Eu conversei com ele no horário de almoço, mas depois não o vi mais. — continuou Regirock.

— TUDO BEM, DEPOIS EU CONVERSO COM REGISTEEL, MAS VENHO PARA DIZER ALGO DE MAIOR URGÊNCIA, NOSSA PRISIONEIRA FUGIU!!

— Lógico que não chefe, ela ainda tá lá dent... Cadê a prisioneira?? — gritou Regirock.

— M-Mas como? Será que ela tinha poderes mágicos e passou pelas paredes?? A-Acho que ela devia ser um humano fantasma, por isso que eu tenho medo deles... — disse Regice receoso.

— COMUNICAREI O CONDE DAS TREVAS IMEDIATAMENTE, PRECISAMOS ENCONTRÁ-LA O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL! — afirmou Gigas. — RICHARD, ISAAC, PROCUREM POR STANLEY, POIS PRECISO TRATAR DE ASSUNTOS IMPORTANTES COM ELE.

— Afirmativo capitão!


Regigigas subiu novamente até a torre em que Darkrai sempre ficava e procurou por seu mestre, alertando-o sobre o desaparecimento da prisioneira. Darkrai sabia que Dawn havia fugido de sua fortaleza, mas seus verdadeiros motivos por permitir a fuga ainda eram desconhecidos.

— CAPITÃO, TENHO UMA PÉSSIMA NOTÍCIA!! NOSSA PRISIONEIRA ACABA...

— ...de fugir? — interrompeu Darkrai tranqüilamente.

— COMO O SENHOR SABE?!— gritou Regigigas.

— Ela fugiu durante a noite, mas não se preocupe, William a segue em segredo. Tenho outros planos para aquela garota. — continuou Darkrai. — Quanto a tu, Gigas. Tenho uma nova tarefa a lhe designar. Os amigos daquela garota estão partindo rumo ao Oceano Frigidum, na companhia de Cresselia.

— C-CRESSELIA? MAS ELA FOI DERROTADA!! E OS JOVENS ESTÃO TODOS MORTOS. — respondeu o golem.

— Não, não estão. Preciso que você siga imediatamente para o oceano, mas peço que tenha cuidado, parece que os jovens estão tendo ajuda de alguns pokémons que têm sido nossos inimigos a muito tempo. Mate todos, mas não encoste em Cresselia, ouviu-me? — afirmou o conde.

Por um momento parecia que a feição de Gigas havia mudado, ele não tinha mais aquela expressão de preocupação e inocência. Com um novo objetivo designado por seu mestre ele revelava sua outra personalidade, a de um poderoso general do Conde das Trevas, capaz de destruir continentes com a força de seus braços.

— PARTIREI PARA O OCEANO FRIGIDUM IMEDIATAMENTE, MEU MESTRE. EU IREI SUBJUGÁ-LOS.

________________________________________________________________


Lino e Dawn continuavam vagando por uma densa floresta naquele estranho reino, nuvens cinzentas cobriam o céu alertando uma possível chuva em poucos minutos. Eram poucas as árvores que ainda possuíam folhas, e as que se sustetavam estavam completamente secas. Um silêncio sinistro dominava toda a floresta fazendo Dawn sentir-se observada, e de fato, ela estava.

— Ai Lino, minhas pernas já estão doendo, será que não podemos fazer uma pausa? — perguntava Dawn, apoiando-se em qualquer coisa que encontrasse.

— Se parar vai ficar pra trás e ser devorada pelas criaturas bizarras dessa floresta. A escolha é sua. — respondeu Lino secamente, fazendo Dawn acelerar o passo.

O pequeno Totodile continuou a carregar sua pequena tocha enquanto abria uma trilha que permitia a passagem de Dawn naquela misteriosa floresta.

— Não é por nada, mas você também está sentindo-se observado? — perguntou Dawn, olhando para as árvores ominosas que pareciam ter faces maléficas estampadas em seus troncos.

Lino parou subitamente e dirigiu seu olhar para Dawn que o olhou assustada. — Pela primeira vez vou ter que concordar contigo garota, mas estão nos seguindo desde que saímos da fortaleza das sombras. Fique alerta.

— Lino, eu estou com medo, e se for um monstro que veio nos punir por termos entrado em seu domínio? — perguntou a garota, abraçando a cabeça do pequeno crocodilo.

— Se for um bicho grande a gente joga você de isca enquanto eu aproveito pra fugir. — riu o Totodile. — Mas se bem que ele te usaria de palito de dentes, porque tu parece uma tábua.

Dawn sentiu vontade de matar aquele crocodilo ignorante naquele mesmo momento, mas ele era seu guia, e ela não poderia fazer nada. Enquanto os dois caminhavam pela floresta, uma silenciosa águia os vigiava do alto; William, o espião de Darkrai, continuava os observando sem ser notado.


O grande pássaro trazia nuvens cinzentas de chuva junto consigo, quando de repente um enorme raio branco veio em sua direção. Se a ave não fosse rápida o bastante aquele ataque teria sido fatal. Do céu descia uma serpente esverdeada que escondia-se nas nuvens de chuva que começavam a se formar, não permitindo que William percebesse o que o atacava.


A luta das duas criaturas causava poderosos trovões no céu, seguido de uma forte e constante chuva, obrigando Dawn e Lino a se esconderem em uma caverna. William tentava descobrir o que o atacava, mas a criatura o pegara desprevenido, acertando um ataque certeiro na sequência. William desceu do céu derrotado como uma estrela cadente, que chocou-se em algum lugar distinto daquela floresta.

— L-Lino, o que foi aquilo?! Você viu aquela explosão?? — perguntou Dawn assustada.

— Porra, eu vi sim mermão, não sou cego!! Mas foi uma explosão e tanto! É melhor nós sairmos daqui antes que a criatura que causou isso também nos encontre!!

— Espere, mas nós precisamos ver o que foi acertado! Parecia uma ave, não podemos deixá-lo lá para ser morto!! — gritou Dawn.

— Ah mina teimosa, se quiser sair nessa chuva e morrer, o problema é teu. — respondeu Lino.

Dawn irritou-se com as palavras do pequeno Totodile e saiu correndo na chuva, Lino apenas pôs-se a observá-la desaparecendo em meio a neblina que se formava. Provavelmente seria a última vez que ele a veria.



Dawn seguiu até o local em que vira a explosão acontecer, eram ruínas de um antigo castelo que jazia abandonado, a forte chuva dificultava sua visão de modo que ela demorou um pouco até encontrar o que procurava. Embaixo de uma parede caída jazia um grande pássaro amarelo extremamente machucado, Dawn aproximou-se dele e tentou puxá-lo, mas sua força não era o bastante para remover a gigantesca parede de cima do pokémon.

— Por favor, não morra! — sussurrou Dawn, continuando a tentar retirar o pássaro dos escombros. — Ah, eu não consigo! Socorro!! Alguém me ajuda!! — gritava ela com todas as suas forças.

— Mas essa garota chata realmente não se vira sem a minha ajuda. — riu Lino, surgindo logo atrás de Dawn. — Vamos tirar esse pássaro daí antes que essa chuva piore!

Lino podia ser apenas um pequeno Totodile, mas era extremamente forte. Com sua ajuda, Dawn foi capaz de salvar a ave dos escombros e levá-la até uma caverna próxima. William estava extremamente machucado, ninguém imaginava de onde aquela águia surgira, e nem por que ela estava tão machucada, mas mesmo assim Dawn queria ajudá-lo de qualquer forma.

— Olhe só esses ferimentos! Precisamos ajudar esse pokémon, se não ele poderá morrer de hemorragia! — alertou Dawn.

— Então faz o seguinte garota, eu vou sair e procurar algumas berries que possam ser usadas para melhorar essas feridas, mas preciso que você fique com essa ave e cuide dela. — disse Lino.

— O-Obrigada Lino. Você é o melhor. — continuou Dawn.

O pequeno crocodilo sorriu e acenou para a garota, em seguida correndo floresta adentro a procura de medicinas. A forte tempestade fazia uma cortina de neblina na floresta, Dawn abraçou a cabeça de Zapdos e começou a olhar para fora, apenas desejando sorte na busca do pequeno crocodilo. O silêncio e a escuridão reinaram no local.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:19 pm

Capítulo 7 – Um Oceano gélido.



Ash e seus companheiros conheceram o grande guardião do Deserto Calidus, um simpático e tímido Groundon, que os leva rumo ao oceano Frigidum. Com o Medalhão da Terra em mãos, eles seguem para o local em que provavelmente se encontra seu próximo objetivo, o Medalhão do Mar.



O guardião continuava caminhando lentamente na imensidão do deserto, um fino vento batia sobre o rosto dos jovens, aliviando pelo menos um pouco o calor que sentiam. Já fazia um bom tempo que eles estavam naquela viagem, e o deserto parecia nunca acabar.

— Nossa, imagine só se nós estivessemos andando nesse deserto sem fim? Nós só conseguiriamos chegar ao oceano em uma semana! — afirmou Brock.

— Tivemos sorte de encontrar um rapaz tão legal quanto o Zacks! — comentou Cresselia.

— Segurem firme, pequenos aventureiros. Estamos muito próximos do oceano. — afirmou Groundon, enquanto caminhava lentamente pelo deserto. — Desculpem-me se estou sendo intrometido, mas o que os trás até o Oceano Frigidum?

— Estamos procurando pelos três medalhões para derrotar o Conde das Trevas, pois ele quer destruir o mundo dos humanos. — explicou Ash.

— Conde das Trevas? Quem seria ele?

— Nós o conhecemos por esse nome, mas segundo o senhor Honchkrow ele é um Darkrai. — afirmou Cresselia.

— Darkrai? Sinto que já ouvi esse nome em algum lugar, há muito tempo... — disse Groundon, fazendo uma longa pausa e em seguida voltando a falar. — Oh, eu tinha um amigo Darkrai, estão falando de Kraion?

— AMIGO? — disseram todos ao mesmo tempo.

— S-Sim, nós éramos amigos a um longo tempo atrás. Vocês o conhecem? E por que vocês ficam chamando-o de Conde das Trevas? — perguntou Zacks.

— Espere aí, o Darkrai é um cara do mal!! Ele quer matar os humanos e fazer um mundo só de pokémons! Ele é o vilão da história! — disse Ash.

— Vilão? Não, não, então acredito que não seja o mesmo Darkrai. Kraion é uma das melhores pessoas que conheci, sempre se preocupa com seus amigos, sempre lutando para o bem dos outros, porém faz tanto tempo que não o vejo.

— Como você pode dizer que ele é bonzinho?! Esse cara seqüestrou a minha amiga, a Dawn!! — gritou Ash zangado.

— Dawn? Dawn... — sussurrou Zacks fazendo uma longa pausa. — Acho que não estamos falando do mesmo pokémon, Kraion já deve estar morto.

— Kraion até poderia ser o Conde das Trevas... Mas se Zacks diz que ele está morto... Nossa, estou realmente confusa. — comentou Cresselia.

— Bom... Estamos chegando na costa do Oceano, preparem-se para a chegada.


http://mark331.deviantart.com/art/Pokemon-Groudon-177463070


Um belo pôr-do-sol dava boas vindas aos heróis na entrada do oceano, as montanhas do deserto Calidus começavam a ficar para trás e de cima do grandioso dragão aquela vista ficava ainda mais bela. O clima agradável fazia de tudo ainda melhor, a água parecia mais calma que o normal, nenhuma criatura parecia desmanchar a perfeição do local mais belo do Reino, o Oceano Frigidum.

— Vejam que lindo! Eu nunca tinha visto algo assim! — disse Cresselia fascinada. — Ash, o que é aquela bola alaranjada no horizonte?

— Hum? Você tá falando do sol?

— Sol? Esse é o nome? É tão lindo... Nunca me senti tão bem.— disse Cresselia, encostando sua cabeça suavemente no ombro de Ash. — Eu sinto que já estive nesse lugar, não sei por que, mas não me lembro de ter visto uma obra tão bela em toda minha vida.


O grandioso Groundon agachou-se para que Ash e os outros pudessem descer na praia, mas Zacks precisava retornar para o deserto, pois querendo ou não, ele ainda era o guardião daquelas terras áridas.

— Espero que tenham gostado da viagem. — sorriu o Groundon.

— Sua ajuda já foi de muita importância para nós, Zacks! Agradecemos imensamente. — respondeu Brock, vendo o dragão desaparecer sobre as montanhas como uma miragem. — Chegamos ao nosso próximo objetivo, vamos procurar o Medalhão do Mar!

Fracas ondas traziam pequenas conchas ns finas areias da praia, a suavidade do vento balançava as palmerias na costa, mas o que deixava todos mais surpresos era o silêncio que reinava completamente naquela praia. Tudo que se ouvia era a suavidade do som das águas.

O sol começava a desaparecer no horizonte, e logo a noite reinaria no reino, eles precisavam procurar por algum lugar seguro, pois a na escuridão criaturas hediondas cercavam aquelas planícies.

— Nossa, esse lugar me deixa tão tranqüilo... — disse Ash, sentando-se na fofa areia da praia.

— Realmente, esse silêncio é tão agradável... — comentou Brock. — Estranho, mas estou sentindo falta de alguém...

— VOLTEI GENTE!! — gritou Poochy saindo da mochila de Ash. — Cara, tava um sufoco aqui dentro. Eaí Herói das Profecias, o que eu perdi nesse tempo? ...NOSSA! Que oceano supimpa!! Vou dar um pulo na água agora mesmo!!

— Poochy, não quer dar uma olhada em volta antes? Entrar no mar assim de repente pode ser perigoso, ainda mais em um ambiente que não conhecemos, é melhor não perturbamos a água. — disse Brock.

— Ah, que nada Senhor Cozinheiro! Eu nasci nas águas do mar, o Mestre Poochyena sempre me ensinou a nadar em águas perigosas!! — disse o cãozinho entrando no oceano e percebendo que algo estava diferente na água. — AI!! Tá fria pra porra!!

— P-Poochy!! — gritou Cresselia indo ajudar o pequeno cãozinho.

— Frio? Mas se a água estivesse tão fria estaria formando gelo, não? Acho que esse Poochyena tá é com frescura. — disse Ash colocando o pé na água. — AAH! Cara, tá muito frio!! Muito frio MESMO! Tá parecendo gelo seco, chega até a queimar!!

Brock se aproximou das ondas e colocou um pequeno termômetro de sua bolsa para verificar a temperatura da água, e para sua surpresa a água marcava menos que Zero graus. — Estranho... Era para tudo estar congelado, não entendo por que não há nenhum sinal de gelo nesse oceano, ele deve conter algum mistério. Eu disse que era melhor não ter entrado nessas águas.

— Coitado do Poochy, agora ele está com frio... — disse Cresselia, acariciando o pequeno cãozinho que tremia constantemente.

— Nossa, mas eu só encostei um dedo na água, era pra meu corpo inteiro ficar com frio?? Cara, tá frio demais... — disse Ash, tentando se aquecer.

— Frio? Vocês estão sentindo tanto frio assim? — perguntou Brock, percebendo que logo o pequeno Poochyena começava a tremer ainda mais enquanto começava a ficar cada vez mais pálido. — Poochy? Você está bem?

— Eu... Eu tô com frio... Muito frio... — dizia o cão com uma voz trêmula.

— Cresselia!! O que está acontecendo? — perguntou Brock.

— E-Eu não sei! O Ash também está tremendo cada vez mais! Precisamos aquecê-los! Pegue os cobertores que eu vou procurar lenha para acender uma fogueira!! — disse Cresselia.

O tempo passava, mas os dois pareciam sentir cada vez mais frio, Poochyena começava a sentir tonturas enquanto pressão de Ash só caía.

— Minha nossa, não está funcionando Brock!! Desse jeito o Ash pode desmaiar! — alertou Cresselia. — Será que não conseguimos encontrar alguém que possa nos ajudar? Será que o Zacks não pode fazer nada?

— Ele deve estar a milhas daqui, precisamos procurar por alguém que possa ajudar! — continuou Brock, gritando na costa da praia com esperanças de que alguém o ouvisse. — Ei!! Tem alguém aí? Precisamos de ajuda!!

O silêncio reinou mais uma vez, parecia que não havia ninguém nas redondezas. Eles não entendiam o motivo que pelo fato de simplesmente tocar na água eles sentiriam tanto frio.


Logo a lua cheia começava a revelar-se na escruidão do céu, de repente uma pequena criatura cor-de-rosa aproximou-se do acampamento dos aventureiros e observou-os por um tempo. Era um pequeno pokémon arredondado que lembrava um coral, conhecido como Corsola. Ele se aproximou de Ash e o examinou por um tempo, em seguida voltando seu olhar para Cresselia.

— Yo! Vamos deixar as apresentações para depois, pois seu amigo está sofrendo da maldição dos protozoários desse oceano, não sabem que é extremamente proibido entrar nele?? — disse Corsola.

— Desculpe. É que somos estrangeiros nessas terras. Você pode ajudar nossos amigos?? — perguntou Cresselia procupada.

— Eu não posso, mas acredito que meu mestre conheça algo! Peguem seus amigos e sigam-me, nossa base secreta situa-se, embaixo daquela falésia.

— Muito obrigado senhor Corsola!! — disse Brock.

— Poxa, senhor é meu paizinho falecido. Eu sou Takeru, o Corsola! Prazer em conhecê-los!— disse o pequeno pokémon rosado, levando Cresselia e os outros para sua base.


Era um econderijo perfeito, localizava-se dentro de uma falésia em um local onde ninguém pudesse imaginar, algumas nuvens negras começavam a surgir no horizonte, parecia que uma forte chuva estava para se aproximar.

Ao chegarem no local, perceberem como era difícil atravessar aquela íngrime passagem; haviam muitas goteiras que soavam como uma melodia, provavelmente a caverna situava-se submersa, Brock descia as pedras com dificuldade, apoiando-se nas paredes que pareciam feitas de cristais.

Diversas caixas estavam espalhadas pelo local, Takeru tomou frente e revelou uma pequena sala que mais parecia um humilde quarto, no centro havia uma mesinha com quatro almofadas em volta, enquanto uma pequena gata parecia concentrada colocando um pouco de chá em uma xícara feita de cerâmica.


O felino tinha um corpo negro e lustroso e pequenas faixas amarelas em suas orelhas e cauda. Em sua cabeça e pernas haviam símbolos que brilhavam num tom dourado na escuridão da caverna. Era uma Umbreon, silenciosa e calma como a noite.

— Você continua muito barulhento Takeru, precisa treinar mais para tornar-se tão silencioso quanto a escuridão. — disse Umbreon, com uma linda voz feminina. — Vejo que trouxe visitas. Quem são eles?

— Eu os encontrei na costa do Oceano Frigidum, parece que eles tocaram por acidente na água sem saber de suas consequências. — explicou o Corsola.

— Deixe-me vê-los... São humanos? O que fazem em Moonlight assim de repente? — perguntou a gata.

— Eu sou Cresselia, e este é Brock. Nós estamos buscando os três medalhões mágicos para deter Darkrai a tempo, antes que ele possa destruir o mundo dos humanos. — explicou Cresselia.

— Fascinante. Vocês nem mesmo sabem se eu sou um inimigo ou um aliado e simplesmente vão contando-me todo o seu plano. — alertou Umbreon. — Vocês tem sorte de seguirem o mesmo objetivo que eu, se não estariam mortos agora mesmo. Também pretendo derrotar o Conde das Trevas. Eu sou Kat, e costumava ser líder de um grande clã que foi destruído pelos servos de Darkrai.

— Ela é realmente muito inteligente. — comentou Brock.


Umbreon aproximou-se de Ash e ficou um pouco surpresa ao avistar o pequeno Poochyena tremendo com o frio. Ela pegou a pequena xícara que estava sobre a mesa e deu um pouco para que os dois bebessem.

— O rapaz vai acordar em alguns minutos, já o cão acredito que vá demorar um pouco mais, pois seu corpo é menor e foi mais afetado pelo protozoário que essa água trás, mas eles vão ficar bem. — disse Kat. Cresselia soltou um suspiro de alívio e agradeceu a ajuda.

Os quatro ficaram algum tempo tomados pelo silêncio enquanto aguardavam a recuperação de Ash e Poochyena. Kat sentava-se distante dos outros, preparando mais alguns estranhos chás com ervas medicinais. Ela não dirigia sequer uma única pergunta para os visitantes.

— Diga-me Takeru, quando entrou no clã de Kat? — perguntou Brock.

— Um dos servos de Darkrai lançou essa maldição nas águas do Oceano que fez com que toda a minha vila fosse dizimada. Eu sobrevivi por pouco, a Kat me curou e me chamou para entrar na guild, embora hoje ela esteja desfeita. Ela só cuida de mim porque eu não tenho onde morar, mas acho que às vezes eu a irrito, pois gosto de falar muito. Ela gosta de ficar sozinha... — disse Takeru.

— O que você sabe sobre a Kat? — perguntou Brock.

— Quase nada, ela não parece ter muitos amigos, eu só sei que ela era a líder dessa guild. A única pessoa que vejo ela conversando é o Steven, mas também acho esse cara muito estranho. Ele é um pokémon muito forte, mas ultimamente ele apenas fica horas olhando para o horizonte no topo da falésia. Acredito que Kat tenha uma certa raiva para com o Conde das Trevas. — explicou Takeru, trazendo pequenas refeições para os visitantes, e em seguida sentando-se na mesa. — Eu fico preocupado com minha mestra, mesmo que ela pareça forte e determinada, por trás dessa seriedade ela esconde uma garotinha meiga e delicada que ainda tem muito medo do mundo. Ela já sofreu muito na vida... Ah, me desculpem, é que quando eu começo falar eu não paro mais!!

— Sem problema Takeru, fomos nós que perguntamos! E outra, pode ter certeza que aquele Poochyena fala bem mais que você! — riu Brock.


Passados algumas horas Ash começou a apresentar sintomas de melhora, pouco a pouco sua pressão corporal melhorou e lentamente começou a abrir seus olhos, encontrando-se deitado em uma pequena cama na úmida caverna.

— O-Onde eu estou? — perguntou Ash.

— Ash, que bom que você melhorou!! Nossa, eu fiquei tão preocupada... — disse Cresselia abraçando o garoto. — Estamos na base da Kat, ela é uma Umbreon muito inteligente, e foi ela que curou você e o Poochy.

— Foi você que nos ajudou? Bom, muito obrigado! — sorriu Ash.

— Não tem de que, só julguei fazer o que achei certo. — disse Kat, descansando sua cabeça sobre suas patas. — Diga-me, vocês também estão tentando derrotar o Conde das Trevas?

— Sim, ele seqüestrou minha amiga e pretende usá-la como sacrifício, então estamos tentando ser rápidos para encontrar os medalhões e salvá-la.

— Ah, então a garota que foi capturada é sua amiga? Essa história já chegou aos meus ouvidos. Também tenho um espião na fortaleza, seu nome é Lino, já ouviu falar? — perguntou Kat.

— Desculpa, mas acho que não.

— Hum, faz tempo que ele se infiltrou no castelo do Conde. Lino faz parte de minha antiga guild, mas eu o mandei para que pudesse conhecer os caminhos que levam à fortaleza. Ele é um de meus generais mais fortes, acredito que se ele for inteligente o bastante ele irá ajudar a garota a escapar, mas é só uma suposição, não tenho certeza.

— Será que esse Lino ajudou a Dawn a fugir? Teremos sorte se ela tiver fugido do castelo, ganharemos um tempinho a mais. — comentou Cresselia.

— O Lino pode parecer um pouco bobo, mas eu guardo toda minha confiância nele. Ele é uma das poucas pessoas que eu ainda confio nesse reino, todos parecem estar sendo controlados pela falsidade do Conde das Trevas... — disse Umbreon. — Sugiro que descansem, amanhã o dia vai ser longo.

— Realmente, o dia passou tão rápido enquanto caminhávamos com Zacks. — bocejou Cresselia. — Só espero que amanhã o Poochy esteja bem.

— Digam-me uma coisa, onde encontraram esse Poochyena? — perguntou Kat.

— Na minha mochila. — brincou Ash. — Mas acho que ele veio da Twilight Village, tinha um monte de Poochyena estranho lá.

— Verdade? Puxa, faz tanto tempo que não vou à vila, os Poochyenas estão bem? — perguntou a Umbreon.

— Acho que sim, eles pareciam felizes.

— Isso é ótimo... Bom preciso manter a vigia noturna. Takeru, mostre os quartos para nossos hóspedes, servia-lhes o que desejarem.

— Pode deixar senhorita! — disse o Corsola.


Kat saiu da caverna deixando os jovens na escuridão do local, parecia que uma forte chuva começara a cair do lado de fora e ela precisava estar atenta à qualquer perigo. A caverna mantinha-se iluminada por poucas tochas que lutavam para manter-se acesas por causa da úmidade. Ash olhou para o pequeno cão que ainda tremia por conta da água amaldiçoada no oceano.

— O Poochy tá bem? Eu fiquei preocupado. — comentou Ash.

— A Kat falou que ele vai demorar um pouco para se recuperar. Mas fico feliz que você esteja se preocupando com ele. — sorriu Cresselia.

— Pois é, acho que eu estava tratando ele muito mal no começo. Espero que tudo fique bem. — disse Ash.

________________________________________________________________

A pequena Umbreon subiu até o topo da grande falésia e encontrou-se um pokémon colossal, era um dragão azul revestido de uma camada cromada de metal, e alguns pontos em seu corpo brilhavam como um diamante. A criatura era o braço direito de Kat, o fiel general de seus clãs, um Dialga, conhecido como Steven. Junto de Lino, os três formavam os mais poderosos membros da guild.

— Steven, tenho medo que aconteça algo de errado, e se o Conde encontrar-nos novamente... Eu sinto como se fosse hoje o dia em que ele destruiu tudo que era importante para mim. — disse Kat com uma voz chorosa, sentando-se embaixo do gigantesco corpo do dragão que a protegia da chuva.

— Jamais se desespere em meio as sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda. — respondeu o Dialga com sua voz aconchegante. — Não deixarei que nada aconteça novamente com a senhorita, eu e Lino lutamos para protegê-la, sugiro que volte para a base e descanse.

— Tudo que eu tenho agora são vocês dois... Minha família. Sinto falta do Lino, sempre era ele que animava a casa, será que ele está bem?

Steven não respondeu, apenas continuou observando o horizonte em meio a forte chuva que caía. Um longo tempo se passou, os dois apenas ficaram olhando a chuva, quando de repente o chão começou a tremer. Steven virou-se para Umbreon ordenando para que ela voltasse para o esconderijo naquele mesmo instante, parecia que algo muito poderoso se aproximava.

— Você também está sentindo a presença de algo? — perguntou ela, posicionando-se para um possível ataque inimigo.

— Sinto a presença de uma figura colossal. — respondeu Steven, observando uma criatura gigantesca que vinha das montanhas. O poderoso Dialga já era grande, mas a sombra era ainda maior, e era uma voz conhecida, somente uma criatura berrava daquele jeito.

— NÃO HAVERÁ AMANHECER PARA AQUELES QUE SE OPÕE AOS PLANOS DO CONDE DAS TREVAS. EU, GIGAS, ACABAREI COM O HERÓI DAS PROFECIAS NESTE MOMENTO. — disse Regigigas.

— Olha só Steven, parece que vamos ter um inimigo a nossa altura, e sendo um dos generais do Conde minha força vital aumenta ainda mais. — riu Kat.

— A concetração é o segredo da força. Não permitirei que essa criatura encoste sequer um dedo na milady. — aprontou-se Dialga.

A fúria da pequena gata só aumentava. O tabuleiro estava posto, as peças se moviam, e agora eles não tinham escapatória, se não enfrentar um dos três generais do Conde das Trevas.

__________________________________________________________________

Darkrai ria de forma cínica em sua fortaleza, enquanto observava uma espécie tabuleiro em sua frente; De um lado haviam peças que assemelhavam a cada um de seus subordinados: Regigigas, Latias, Mewtwo, Zapdos e o próprio Conde; Enquanto do outro lado do tabuleiro estavam Cresselia, Ash, Brock, Dawn, Umbreon, Dialga e Totodile.

Darkrai moveu a peça de Regigigas para o encontro de Dialga e Umbreon no tabuleiro. Seria a primeira batalha, Darkrai ria de forma debochante como se já soubesse o resultado do fim dessa guerra. O tabuleiro estava posto.

— Vamos acabar com isso Cresselia, sua vez de jogar.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:20 pm

Capítulo 8 – Movendo o tabuleiro.


Ash e Poochy acabaram sendo vítimas de uma terrível maldição causada pelas frias águas do Oceano Frigidum, mas por sorte eles acabaram encontrando-se com Takeru, um Corsola que trabalha para Kat, uma antiga líder de um clã muito reconhecido no passado. Mas agora o poderoso general de Darkrai, Gigas, segue rumo ao oceano com o intuito de acabar de uma vez por todas com o Herói das Profecias e seus amigos, mas Kat e Steven não estão dispostos a permitir tal feito sem uma batalha.


Darkrai fora o primeiro a fazer um lance no jogo. Regigigas partia rumo ao Oceano Frigidum com o objetivo de destruir de uma vez por todas o herói das profecias. Uma forte tempestade colidia-se na dura parede de rocha da falésia, Cresselia foi a primeira a acordar com os barulhos e explosões do lado de fora, poderia ser a chuva que fazia aquele forte barulho ou o simples fato das ondas que se chocavam contra as paredes da caverna?

Ela andou lentamente para o lado de Ash que dormia tranqüilamente em uma pequena cama feita de madeira com finos cobertores. O rapaz estava realmente cansado com os problemas da manhã passada, parecia que o efeito gélido que o mar causara nele ainda fazia um pouco de efeito.

— Ash? Você está acordado? — sussurrou o pokémon.

— Hum? Cresselia... O que você quer...? — perguntou Ash, ainda sonolento.

— A chuva está muito forte lá fora, estou com medo. — disse ela.

— Ah... Não quer ficar aqui do lado um pouco? Quem sabe o medo não passa. — sorriu ele, tentando ser gentil.

Cresselia foi até a cama de Ash e ficou deitada por um tempo ouvindo o forte som da chuva do lado de fora, ela senti-a se segura com alguém ao seu lado. Lentamente ela foi fechando os olhos tentando lembrar-se de qualquer recordação de seu passado, mas nada vinha à mente, quando de repente as paredes começaram a tremer, parecia que tudo iria desmoronar.

— O q-que está acontecendo?? — perguntou Brock, acordando assustado.

— Eu não sei! É melhor pegarmos nossas coisas e dar o fora daqui!! — disse o Corsola.

Ash pegou suas mochila e procurou por Poochy que continuava inconsciente, todos saíram rapidamente da caverna levando apenas alguns pertences, e ao sair do local deparam-se com um gigantesco Regigigas que lutava contra Dialga e Umbreon no topo da falésia.

— Que pokémon gigantesco!! Será que todos as criaturas nesse mundo são gigantes?? — perguntou Brock, tentando se proteger da chuva.

— Ele é Gigas, um dos generais do Conde das Trevas!! — gritou Takeru.

— E quem é aquele Dialga? É nosso inimigo? — perguntou Ash.

— Não, ele é Steven, a guarda pessoal da Lady Kat, nós precisamos ajudá-los, venham rápido!

Corsola guiou-os por uma passagem íngreme que levava ao topo da falésia, a forte chuva atrapalhava a visão, mas tudo que se podia ver era uma imensa figura que mais lembrava um golem lutando contra um dragão metálico. Um pequeno felino também pulava e acertava a criatura com todas suas forças, mas parecia que seus ataques quase não surtiam efeito no monstro.

— Takeru! Tire todos daqui, é uma ordem!! — gritou Kat, surgindo como uma sombra em meio aquela tempestuosa noite.

— Não vem com essa Kat, nós estamos aqui para ajudá-la, e vamos derrotar o Conde das Trevas junto! — gritou Ash.

— Vocês só vão nos atrapalhar, procurem um abrigo imediatamente!

— De modo algum, nós nos tornamos uma equipe, e vamos lutar por ela até o fim. — respondeu Cresselia tomando frente.

Kat olhou os surpresa, pois não esperava que tomassem uma decisão como aquela. Ela apenas sorriu e concordou com a idéia, em seguida voltando para o encontro de Steven que tentava segurar o Golem firmemente.

— Parece que esse grandão não vai resolver as coisas na paz que nem o Zacks. Então vamos lá Pikachu, está na hora de resolvermos isso no que fazemos de melhor! — disse Ash, correndo em direção do Golem na presença de seu parceiro.

Regigigas lutava com o grande Dialga, o golem levantou o dragão metálico e jogou com força contra o chão, nesse momento Pikachu entrou na frente de Steven e criou um imenso raio que partiu em direção de Gigas. As nuvens de chuva no céu deram a perfeita precisão ao pequeno Pikachu que acertou o raio perfeitamente, deixando Gigas um pouco atordoado com o choque.

— HERÓI DAS PROFECIAS, FINALMENTE NOS ENCONTRAMOS NO CAMPO DE BATALHA, NÃO SEI COMO CONSEGUIU ESCAPAR DO PODER DE LATIAS, MAS GARANTO QUE NÃO SAIRÁ VIVO DESTE LOCAL. — disse Gigas.

— Não se eu acabar com você primeiro! Pikachu, utilize outro Thunder! — ordenou Ash. Seu pequeno pokémon utilizou seu poderoso raio mais uma vez, mas Regigigas defendeu-se hábilmente, nada parecia causar ferimentos na criatura.

— BRAH, HAH, HAH! ISSO É TUDO QUE CONSEGUEM? É UMA PENA, EU REALMENTE ESPERAVA TER QUE LUTAR COM ADVERSÁRIOS MAIS FORTES. — debochava a criatura.

De repente Steven levantou-se e lançou um poderoso rúgido na direção de Gigas, era um golpe conhecido como Roar of Time, uma das armas secretas de Dialga. Gigas fora atingido em cheio pelo ataque, ele curvou-se e ajoelhou com a dor que causara, agora o grande golem estava ainda mais tomado pela fúria.



— I-INSOLENTE... VEJO QUE CONSEGUIU FAZER-ME AJOELHAR SOBRE SEUS PÉS, VAI PAGAR PELO DIA EM QUE DECIDIU ENFRENTAR O GRANDE GIGAS. — gritou a criatura.

— Eu não tenho medo de você. — encarou Dialga.

Gigas estava domado pela fúria, ele levantou-se com dificuldade e deu um forte soco no chão causando um terremoto. A falésia começou a desmoronar, Ash, e os outros rapidamente correram para longe do local, pedras começavam a cair em todos os lados. Porém, antes que Steven e Kat pudessem fugir, Gigas segurou-os com força para que não permitisse que escapassem.

Cresselia soltou um grito de desespero, se eles caíssem dentro do oceano seria o fim para o três. Provavelmente o local era extremamente fundo, e eles não conseguiriam sair. Se pelo simples fato de tocar na água do oceano, cair dentro seria fatal. Regigigas continuou segurando-se em Steven, ele pretendia explodir o local junto com Dialga e Umbreon, derrotando as duas peças mais poderosas de seu adversário.

— VOCÊS NÃO TEM CHANCE, CEDO OU TARDE SERÃO TODOS DERROTADOS PELO PODER DO CONDE DAS TREVAS. — riu Gigas sarcasticamente.

— K-Kat, eu não consigo me soltar, você precisa fugir... — disse Steven com dificuldade.

— Não!! Eu não perderei novamente meus amigos, vocês são o que tenho de mais precioso!! Nós vamos derrotar Regigigas juntos!! — dizia Umbreon com uma voz trêmula. Era difícil dizer se ela chorava ou se era a forte chuva que cobria seu rosto. Steven deu um leve sorriso e olhou profundamente nos olhos de Kat.

— É com grande sacrifício que se realiza um feito memorável. Foi uma honra poder protegê-la por tantos anos. — dito isto o dragão mordeu a mão de Gigas que segurava a felina, fazendo-a cair de cima da falésia na fofa areia da praia. Na sequência Dialga encarou Giga com uma feição de seriedade.

— Se eu for, você irá junto.

— VOCÊ NÃO VAI ME MATAR. NINGUÉM PODE. — respondeu Gigas.

— Ambos sucumbiremos no abismo desse oceano gélido. Você morrerá intacto no gelo da eternidade. — dito isto, Dialga forçou suas patas no chão fazendo as rochas da falésia serem destruídas, ele pretendia derrubar Gigas no mar para impedir que a explosão acertasse seus amigos.

Os dois pokémons despencaram da grande falésia caindo diretamente no oceano amaldiçoado. Uma grande explosão foi ouvida na seqquência, Dialga caíra em batalha levando consigo o poderoso general dos exércitos de Darkrai. Kat tentava entrar no oceano, mas era impedida por Brock. Seu rosto estava coberto por lágrimas, Steven era seu amigo e protetor a muito tempo, e ele dera a vida para salvá-la. A chuva continuava a cair com toda força, Takeru guiou-os até outra pequena caverna na encosta da praia para que pudessem proteger-se do temporal.

Cresselia apenas ficou observando o mar agitado, ela não entendia o motivo dessas batalhas, tudo que ela sabia é que agora sua raiva para com Darkrai aumentara ainda mais. Ela também chorava pela perda, mesmo que não conhecesse o dragão muito bem, ela sabia que se não fosse por seu sacrifício provavelmente Gigas teria explodido todos.

O céu continuava coberto pela escuridão. Uma fina chuva caía agora, triste e constante, como um louvor ao poderoso guerreiro que que sucumbira naquela noite.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:20 pm

Capítulo 9 – Despedidas.


Na escuridão da noite passada, Ash e seus amigos lutaram com o colossal general do Conde das Trevas, Regigigas; e após uma árdua batalha eles foram capazes de derrotá-lo, mas mesmo assim tiveram a perda do poderoso Steven, guardião de Kat. Todos ainda lamentam a perda do amigo, mas eles precisam continuar a viagem.

Ash acordou com a falta de conforto do local, eles dormiram a noite nas frias pedras de uma caverna na encosta do oceano. Era cedo, e todos continuavam deitados pelo cansaço da noite passada, com excessão de Kat, que permanecia sentada na entrada da caverna, apenas observando o nascer do sol. Ash andou lentamente e sentou-se ao lado da pequena Umbreon , mas nenhum dos dois parecia querer prolongar a conversa.

— Ele deu a vida por mim... — sussurrou ela. — Todos que se tornam meu amigos acabam morrendo, seria isso obra do destino? — perguntou Kat com uma voz confusa. Ela não entendia o motivo de sua vida ser tão injusta com ela, não era a primeira vez em que ela perdera alguém querido.

Ash ficou em silêncio por um tempo pensando em alguma possível resposta para a pequena Umbreon que continuava confusa. Ele sabia que ela segurava as lágrimas, pois não queria parecer fraca para os outros.

— Por quê não fui eu que morri? Maldito destino, sempre pregando peças, primeiro ele tira tudo que é importante pra mim, e depois ele fica rindo sarcásticamente de minha desgraça. Eu te odeio!! Te odeio!! — gritou Kat, socando as pedras com toda sua força.

Ash segurou as pequenas patas da gata que estavam manchadas de sangue, e olhou para ela com um ar sério e tentou dizer palavras encorajadoras.

— Olha eu não sou a melhor pessoa para dizer isso, mas uma vez me disseram que o destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha; não é uma coisa que se espera, mas que se busca.

Kat olhou para ele e seus olhos voltaram a ficar vermelhos, dessa vez não conseguira conter as lágrimas. Ela chorou baixinho por um tempo e encostou a cabeça em seu ombro, estava completamente desconsolada com a perda de seu amigo. Os dois apenas permaneceram ali por mais um tempo até Kat começar a sentir-se melhor.

Passadas algumas horas os outros começaram a acordar, Brock preparou um delicioso café da manhã para Kat e Takeru, o pequeno Corsola parecia deliciar-se com a fenomenal habilidade gastronômica de Brock; mas Kat comia em silêncio, algumas vezes ela até parecia não estar presente no local, ninguém ousava dizer nada, nenhum deles conhecia Kat o suficiente para tentar animá-la. Talvez Takeru, mas o pequeno Corsola parecia nem notar a tristeza de sua mestra.

Depois da turbulenta noite passada, Poochy começou a demonstrar sinais de melhora. Ele não suava e nem tremia com o frio, e pouco a pouco começou a abriu seus pequenos olhos.

— Caraca, eu nunca dormi tão bem, eu tive uns sonhos estranhos que tava todo mundo numa batalha louca no meio da chuva... — resmungou Poochy, esfregando seus olhos inchados de tanto dormir.

— Poochy!! Nossa, que bom que você acordou!! — disse Cresselia abrançando o pequeno cãozinho.

— Ei, ei, o que tá acontecendo aqui? Vocês parecem acabados. — riu o cãozinho. — Também te amo Cresselia, mas cadê o senhor cozinheiro? Eu posso sentir o cheiro da deliciosa comida dele a milhas de distância!! Tô com uma fome danada, parece que fiquei uns dois dias sem comer.

Poochy foi em direção da mesa do café da manhã e sentou-se normalmente, sem notar a presença de Umbreon e Takeru que observavam um pouco surpresos. Poochy parecia um esfomeado e sem educação.

— Hum, Poochy... Essa é a Kat, e ele é Takeru, o Corsola. Foram os dois que cuidaram de você enquanto estava doente. Não vai agradecê-los? — perguntou Brock um pouco sem graça.

— Ah, foi mal, é que eu tô numa fome danada... Bom, eu sou Poochy, e obrigado por cuidarem de mim. — respondeu o cãozinho sem mesmo desviar o olhar da comida.

— Yo!! Eu sou Takeru! Vamos ser amigos. — disse o Corsola alegremente.

— Isso é modo de tratar a sua mestra, Poochy? — perguntou Kat seriamente.

Poochy parou de comer imediatamente, ele reconheceria aquela voz em qualquer lugar, era inconfundível. Ele abriu seus olhos extremamente assustados e deu um pulo da cadeira caindo no chão.

— AAAAH! M-MESTRA KAT!! EU NÃO VI QUE ERA VOCÊ!! — gritou Poochy.

— Trezentos abdominais e cinqüenta flexões por ser mal educado e não cumprimentar sua mestra. Agora.

Poochy rapidamente saiu da caverna e começou a fazer os exercícios, Ash e os outros só continuaram olhando-o surpresos.

— Eu devia ter desconfiado que era o Poochy, eu só não sabia que ele tinha crescido tanto com o passar dos anos... — suspirou Kat.

— Hum, você o conhece de onde? — perguntou Brock.

— Ah sim, ele era um meus discípulos em minha antiga guild. Esse bobinho sempre me chamava de Mestre Poochyena porque pensava que eu era um de sua raça. Mas ainda é um garotinho muito esforçado, era o melhor de sua turma. — riu Kat.

— Espera um pouco... Não me diga que... — disse Ash com uma voz trêmula.

— Você é a Mestre Poochyena?! — gritou Cresselia, surpresa.

— Hum, tecnicamente não, eu não sou uma Poochyena. Mas Poochy me chamava por esse nome.

— AAAH! O Poochy não parava de falar de você a viagem toda!! Eu não acredito, o tempo todo eu pensei que o Mestre fosse um Poochyena de verdade!! — disse Ash.

— Heh, heh... Não, não. Eu treinei os Poochyenas da vila por muito tempo, por isso eu era reconhecida por esse nome. Eu sinto falta desses tempos, é uma das poucas boas lembranças que permanecem em minha mente. — sorriu Kat.

— M-Mestra... Eu terminei todos os exercícios... — suspirou Poochy, completamente acabado.

— Então faça mais duzentos de cada um por ter feito seus amigos acreditarem que eu era um Poochyena de verdade. Rápido, rápido!! — ordenou Kat.

— Sim senhora!!

— E-Eu tenho medo da Kat agora. — disse Cresselia.

— Nem me diga. — concordou Ash.

Passadas algumas horas, Kat já tinha outros planos, ela e Takeru pretendiam juntar membros de seu antigo clã para montar um exército e atacar a fortaleza do Conde das Trevas. Ash até sugeriu que eles seguisem juntos, mas Kat pretendia seguir seu caminho sozinha.

— Olha Ash, aquelas palavras que você disse pra mim de manhã... Foram muito encorajadoras, então eu vou buscar o meu destino. — sorriu Kat. — Eu só tenho o que agradecê-los por toda a ajuda, mas é aqui, na costa do oceano, que nossos caminhos se dispersam.

— Nós é que temos que agradecê-la Kat, tenho certeza que ainda nos encontraremos antes de derrotar o Conde das Trevas. — disse Brock.

— Senhor cozinheiro, o banquete que fez para nós foi realmente maravilhoso, espero que consiga tornar-se um grande criador pokémon! — sorriu Kat. — E quanto a você, herói das profecias, tenho certeza que um destino próspero o aguarda. Ainda juntaremos nossas forças e derrotaremos juntos o Conde.

— Foi um prazer conhecê-la, mestra! — sorriu Ash.

Poochy andou lentamente na direção de seus amigos e os encarou com um olhar triste, ele pretendia partir na companhia de Kat.

— Pessoal... Eu nem sei o que dizer, vocês me ajudaram tanto, mas agora eu tenho um novo rumo em minha vida! Eu pretendo lutar e treinar cada vez mais para proteger a Mestra! Então... Eu acho que isso é um adeus...

— Poochy... Foi um imenso prazer tê-lo em nosso grupo, eu espero que se torne um poderoso guerreiro do clã das Poochyenas! — sorriu Cresselia, carregando o cãozinho no colo.

Ash aproximou-se do cão e bagunçou os pêlos de sua cabeça revelando um sorriso enconrajador. — Ainda nos veremos Poochy, e quando eu te encontrar novamente quero ter uma batalha com você!

— Quem? Você? Batalhar COMIGO? Hah, hah, hah! Tu só pode tá brincando, né? Eu ainda sou o fodástico Poochyena, do clã das Poochyena, treinado pelo Mestre Poochyen... Quer dizer, Kat. E você nunca vai vencer de mim! Eu ainda sou o maioral!!

— Odeio dizer isso, mas eu vou sentir a sua falta... — riu Ash.

— Pior que eu também. Obrigado Ash, sua amizade foi muito importante pra mim.

Takeru aproximou-se de Cresselia e pegou o mapa do reino que eles possuíam, ele fez alguns desenhos no papel que revelavam passagens secretas e atalhos que existiam naquele reino.

— Bom, em nossa guild existia uma lenda sobre uma criatura das profundezas dos mares. Ela podia ser encontrada em qualquer lugar do oceano e afundava qualquer invasor que entrasse em seu território. É o guardião do Medalhão do Mar, sugiro que tomem cuidado ao procurá-lo e que montem um barco capaz de aguentar fortes ondas. Cair nesse oceano amaldiçoado seria o fim da linha. — explicou Takeru.

— Entendido. — disse Ash.

— Olha só aqui no mapa, se vocês cruzarem o oceano serão capazes de chegar numa ilha que encontra-se a fortaleza do Conde. Quando encontrarem todos os medalhões sigam para esse local. É uma viagem de uma hora até essa ilha, mas acredito que o mais difícil seja encontrar o guardião em meio a esse gigantesco oceano, tentem não se distanciar muito do reino, pois nunca mais poderão retornar. — continuou o pequeno Corsola.

— Obrigada Takeru, seus conselhos foram de grande ajuda! — sorriu Cresselia.

Kat seguiu sua jornada na companhia de Takeru e Poochy, talvez o destino ainda preparare algo para aquela doce felina, os três pretendem reunir-se com seu antigo clã e preparar um ataque em direção da fortaleza das sombras; mas no momento as esperanças permanecem em Ash, Brock e Cresselia, que retomarão sua busca pelo Medalhão do Mar.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:22 pm

Capítulo 10 – Aliado ou Inimigo?


Com a despedida de Kat, Poochy e Takeru; Ash e os outros retomarão sua busca para encontrar o Medalhão do Mar. Enquanto isso, Darkrai estava enfurecido pela derrota de seu general, e ainda mais preocupado com o desaparecimento de seu espião William; parecia que a jogada de Cresselia fora fenomenal, e agora ele precisava revidar com uma nova estratégia.

O Conde continuava sentado em seu trono pensativo,em sua frente jazia um pequeno tabuleiro, duas peças estavam caídas; Dialga e Regigigas já não estavam mais na batalha. Ao mesmo tempo em que o grupo de Cresselia sofria uma grande derrota com a perda do poderoso guardião Steven, Darkrai também lamentava a perda de um de seus três poderosos generais.

— Parece que perdemos nossa mais poderosa torre. — disse Mewtwo, segurando a peça de Regigigas. — Precisamos pensar em um novo plano, meu lorde.

— Ouvi dizer da tamanha força e determinação desses jovens, mas eu não imaginava que eram verdadeiras. Eu temia que eles se encontrassem com Kat e seu grupo. — respondeu Darkrai, colocando a mão em seu rosto em sinal de decepção.

— Mas agora que não temos o guardião da princesa em nosso caminho, o grupo de Kat estará vulnerável. Sugiro que os aniquilemos imediatamente. Tenho certeza que Kat está pensando em alguma forma de atacar-nos. — disse Mewtwo.

— Vamos focar o plano em Cresselia e aqueles jovens, atacar Kat abertamente seria loucura, ela ainda é uma peça poderosa mesmo sem a presença de Dialga. — explicou Darkrai. — Reúna os três golens de Gigas e informe-os para que aumentem a defesa no castelo. Quanto a você Mewtwo, procure por pokémons poderosos que possam guarnecer a fortaleza, eu temo um possível ataque de Kat. Ela reunirá um exército e atacará nossa fortaleza.

— Meu lorde, e quanto a garota que seria o sacrifício? Ainda não entendo por que você a permitiu-a que fugisse com um de nossos prisioneiros. — perguntou Mewtwo.

Darkrai observou seu tabuleiro e tocou suavemente na peça de Dawn, logo atrás da garota estava o grande pássaro, William, e o astuto Totodile, Lino. O conde podia sentir qualquer coisa que acontecesse com seus subordinados, mesmo não estando presente no local ele sabia que Gigas havia sido derrotado e que William desaparecera de sua vista de alcance. Uma expressão de dúvida tomou a face do Conde, parecia que nem mesmo ele sabia explicar porque ele permitira a fuga de Dawn.

— Aquele Totodile desgraçado ajudou na fuga, vossa majestade deveria ter matado-o quando teve chance. — disse Mewtwo irritado.

— Ele não era um simples Totodile, ele era um dos generais de Kat. — disse Darkrai.

— Isso eu não compreendo, meu lorde! Você permite a fuga de um membro da guild adversária, depois deixa nosso sacrifício escapar facilmente, e vossa majestade estava tão perto de destruir tudo... Algumas vezes até parece que o senhor não quer seguir com o plano! — respondeu Mewtwo ainda mais irritado.

Darkrai olhou para seu general com um olhar mortal, até mesmo Mewtwo temia a força oculta do Conde quando contrariado. — O que disse Mewtwo? Eu não entendi. — disse Darkrai num tom irônico.

— P-Perdoe-me senhor, acho que acabei ficando um pouco confuso com suas decisões. — respondeu Mewtwo receoso. — N-Não vai acontecer de novo.

— Que eu saiba é Darkrai, e não Mewtwo, que comanda essa fortaleza. Eu tomo as decisões e eu faço o que julgar certo. És um tolo, espero que não aconteça novamente.

Mewtwo nada respondeu, ele apenas continuava dominado pela dúvida. Nesse momento Latias entrou na sala, ela parecia preocupada, e como sempre trazia um livro consigo.

— Com licença Conde, o senhor sabe onde está Gigas? Eu não o vejo desde ontem a noite. — perguntou Latias.

— Oh, você não sabia? O grandão morreu, caiu no Oceano Frigidum. — riu Mewtwo num tom sarcástico. — E como você se importasse Latias. Você que sempre brigava com ele.

— Mentiroso como sempre Mewtwo. Não vim aqui para trocar palavras com uma criatura imunda como você. Conde, o senhor sabe da localização de Gigas? — perguntou ela, ignorando totalmente a presença de seu companheiro de trabalho.

— Ele não mentia Latias, mandei Gigas rumo ao Oceano para que ele derrotasse os jovens, mas parece que ele falhou na missão.

Latias ficou atônita ao ouvir as palavras de seu lorde, mesmo com as intermináveis brigas ela apreciava o carinho e a atenção de seu companheiro e amigo, Regigigas.

— M-mas quando? Eu nem mesmo soube que ele saíu em uma missão desse tipo! Por quê não me contaram?? — gritou ela irritada. Algumas lágrimas caiam de seu rosto, enquanto Mewtwo apenas observava a criatura e ria sárcasticamente.

— Como é mentirosa, você nunca se importou com o grandão. Agora pare de chorar feito uma criança e aja como um general do Conde das Trevas! — respondeu Mewtwo, ameaçando dar um forte tapa em Latias.

Darkrai subitamente apareceu na frente de Mewtwo e segurou seu braço com força, ele mantinha um olhar sério e ameaçador. — Não toque nela.

Mewtwo rapidamente soltou-se e riu novamente. — Eu apenas estou aqui para seguir suas ordens, meu senhor. — disse Mewtwo de modo irônico. — Espero que o grande Conde das Trevas tenha algum plano a respeito da garota que fugiu, porque parece que até mesmo ele não sabe o que fazer! — disse Mewtwo deixando os dois sozinhos na sala.

Latias continuava chorando com a perda de seu amigo, ela apoiou a cabeça no ombro de seu mestre e continuou a derramar lágrimas.

— Latias, tome cuidado com o Mewtwo. Ele vem agindo estranhamente nos últimos dias. — disse Darkrai. — Se desejar, darei-lhe a permissão de ir ao Oceano Frigidum para visitar uma última vez o local em que Gigas morreu, procure por uma grande falésia destruída, foi lá que ele caiu.

— T-Tudo bem... — respondeu ela numa voz chorosa.

Assim que Latias saiu da sala, Darkrai permaneceu em silêncio, ele lenvatou-se de seu trono e andou em direção de um espelho dourado adornado com pedras preciosas e diamentes. O Conde olhou para o espelho e começou a conversar com seu próprio reflexo.

— Kraion seu desgraçado, sua força continua tendo poder o suficiente para proteger seus amigos. — comentou Darkrai, conversando com seu reflexo no espelho. — Hum... Foi esse seu forte laço de amizade que protegeu Latias... Foi você que permitiu que aquela garota escapasse das muralhas dessa fortaleza... Preciso ser mais cauteloso para que ninguém saiba de sua existência. Temo que Mewtwo suspeite de algo... Esse corpo não lhe pertence mais Kraion, você está morto, agora só restou o Conde das Trevas.

__________________________________________________________________

O sol começava a se revelar timidamente por atrás das grande montanhas cinzentas, a fortaleza do Conde ainda podia ser vista coberta por uma espessa camada de neblina, o orvalho da manhã surgia nos galhos secos das árvores mortas daquela floresta. Na noite passada, Lino encontrara as ervas medicinais que permitiram a cura dos ferimentos do grandioso Zapdos, que parecia dormir calmamente depois da árdua explosão do dia anterior.

Já amanhecia, Lino estava acostumado a acordar cedo, e assim que se levantou encontrou-se ao lado de Dawn que o abraçava com carinho.

— ARGH!! Eu dormi do lado dessa humana?? Credo, credo!! Ela deve ter me passado todas as bactérias e doenças dos humanos, que nojo! Argh!! — esperneava o Totodile, ao perceber que dormira do lado de Dawn.

— O que você está gritando logo cedo...? Fale mais baixo... — disse Dawn sonolenta, enquanto esfregava seus olhos. — Você disse ontem a noite que estava com frio, então você veio e dormiu do meu lado.

— EU DISSE ISSO? Ah, então você me deixou bêbado ontem a noite, né? Por quê saiba que eu NUNCA dormiria perto de uma humana!! Argh, preciso me lavar, acho que eu peguei algum vírus com a sua respiração. Argh!! — resmungava o Totodile, saindo da caverna para procurar algum lago próximo.

Dawn continuou olhando Lino partir sem entender muito bem o que acontecia, ela deu um pequeno sorriso e em seguida desviou seu olhar para o Zapdos que ainda estava recuperando-se da noite passada. Ela passou sua mão levemente sobre as penas da ave, que reagiu levantando-se rapidamente e empurrando Dawn para longe.

— Ah, você acordou! — disse ela.

William nada respondeu, a criatura apenas correu rapidamente para fora da caverna e tentou voar, mas sua asa estava extremamente machucada, fazendo com que a ave se chocasse bruscamente contra o chão.

— Espere, espere! Você está muito ferido, precisa descansar! — gritou Dawn, correndo em direção da ave que sangrava um pouco com a queda.

William não tinha outra escolha, se não obedecer a garota. Dawn levou-o de volta para a caverna e ficou um tempo observando as lindas penas da criatura, elas brilhavam como uma montanha de ouro, mas estava manchada com o sangue dos ferimentos. William evitava o olhar da garota, ele apenas encolhia-se em seu canto com um olhar um tanto confuso.

— Alguma coisa te acertou no céu ontem a noite durante a chuva, então eu e meu amigo estamos cuidando de você. — disse Dawn tentando ser gentil.

— Eu não pedi a ajuda de vocês. — respondeu a ave de modo ignorante. Sem dar a mínima para o fato de que eles salvaram sua vida.

Dawn já estava acostumada com pessoas sem educação pois vivia ao lado de Ash. Os dois continuaram alguns minutos em silêncio, mas a ave continuava tentando evitar o olhar da curiosa menina.

— Qual o seu nome? — perguntou ela.

— Não lhe é de interesse. — respondeu novamente.

— Eu sou a Dawn. Prazer em conhecê-lo senhor Zapdos.

William começou a ficar sem reação diante da bondade e inocência da garota, mesmo que estivesse sendo extramente grosso com a menina ela continuava tentando ser o mais educada possível.

— William.

— O que disse?

— Meu nome é William. E obrigado por cuidarem de mim.

Dawn sorriu e continuou fitando a ave, William já estava começando a ficar encabulado com a garota que não parava de observá-lo, quando de repente Lino surgiu na entrada da caverna e viu o grande Zapdos acordado.

— William, este é o Lino. Foi ele que cuidou de seus ferimentos na noite passada. — explicou a garota, falando com a ave que olhava para Lino com um olhar suspeito.

— Aí mermão, se tu enconstar um dedo na Dawn eu quebro tua cara. — respondeu Lino.

— Não precisa ser assim tão ignorante com ele!! — gritou Dawn.

— Tsc, eu sabia que era um erro ter cuidado desse cara, ele é servo do Conde das Trevas, eu devia ter desconfiado quando vi ele pela primeira vez. — respondeu Lino. Dawn supreendeu-se com o que o pequeno Totodile acabara de dizer, desde quando ele descobrira tudo aquilo?

— É mais inteligente do que aparentas Jovem Lino, também sei que você não é um simples pokémon. És um dos espiões de Kat, e um também seu mais forte guerreiro. — riu William de modo cínico.

— Eu devia ter deixado você morrer ontem, só te ajudei pela garota...

— Espere um pouco Lino, você é um espião? Mas você me disse que sua família tinha te abandonado e por isso foi preso! Você nunca disse nada sobre ser um espião, o que mais você guarda em segredo de mim?? — gritou Dawn chateada.

— O primeiro passo de ser um espião é não contar para os outros que você é um espião!! — respondeu ele. — Vamos acabar com esse Zapdos aproveitando que ele está ferido, é um poderoso adversário que podemos evitar.

Dawn levantou-se e esticou os braços protegendo William, até mesmo a ave surpreendeu-se com o ato corajoso da garota.

— Você não vai fazer nada com o William. Ele vai nos ajudar a encontrar os meus amigos, nesse tempo ele será nosso prisioneiro. — disse Dawn.

— Garota idiota, esse Zapdos tem força pra acabar com um exército inteiro, você acha que um humano vai manter ele prisioneiro? — debochou Lino. — Mina, esse cara trabalha pro Conde, ele vai acabar com a gente enquanto dormimos!

— Eu já disse que não. E outra, ele está ferido, seria covardia lutar com ele nessas condições. Ele será nosso guia.

— Minha nossa garota, eu não sabia que os humanos eram tão idiotas assim! Eu vou ficar de olho nesse Zapdos, é bom ele ficar bem longe de você, se não eu acabo com ele.

— Agradeço pela preocupação Lino. — sorriu Dawn. O pequeno Totodile novamente deixou a caverna em sinal de decepção, provavelmente para descontar a sua raiva em alguma pedra ou coisa parecida. Dawn olhou novamente para William que a encarava.

— Não ouviu seu amiguinho? Eu sou um espião do Conde, somos inimigos. — disse William.

— Espião ou não, o Conde não é meu inimigo. Ele não fez nada para mim. A única coisa que eu quero é encontrar os meus amigos, e vou lutar por isso. Depois que eu encontrá-los você estará livre, mas por enquanto é nosso prisioneiro e guia. — explicou Dawn.

— Prisioneiro? Posso fugir daqui a hora que eu quiser, mas como você demonstrou uma grande compaixão por mim eu continuarei seguindo suas ordens por tempo limitado. — disse William.

Dawn sorriu e tocou levemente na cabeça do Zapdos, em seguida saindo da caverna em busca de Lino. Aquela era a hora perfeita para que William escapasse, mesmo machucado, ele ainda poderia correr e livrar-se deles. Ele ainda era um inimigo. William apena permaneceu em silêncio observando a garota afastar-se cada vez mais...

Dawn seguiu as pegadas do pequeno Totodile na lama e acabou encontrando-se em um pequeno lago; Lino estava sentando em uma pedra observando seu reflexo na água, quando a garota aproximou-se dele e sentou-se ao seu lado.

— Olha Lino, eu sei que você ficou irritado, mas eu garanto que vou cuidar do William e não vou permitir que ele faça nada de mal. Eu não entendo por que vocês falam que esse tal de Conde das Trevas é nosso inimigo, o que ele fez de tão ruim? — perguntou Dawn.

— Olha garota, no tempo em que eu fiquei de espião nessa fortaleza eu descbori coisas que mais ninguém imaginava. Esse Darkrai não é um vilão por completo, ele tem dupla personalidade. Uma parte sua deseja o bem, enquanto a outra deseja o mal. A parte bondosa chama-se Kraion, e a cada dia que passa ela fica mais fraca, tenho certeza que foi essa parte boa que permitiu que a gente escapasse da fortaleza, pois dependendo da outra personalidade, nós nunca teríamos saído vivos.

— C-Como você sabe de tudo isso? — perguntou Dawn.

— É minha profissão garota. Fui obrigado a invetar aquela mentira quando saímos da prisão pois eu não queria que você soubesse que eu era um espião. Na verdade eu nem me lembro da minha família, eles realmente me abandonaram. Fui treinado desde cedo para lutar. Eu não julgo Darkrai nosso inimigo, eu julgo o Conde nosso inimigo. A personalidade malvada, que chamamos de Conde, ilude seus servos para que lutem a seu favor, mas o Kraion nunca foi malvado... — continuou Lino.

— Mas esse Zapdos... Eu posso sentir algo bom dentro dele, eu sinto como se ele ainda pudesse escolher o caminho certo. — disse Dawn pensativa.

Os dois se levantaram e voltaram para a caverna, mas ao chegar William não estava mais lá, parecia que ele realmente havia fugido.

— Oh!! Muito bom garota! Você deixou nosso prisioneiro sozinho e ele fugiu!! Argh, e não consigo me conformar com a burrice dos humanos, agora ele vai voltar com reforços e acabar com a gente!! — disse Lino irritado.

— Hum, como ele vai pedir reforços se ele ainda está aqui? — riu Dawn, olhando para a ave que encontrava-se escondida por entre as folhas secas de uma árvore, apenas vigiando-os. — William! Sua asa já melhorou para conseguir voar?

— Já consegui recuperar-me graças às medicinas do Jovem Lino. — disse a ave, olhando para o pequeno Totodile que o encarava irritado. — Vocês me ajudaram, e agora é a minha vez de retribuir o favor, eu ajudarei a Mestra Dawn a encontrar seus amigos. — respondeu o Zapdos, descendo dos galhos da pequena árvore.

— Obrigada William! Eu sabia que poderia confiar em você! — disse Dawn animada, abraçando a grande ave.

— Se você decidir nos trair, garanto que te sigo até o inferno pra acabar com tua raça. — sussurrou Lino.

— Desculpe-me, mas teremos que adiar nossa luta Jovem Lino, porque ainda tenho umas contas a resolver com uma maldita serpente esverdeada que me atacou noite passada. — sorriu a ave. — Um Zapdos nunca trai, ele segue seu mestre até os confins do mundo.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:24 pm

Capítulo 11 – Uma sombra nas profundezas.

Dawn recomeça sua busca para reencontrar-se com seus amigos, guiada por William, um Zapdos que costumava ser um espião do Conde, eles seguem sua viagem para procurar seus amigos. Enquanto isso, Ash, Brock e Cresselia continuam a procura pelo Medalhão do Mar, que até agora não demonstrou nenhuma evidência de sua localidade.


— Esse oceano é tão quieto... Pela primeira vez acho que eu sinto falta das piadas ridículas do Poochy. — disse Ash sentado no chão, desenhando na areia com seu dedo indicador.

— Pense bem Ash, pelo menos ele está com uma pessoa de confiança. Agora precisamos focar em nossa busca, o Medalhão do Mar. — continuou Brock.

— Bom pessoal, pelo menos já temos possíveis localizações do medalhão. Takeru indicou que o ele pode ser encontrado no meio do Oceano Frigidum. — explicou Cresselia.

— Será que é perigoso usarmos nossos pokémons aquáticos? — perguntou Ash.

— Eu não arriscaria. Do mesmo jeito que afetou Poochy, com certeza afetaria nossos outros pokémons. Vamos seguir o conselho de Takeru e começar a montar um barco. — explicou Brock.

— Barco? Mas seria a mesma coisa que navegar rumo a morte, cair nessas águas enfeitiçadas seria mortal. — explicou Cresselia. — Uma morte lenta e dolorosa... Acho melhor pensarmos em outra coisa.

— Mas olhe só Cresselia, o mar parece extremamente calmo e não há nem sinal de vento hoje, podemos montar um barco e navergamos calmamente enquanto usamos nossos pokémons voadores para procurar por possíveis pistas. — disse Brock.

— Eu acho arriscado, mas podemos tentar.

Ash lançou sua doce Bayleef e seu poderoso Torterra para que o ajudassem a montar um barco improvisado naquela praia. Brock usou seu Geodude para carregar pedras enquanto os pokémons planta amarravam cipós para sustentar a proa. O barco precisava ficar impecável, até mesmo uma gota daquelas águas poderia ser fatal para eles.

Passadas algumas horas o “barco” estava pronto, em fato, parecia mais uma balsa, mas com certeza era extremamente segura e não viria a afundar tão facilmente. Com ajuda de seus pokémons plantas, os jovens conseguiram colocar a balsa no mar; eles montaram remos para que pudessem pegar uma distância mais razoável da costa para finalmente começar sua busca com os pokémons voadores.

O imenso Oceano Frigidum... Agora eles estavam a mercê de sua própria sorte, se qualquer coisa saísse errado poderia custar suas vidas. As águas do oceano eram muito claras, pequenos protozoários pareciam nadar calmamente em volta do barco, talvez fossem eles os causadores da maldição daquelas águas.

Ash lançou seu Staraptor e ordenou para que ele procurasse por qualquer pista em meio ao imenso oceano, mas mesmo depois de várias horas o pokémon retornava cansado e sem nenhuma informação. O vento não soprava em nehuma direção, eles pareciam estar dentro de uma imensa bacia d'água sem saber se o medalhão realmente encontrava-se ali. Logo eles começavam a perder as esperanças.

— Primeiro um deserto interminável, e agora um oceano da morte, as coisas tão ficando cada vez piores. — reclamou Ash.

— Estou começando a ficar cansada... Será que esse mapa não tem nenhuma outra dica sobre como encontrar o medalhão? Que coisa mal formulada. — reclamou Cresselia.

— Não podemos parar pessoal, vamos continuar remando e procurar por ilhas ou qualquer coisa do tipo, tenho medo que anoiteça e coisas piores aconteçam. — disse Brock.

— Ah, dá um tempinho de descanso Brock, estamos remando a horas e nem sinal de terra, só vejo água, água, água... Esse lugar tá pior que o deserto. — respondeu Ash, pegando sua mochila e abrindo uma barra de cereal. Ele amassou o papel e jogou no mar, o que enfureceu Cresselia.

— Ash!! Mar não é lugar de se jogar lixo! — gritou ela.

— Ah, foi mal. É que não tem onde jogar, mas foi só dessa vez. — respondeu ele.

O pequeno papelzinho continuou boiando por alguns minutos e logo desapareceu de vista em meio ao infinito azul do oceano. De repente uma imensa sombra surgiu embaixo da balsa. Seria um pokémon? Era impossível, se somente uma gota daquele oceano causou febres e dores em Ash, entrar nele completamente seria loucura. A sombra continuou rodeando a balsa, eles eram uma presa fácil. A criatura poderia engolir o barco completamente em questão de segundos, todos começaram a entrar em pânico ao deparar-se com tal criatura.

— O-Olha só o tamanho desse monstro!! Ele vai engolir nosso barco, Pikachu use o Choque do Trov... — dizia Ash, antes de ser interrompido por Brock.

— Espere um pouco Ash, não pertube a sombra, ela pode irritar-se e afundar nosso barco, vamos esperar e torcer para que ela vá embora.

Todos continuaram observando a sombra que os rondava, quando de repente algo jogou de volta um pequeno papel de cereal amassado. Brock e Cresselia olharam assustados para o papelzinho quando uma estranha voz foi ouvida vindas das águas.

— Vocês continuam jogando essas porcarias na minha casa?! Que saco, vocês iriam gostar que eu jogasse meu lixo no seu quintal?? Aposto que não, então vê se pára de jogar esses papéizinhos na minha casa, que droga!! Eu também tenho sentimentos!! — gritou a voz.

— Ash, pega esse papel e guarda na mochila agora mesmo, depois a gente joga fora... — sussurrou Brock.

— T-Tá bom... — respondeu ele.

— Argh, homem é tudo igual, eles nunca se preocupam com o meio ambiente, bem que eles poderiam ser um pouquinho mais cuidadosos como nós, mulheres... Mas não, eles têm que jogar o papel bem MINHA casa, que droga, eu já cansei!! — disse a voz em um tom choroso.

— Hum, alguém sabe o que está acontecendo aqui?

— Eu não faço idéia. — respondeu Cresselia.

— Moleque que jogou o papel na minha casa, não quero que se repita, ouviu-me?? — gritou a voz novamente.

— P-Pode deixar!! — disse Ash amedrontado.

— Ah, tudo bem então, assim que eu gosto. Oh, onde estão meus modos, desculpe-me por assustá-los tanto. — disse a voz, revelando sua verdadeira identidade na sequência.

Pouco a pouco a sombra começou a emergir, era uma criatura gigantesca, tinha uma pele em tonalidades azuis-escuro com símbolos vermelhos, a criatura tinha dentes afiados e duas grandes nadadeiras que mais pareciam asas. Era Kyogre, o pokémon dos mares.



— É uma Kyogre! — disse Ash maravilhado.

— Bem vindos ao Oceano Frigidum! Ultimamente estes mares não têm sido muito frequentados, aquele desgraçado do Conde das Trevas Lançou uma maldição nessas águas e até mesmo eu estou começando a enfraquecer. — disse Kyogre com uma voz serena. — Eu realmente não esperava visitas hoje. O que buscam em meu oceano?

— Na verdade estamos perdidos à algumas horas. Procuramos juntar os três medalhões sagrados para acabar com os planos do Conde das Trevas. Será que a senhora não teria alguma informação sobre este artefato? — perguntou Brock.

— S-SENHORA? SENHORAAA?! Vocês tem a audácia de chamar-me de “senhora”?? Eu sou uma linda moça na flor da idade, MUITO jovem, e não quero ouvir ninguém me chamando de “senhora” de novo, ouviu-me?? — gritou Kyogre.

— P-Perdão senhorita...

— E respondendo a sua segunda pergunta, eu sou a guardiã do Medalhão do Mar.

— Sério mesmo?? Então dá pra gente!! — disse Ash.

— “Dar pra gente”? Assim de mão beijada? Em que mundo vocês vivem? Hoh, hoh, hoh! Oh, por favor, não seja tão ingênuo meu bem. Querido, como eu posso ter certeza que vocês vão usar esses medalhões para derrotar o Conde? Milhares de pokémons já vieram aqui tentando roubar meu medalhão. Vocês podem ser só mais um. — respondeu o pokémon lendário.

— Mas nós já temos o Medalhão da Terra que nos foida dado pelo Zacks. Você seria de grande ajuda se nos desse o seu medalhão. — disse Brock.

— ZACKS?! Vocês se encontraram com o Zacks? E ele deu pra vocês o Medalhão dele, sem mais nem menos?? Minha nossa, como o Zacks é idiota, não acredito que ele confiou em um bando de humanos. — resmungou Kyogre.

— Isso quer dizer que você vai nos dar o seu medalhão também? — perguntou Ash animado.

— Eu estava pensando em afundar o barquinho de vocês e acabar com a aventura agora mesmo... Mas se Zakcs confiou em vocês, e não vejo o por que de eu não confiar também.

A lendária Kyogre retirou de suas escamas uma pequena pedra azulada, com diamantes, conhecido como Medalhão do Mar. Por sorte ela parecia conhecer Zacks há muito tempo, pelo simples fato de citar o nome do guardião ela já depositou grande confiança nos jovens. Agora eles haviam completado o segundo objetivo de sua missão e só lhes restava encontrar o mais oculto dos medalhões, o Medalhão do Céu. A fortaleza das sombras aproximava-se cada vez mais...

— Ah! Obrigada Lady Kyogre!! Não sabe como nós somos gratos! — disse Cresselia com sua doce voz.

— Oh, não esquente meu bem, se Zacks confiou em vocês ele deve ter um bom motivo! — sorriu a Kyogre, olhando para Cresselia fixamente. — Desculpe-me se eu estiver errada, mas acho que já nos vimos antes...

Cresselia ficou pensativa e procurou lembrar-se da lendária Kyogre, mas parecia que suas memórias ainda não estavam totalmente recuperadas.

— Perdão, mas eu perdi minhas lembranças então não sei dizer se realmente nos conhecemos no passado. — explicou Cresselia.

— Meu bem, é que eu tinha uma amiga Cresselia há muito tempo atrás, mas com o passar dos anos eu nunca mais tive notícia dela. Seu nome era Dawn, por acaso vocês conhecem alguma Cresselia chamada Dawn? — perguntou a Kyogre.

— Dawn? Nós temos uma amiga humana chamada Dawn, ela está presa na fortaleza do Conde, então estamos tentando salvá-la. Mas não conhecemos nenhuma outra Cresselia com esse nome. — disse Brock.

— Hum, já que a Cresselia perdeu parte de suas lembranças, será que seu nome não era Dawn antigamente? — perguntou Ash.

— Será? Acho que não, eu não me vejo com esse nome. — riu ela.

— Eu costumava chamá-la de Celia-chan, nós éramos grande amigas, às vezes fico pensando onde ela estaria, realmente fazem muitos anos que não a vejo... Heh, heh... Ela costumava chamar-me de Leeca-chan. — sorriu a Kyogre mergulhada em suas lembranças.

— Leeca-chan...? — sussurrou Cresselia, fazendo uma longa pausa.

_______________________________________________________________

Flashback On

— Eu queria entregar esse medalhão como pedido de namoro para a garotinha mais linda do mundo... M-Mas não tenho coragem... — disse Zacks. — A milhares de anos eu venho tentando criar coragem de me declarar para uma linda garotinha... Seu nome é Leeca, e ela é a garota mais fofa e meiga desse mundo. — disse o dragão.

Flashback Off

______________________________________________________________

— Heh, heh... Nossa, é um nome m-muito bonito! E realmente, o Zacks tem que confiar muito na gente pra entregar o m-medalhão dele! Heh, heh... Que coincidêcia... — gaguejou Cresselia suando frio, e em seguida cochichando com Ash. — Ai meu Deus Ash, essa Kyogre é a "garotinha" que o Zacks falou pra gente entregar o medalhão!!

— Quem era Zacks mesmo? Ah, era o grandão que deu carona pra gente... AH!! E-Essa Kyogre é a "garotinha" chamada Leeca? Que eu me lembre o Zacks falou que era uma garota, eu pensava que fosse humana!! Não vai dar Cresselia, ainda mais agora que conseguimos os dois medalhões facilmente. Precisamos inventar uma desculpa por equanto.

— Olha depois que tudo isso acabar nós vamos voltar aqui e entregar esse medalhão para ela, é uma promessa! Mas por enquanto é melhor ficarmos quietos. — explicou Cresselia.

Os dois se separam e olharam para Leeca que continuava a falar incasávelmente.

— Ah, o Zacks é um bobinho mesmo, ele sai por aí entregando algo importante como seu medalhão pra qualquer um, mas eu realmente sinto falta daquele jeitinho doce e ingênuo dele, queridos, se o virem novamente digam que eu mandei um beijo! — disse Leeca.

— Ah, pode deixar. — respondeu Ash. — Ei Leeca, a senhora não saberia nos dizer onde encontrar o medalhão do Céu? Precisamos somente dele agora, mas não fazemos idéia de como encontrá-lo.

— ...O que disse?

— Eu perguntei se você sabe onde enc...

— SENHORA?? Vocês me chamaram de "senhora" de novo?! Ah, faça-me o favor!! Eu sou MUITO jovem, na flor da idade!! — gritou ela irada.

— Ah!! Foi só um acidente Leeca-chan!! O Ash quis dizer "Lady Leeca", mas sabe, já te disseram que você é linda?? Seus olhos brilham como safiras e suas escamas são radiantes como pérolas!! — sorriu Cresselia tentando distrair a fúria do pokémon lendário.

— Oh, muito obrigada pelos elogios, vocês são muito gentis, meu bem! Sabe, algumas vezes você fala como a Celia-chan... — disse Leeca com uma voz serena. — Olha fofa, vocês podem encontrar o Medalhão do Céu em qualquer lugar, este é o maior problema. Seu guardião vaga aleatoriamente por essas terras em busca de adversários à sua altura.

— Então você têm alguma idéia de como encontrá-lo? — perguntou Brock.

— Nem mesmo eu conheço muito bem seu guardião. Ele nunca foi muito presente nos conselhos dos pokémons lendários, aparecendo somente quando achasse necessário. Seu nome é Ciel, ele é o guardião do Medalhão do Céu. E querem uma dica? Avancem em direção da Fortaleza das Sombras e esqueçam-no. Vocês NUNCA vão derrotar o Ciel. — explicou Leeca.

— E-Ele é realmente tão forte? — perguntou Ash.

— Provavelmente o mais forte dos guardiões, ter ele como inimigo é a mesma coisa que implorar pela derrota. Ele é sarcástico, irônico e persuasivo. Estou dando um conselho, queridos, não procurem esse medalhão.

— Nós precisamos pensar no que fazer Leeca... Se não tivermos os três medalhões reunidos nunca poderemos impedir o Conde de destruir o mundo dos humanos! — disse Ash.

Leeca fez uma pausa e observou o céu por um instante, nuvens cinzentas começavam a aproximar-se e parecia que logo uma terrível tempestade se aproximaria.

— Os ventos estão mudando... Sinto que o destino luta a seu favor e o tempo para sua queda. Eu conheço cada canto de meus oceanos, e sei que por uma passagem íngrime na costa um grande exército marcha rumo à Fortaleza das Sombras, liderados por um pequeno felino. — explicou Leeca.

— Exército? Será que Kat reuniu soldados e agora pretende guerrear contra o Conde? Até que faz sentido, ela havia comentado sobre algo desse tipo. — afirmou Brock.

— Então devemos nos juntar à esse exército e lutar contra o Conde em sua própria fortaleza? Sem chance, se nós não tivermos o Medalhão do Céu não há como vencer. — respondeu Ash.

Cresselia segurou levemente no braço do jovem e tentou dizer palavras encorajadoras, mesmo não conhecendo-a muito bem, ela confiava nas palavras de Leeca, e sabia que deveriam deixar o Medalhão do Céu de lado.

— Ash, vamos marchar juntos nessa guerra. Eu também sinto medo, mas eu aprendi com vocês que devemos confiar em nossos amigos e pretendo lutar ao lado de Kat.

— Sua busca pelos outros dois medalhões não foi em vão. Se as coisas piorarem eu mesma estarei disposta a ajudá-los. — disse Leeca.

Ash sorriu e olhou para o horizonte, um pequeno castelo erguia-se timidamente na encosta da montanha. Seria tudo ou nada, agora era o momento em que eles resolveriam o destino da humanidade.

— Leeca, poderia nos levar para próximo da Fortaleza das Sombras? Eu ainda tenho que chutar a bunda de um certo Darkrai que virou minha vida de cabeça para baixo. — riu Ash. — Nós vamos à guerra.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:25 pm

Latias chorava sobre os escombros da falésia em que Gigas explodira seu adversário, provavelmente agora ele estaria nas profundezas do abismo daquele oceano. Mesmo que ela sempre brigasse com o grande pokémon, os dois ainda eram amigos, e ela sentia falta da voz alta e irritante do golem. Ela chorava bem baixinho tentando fazer com que ninguém a ouvisse, tudo que ela sentia agora era uma imensa ira para com o grupo daqueles jovens, ela os mataria assim que os encontrasse.

Enquanto Latias observava silenciosamente as frias águas do oceano, de repente aquele longo silêncio foi quebrado por uma colossal criatura que saía das profundezas, era um imenso Dialga que carregava Gigas na costas, mas os dois pokémons estavam extremamente pálidos e machucados por conta da maldição que existia naquelas águas. Steven era forte o suficiente para aguentar o tempo que fosse necessário na alta pressão das profundezas, e por estranha obra do destino ele salvara seu inimigo junto.

Assim que Latias viu Gigas nas costas de Dialga ela correu para abraçá-lo, agora ela chorava de felicidade por poder ver seu amigo ainda vivo. Steven deitou-se cansado na fofa areia da praia, mas sua força vital era imensa e o tipo metálico que possuía o protegeu contra a maldição que a água possuía.

— Q-Quem é você? — perguntou Latias assustada.

— Um inimigo qualquer... Procure por Revival Herbs que nascem nos pântanos ao norte, e misture-a com Pecha Berries para que cure a maldição de seu amigo, se você demorar muito ele poderá morrer, então seja rápida. — respondeu Steven.

— Ah! M-Muito obrigada senhor Dialga!! E-Eu nem sei como agradecer!! — disse Latias, que chorava enquanto abraçava o corpo de Gigas.

— Não agradeça-me. Da próxima vez que nos encontrarmos seremos inimigos. — continuou Steven, partindo logo em seguida. Ele estava extremamente machucado e cansado, mas ainda precisava encontrar-se com uma certa pessoa. — Aguarde o meu retorno Kat, eu prometi que sempre a protegeria e estaria do seu lado. Ainda lutaremos mais uma vez juntos antes do fim.

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Capítulo 12 – Preparações de Guerra.


Agora que Ash e seus companheiros encontraram o Medalhão do Mar com a ajuda de Leeca, a Kyogre guardiã dos mares, eles cruzam o Oceano Frigidum e encontram-se cada vez mais próximos da Fortaleza das Sombras. Enquanto isso, Dawn continua sendo guiada por William, que a ajuda a encontrar-se com seus amigos em algum lugar daquelas misteriosas planícies.


William voava no alto mantendo a segurança de sua mais nova mestra, Lino ainda não concordava com a presença da ave no grupo, mas ele precisaria se acostumar, pois Dawn não estava disposta a liberar o poderoso Zapdos de seus serviços. O dia estava nublado, nuvens cinzentas cobriam o céu, mas não davam sinais de chuva. Os dias pareciam cada vez mais escuros; e mesmo já estando muito longe, a fortaleza ainda podia ser vista erguendo-se majestosamente no horizonte.

— Então Lino, como foi que os guardas do Conde te capturaram? — perguntou Dawn, tentando puxar assunto com o crocodilo que mantinha-se quieto desde a chegada de William.

— Eu não fui capturado, eu permiti que me capturassem. — respondeu ele secamente.

— Hum, e você disse que fazia parte de uma espécie de guild, você se referia a o quê?

— Essa guild não existe mais, o Conde destruiu ela, os únicos que sobraram foram eu e uns amigos. Nós estávamos montando estratégias para tentar invadir a fortaleza do Darkrai e acabar com ele de uma vez por todas, foi por isso que me mandaram, eu era o melhor no grupo com técnicas de espionagem. — explicou Lino.

Enquanto os dois caminhavam, William desceu dos céus e pousou em uma árvore, trazendo possíveis notícias para Dawn.

— Senhorita Dawn, se continuarmos seguindo para o oeste, chegaremos a um imenso oceano amaldiçoado, para em seguida seguir para o sudoeste rumo à Twillight Village. Seus amigos podem estar lá se tivermos sorte. — explicou o Zapdos.

— Ah, que ótimo William! Você está sendo de grande ajuda. — sorriu a menina.

— Grande coisa, isso aí até eu sabia. — respondeu Lino em um tom de ciúmes.

— Vou continuar a manter a vigilância senhorita. Se necessitar de minha ajuda basta chamar-me. Essa floresta amaldiçoada trás muitos perigos, os prisioneiros do Conde que não cumpriam as ordens eram jogados nesse imenso labirinto para nunca mais poderem sair. Não entendo por que o Jovem Lino trouxe-a por esse caminho. — disse William.

— Ei, ei!! Esse lugar é o mais seguro nessas planícies, se fossemos pelo norte estaríamos no meio dos sentinelas do Conde! Eu tô levando a garota pelo caminho mais seguro, nem vem tentar confundir a cabeçinha dela pra fazer de mim o vilão! Eu tô ligado nas suas táticas carinha, fica esperto mermão!! — disse Lino irritado.

— Eu não entendo sua linguagem novato, é muito arcaica para meu entendimento. Aprenda a falar corretamente antes de se dirigir a minha pessoa. — respondeu William grosseiramente.

— Quem tu pensa que é manolo?? AH!! Mas é AGORA que eu acabo com tua raça!! — gritou Lino partindo para cima da ave. Dawn rapidamente pulou no meio da batalha para separar os dois pokémons que pareciam brigar como crianças.

— Ei! Querem fazer o favor de pararem por um instante?! William, não provoque o Lino; e Lino, não irrite o William. — disse Dawn zangada.

— Entendido senhorita. — desculpou-se o Zapdos.

— Argh, que ódio de você cara! Vamos adiar nossa batalha por hora, é bom ficar bem longe da garota, entendeu franguinho amarelo? Tô de olho em você. — disse o crocodilo, afastando-se novamente dos dois para procurar algum lugar para que pudesse se acalmar.

— Nossa, que namorado estranho você foi arranjar. — comentou William.

— N-Não!! Ele não é meu namorado, é só meu guia!! — respondeu Dawn, extremamente encabulada.

— Compreendo. — sorriu a ave.

— Hum, William, o que vai fazer depois que eu encontrar meus amigos? Quero dizer, você vai voltar a servir o Conde das Trevas? — perguntou Dawn.

A ave parecia pensativa, no momento ele servia Dawn para retribuir o favor que ela fizera, mas ele ainda era um servo fiel de Darkrai.

— Você já imaginou o que vai acontecer se você nunca mais se encontrar seus amigos? — perguntou a ave.

— Eu nunca pensei nisso.

— Meu mestre está reunindo um grande exército para uma possível batalha contra seus amigos. Temo em dizer, mas acho que você nunca mais vai se encontrar com eles. Os servos do Conde são poderosos, ele reuniu capitães de todos os cantos do continente, vai ser uma grande guerra que eu não imagino quem possa vencer. — explicou William.

— Por que você está me contando todos os planos do Darkrai? — perguntou ela surpresa. Querendo ou não, William ainda era um espião do inimigo. A ave ficou quieta por um tempo, ele era misterioso e cheio de segredos, e apesar de um pouco arisco, ainda era extremamente leal àqueles que servia.

— Eu realmente não me importo em que lado estou, vivo para servir meu mestre, e no momento eu sou um prisioneiro, você é minha nova mestra, e eu farei qualquer coisa para protegê-la.

— William, você... Muito obrigada. — sorriu Dawn, tocando levemente na cabeça do pássaro. — É melhor procurarmos o Lino, aquele Totodile bobinho não consegue virar-se mim! — brincou ela, imitanda a típica frase que Lino costumava dizer.

__________________________________________________________________

O inimigo começava sua jogada, e dessa vez agiria na defensiva. Darkrai ordenou que Mewtwo reunisse todos os mais poderosos pokémons do continente para preparar-se para uma guerra. Ele imaginava um possível ataque vindo de Kat, e queria estar pronto para qualquer investida. Mewtwo reuniu um imenso exército dos mais diferentes pokémons de todos os tipos, terrestres, pedras e metálicos para a defesa, aquáticos, elétricos e fogo para o ataque, voadores para ataques áereos, psíquicos e noturnos para o suporte, entre diversos outros. Era um grande exército disposto a proteger a fortaleza das sombras e lutar por seu mestre.

— Meu lorde, reuni o exército que me ordenou. — disse Mewtwo, ajoelhando-se em sinal de reverência.

— Mewtwo, temo em pensar no que Cresselia e Kat pretendem fazer, a cada minuto que passa esses jovens se aproximam mais de nossa fortaleza; por isso pedi que reunisse um glorioso exército para entrarmos em guerra. Esses pokémons que reuniste serão uma peça fundamental na batalha uma vez que um de meus três generais pereceu; e agora que não temos Gigas e William, precisamos reunir novos guerreiros. — disse o Conde.

— Perfeitamente, procurei por todos os lados os melhores guerreiros do continentes, e todos juraram fidelidade para o grandioso Conde das Trevas.


Assim que Mewtwo terminou de falar, três grandes criaturas entraram na sala, eram os novos capitães que estavam a serviço do Conde das Trevas. A primeira parecia uma pequena fada esverdeada com poderes mágicos, uma criatura extremamente inteligente que não podia ser julgada por seu tamanho, seu nome era Jenny, uma Celebi. Terceira capitã dos exércitos, comandava os pokémons que trabalhavam no suporte.

O segundo pokémon era um pouco maior, uma criatura de quatro patas com uma grande boca repleta de dentes e um olhar malicioso, a criatura emitia um intenso calor de seu corpo. Seu nome era Ignus, o Heatran, segundo capitão dos exércitos e responsável pela frota de ataque.

Já o terceiro pokémon era muito maior que todos, era uma grande criatura que mais lembrava uma ave misturada com um dragão ancestral. Provavelmente o mais poderoso e sábio dos três, seu nome era Doom, um poderoso Lugia. Primeiro capitão e responsável pelos exércitos de defesa. Esses três pokémons lendários lutariam ao lado de Darkrai na guerra e seguiriam seu mestre fielmente.

http://browse.deviantart.com/?q=celebi&order=9&offset=24&offset=24#/d2s2ddy (Celebi Jenny)

http://browse.deviantart.com/?qh=§ion=&q=heatran#/d34ue8z (Heatran Ignus)



(Lugia Doom)

— Kya, hah, hah! Nós não teremos piedade de nenhuma criatura que ouse invadir a fortaleza, nenhum pokémon no mundo é capaz de derrotar-nos. — riu Jenny.

— Todos sucumbirão antes mesmo de passarem pelos portões! Essas muralhas são feitas de uma rocha impenetrável, aumentaremos as defesas e não permitiremos que entrem. Meu magma queimará todos que nos desafiarem! — disse Ignus, numa voz cínica.

— Não julge nosso adversário tão depressa Ignus. Cresselia pode ter perdido sua memória, mas Kat ainda é uma adversária astuta e poderosa, e tenho certeza que ela vai reunir um exército poderoso, assim como o nosso. — disse Doom. — Mas vamos proteger a fortaleza a qualquer custo, ela não cairá pelas mãos de nossos inimigos.

Darkrai sorriu e permitiu que os três capitães saíssem de sua sala, deixando-o a sós com Mewtwo. Seu fiel servo reunira um exército poderoso, e agora a fortaleza que antes parecia vazia e solitária, estava repleta de pokémons que lutariam numa grande guerra.

— Meu lorde, noite passada descobri que o verdadeiro culpado pela fuga da prisioneira foi Stanley, o Registeel. Ele já foi punido o suficiente, mas agora eu modifiquei seus circuitos e ele voltará a ser um servo de vossa excelência. — explicou Mewtwo.

— Traição... O que é pior que um traidor Mewtwo? Lembro-me de um de nossos antigos generais, lembra-se de Ciel?— perguntou o conde.

— Ciel? Ele abandonou nossos exércitos a muito tempo, e agora apenas destrói qualquer um que entre em seu domínio. Ele pode vir a ser uma ameaça, uma vez que ele é o guardião do Medalhão do Céu. — disse Mewtwo.

— Cresselia não tem forças para derrotar Ciel, nenhum deles tem. Estamos seguros enquanto Rayquaza estiver com o medalhão. — disse o conde, fazendo uma longa pausa. — A propósito, onde está Latias? Eu não a vejo a um bom tempo.

— Hum, acredito que ela tenha ido em direção ao Oceano Frigidum para visitar o local em que Gigas morreu. É uma tola, ela devia estar presente na reunião de hoje. — comentou Mewtwo.

— Isso não importa agora, vamos começar a reunião com todos os capitães. Precisamos estar com nossos exércitos prontos até amanhã de noite. — disse Darkrai.

__________________________________________________________________

Kat parecia preocupada, ela também preparava um grande exército para ir e confrontar o Conde nas Trevas em sua própria fortaleza. Ela sabia que Darkrai também reunia um grande número de aliados, logo, ela não poderia simplesmente ficar parada e esperar que ele avançasse trazendo a detruição e maldade pelo reino. Ela retornou para Twilight Village com o objetivo de reunir vários pokémons para uma possível guerra.

A pequena Umbreon suspirava contente ao observar como estava a vila, grande parte de sua infância fora passada lá, sua guild costumava ser naquele lugar, e ela era a Mestra de todos os Poochyenas que lá moravam. Assim que Kat chegou no local os pequenos cãozinhos supreenderam-se, em seguida fazendo sinal de reverência; a Umbreon era como uma lenda no local, um ser sagrado, e seus discípulos estavam dispostos a segui-la a qualquer custo.

— S-Senhor Honchkrow! Kat, a lendária, regressou! — alertou um dos guardas do corvo.

O velho assustou-se ao ouvir aquele nome, ele não ouvira qualquer sinal da felina a muitos anos, e estava feliz em saber que ela voltara.

— Honchkrow, os ventos estão mudando, e venho para alertar-lhes sobre uma possível guerra que se aproxima. — disse Kat. — Precisamos nos unir como costumávamos fazer e preparar um ataque à fortaleza das Sombras para destruir o Conde de uma vez por todas! — disse Kat, revelando sua personalidade de líderança que costumava ter.

Os Poochyenas estavam eufóricos, muitos lá apenas haviam ouvido falar da lendária da Kat, mas os mais novos não a conheciam, todos queriam se aproximar da poderosa Umbreon, amontoando-se em bandos ao redor quando de repente um grande Mightyena apareceu para impedir que as eufóricas criaturas causassem mais tumultos.

— Circulando cambada, circulando. O grande Mighty Poochy não vai deixar que nenhum de vocês se aproximem muito da chefia, ela não gosta de barulho então fiquem quietos. Me ouviram?! Tão me ouvindo cambada?? Eu quero ouvir vocês gritarem “SIM!” — gritou o Mightyena.

— Poochy, pare de gabar-se para os pequenos só porque você evoluiu, todos esses Poochyenas ainda são parte de minha família. — riu Kat. — Takeru, junte todos os Pokémons que estejam dispostos a lutar nessa guerra, estaremos montando um exército e partindo ao amanhecer, se formos pelo leste teremos que cruzar um pântano e rapidamente pegar um atalho no Oceano Frigidum para chegar à Fortaleza das Sombras.

— Sim, Lady Kat! — disse o fiel Corsola, fazendo sinal de continência.

Kat foi andando pela vila cumprimentando velhos amigos, e conhecidos, até encontrar-se em uma pequena cabana um pouco destruída em que uma criatura sombria descansava logo na entrada.

— Vejo que não mudou nada com o passar dos anos Erika. — disse Kat, parando em frente da linda criatura.

Ela era um pokémon com uma linda pelagem branca, a cor era tão brilhante que parecia ser a única luz naquela vila crespuscular, a Absol ficou surpresa ao ver sua antiga amiga e foi logo ao encontro da mesma.

— Kat, minha nossa, quantos anos que não a vejo! Nunca mais a vi desde que partiu da vila, pensei que tivesse morrido. — disse Absol abraçando aliviada a amiga .

— Erika, esqueceu que eu prometi que nunca iria morrer? Heh, heh, heh. Você não mudou nada, continua linda como sempre, eu senti tanta saudade! — sorriu Kat, abraçando ainda mais forte a amiga.

— O que deu em você pra voltar assim de repente? Você disse que nunca mais iria regressar à essa vila. — disse a Absol.

— Venho em tempos difíceis, e peço sua ajuda para lutar uma última vez numa guerra que dará um fim ao império do Conde das Trevas. — disse Kat confiante.

— Então você poderá contar com a minha ajuda até o fim querida. Será uma honra lutar mais uma vez ao seu lado, minha grande amiga! — respondeu a Absol.

— Obrigada Erika. Fico feliz em saber que ainda posso contar com você.


Enquanto Kat conversava com sua amiga, um grande dragão cromado surgiu na entrada da vila. Era Steven, ele estava muito machucado, mas estava disposto a fazer o que fosse preciso para ajudar sua amiga.

— S-Steven!! C-Como você está vivo?? — gritou Kat, abraçando as patas do grande dragão metálico.

— Lady Kat, você ainda vai ter que aguentar-me por muitos anos. Estarei ao seu lado nessa guerra, e não deixarei que nada de ruim aconteça com você. — disse Steven.

— Minha nossa Steven, você está acabado, parece que levou uma surra. — riu Erika. — Aposto que sentiu minha falta, não é bonitão? Aliás, todos que me conhecem uma vez sentem minha falta!

— Pode ter certeza que senti muito a sua falta Erika. E você continua linda como sempre. — sorriu o dragão, em seguida caindo no chão por causa das dores de seus ferimentos. — Aughh...

— Steven!! Você está muito machucado mesmo, venha até minha casa para descansar, a Kat pode preparar algo para curar esses ferimentos. — disse a Absol.

— Tudo bem, mas devemos agir depressa, precisamos seguir rumo à fortaleza das sombras o mais rápido possível, estamos numa corrida contra o tempo. — disse o dragão.

Kat fez o possível para curar seu amigo, ela ficou por um tempo em silêncio, em seguida ela abraçou levemente a cabeça de Steven que jazia deitado. Ela sentira muita falta de seu amigo, e pensar que tinha perdido-o fora terrível para a gata.

— Eu pensava que você tinha morrido, seu bobão. Promete que nunca mais vai me assustar desse jeito...

— Perdoe-me por deixá-la esperando. Eu nunca mais irei preocupá-la desse jeito milady. Fico feliz que esteja bem. — respondeu Steven.

— Vocês são tudo para mim, sinto saudade do Lino, mal posso esperar para reencontrá-lo, ainda mais agora que todos nós estamos mais uma vez reunidos.

— Certamente. Procure descansar Lady, amanhã o dia será longo...


Kat reuniu um grande exército com os mais diversos pokémons noturnos existentes, grande parte do soldados era composta por ágeis Poochyenas, que apesar de pequenos eram muito poderosos, também haviam muitos Houndours, Sneasels e Murkrows. Todos lutariam por Kat naquela guerra.

Ela tinha Poochy ao seu lado, que havia tornado-se forte revelando a força oculta que possuía; Takeru também lutaria por sua mestra, assim como Erika, que era uma das mais poderosas guerreiras que costumavam fazer parte do clã de Kat; e com o regresso de Steven, a esperança renascia. Um novo jogo estava sendo formado, os dois tabuleiros estavam postos, e agora as peças começariam a se mover.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:25 pm

Capítulo 13 – Traição.


Darkrai prepara seus exércitos para uma possível guerra com Kat, Ash e seus amigos seguem rumo à fortaleza com os medalhões em mãos para destruir o Conde das Trevas de uma vez por todas; enquanto Dawn, Lino e William procuram calmamente por seus amigos, mas parece que a busca não parece estar trazendo muitos resultados.


William gostava de manter-se distante de Dawn e Lino, ele preferia voar no alto para ficar vigiando qualquer movimento suspeito. Ele era um pouco misterioso, mas transmitia uma certa confiança em Dawn que a fazia sentir-se segura, o que acabava causando um pouco de ciúmes em Lino.

— Ei garota, quer parar de ficar sorrindo pro nada?! Ah, já sei, você tá pensando naquele idiota do William, né? Eu ainda não confio naquele cara... — disse Lino irritado.

— Heh, heh... Como você é bobinho, está com ciúmes Lino? Eu só me sinto segura com o William por perto, e tenho certeza que ele vai nos proteger. E ele é confiável sim, se não fosse ele já teria fugido. — respondeu a garota.

— Hump. Que saco, eu preferia quando era eu que estava guiando o grupo. Pra onde será que ele tá nos levando? — dizia Lino, antes de ser interrompido por William, que rapidamente desceu dos céus para encontrar-se com os dois.

— Rumo ao oceano, jovem Lino. Ao chegarmos acredito que a Mestra Dawn poderá usar um dos barcos escondidos do Conde, e então seguir para o leste na esperança de encontrar seus amigos do outro lado da costa. — explicou ele.

— Eu posso levar a garota nadando, seria bem mais fácil. — interrompeu Lino.

— Impossível, essas águas são guardadas por um dos três guardiões dos medalhões sagrados. E além disso, o Oceano Frigidum possuí uma maldição feita pelo Conde que causa febre e dores se houver contato direto com a água. — disse William.

— O que são esses medalhões que vocês tanto falam? — perguntou Dawn.

— São os únicos objetos capazes de deter o poder do Medalhão Negro que o Conde das Trevas possuí. Se o Conde tivesse um sacrifício humano, ele poderia garantir qualquer desejo que quisesse.

— Ah, então foi por isso que me seqüestraram! Eu era o sacrifício. — disse Dawn surpresa.

— Ahá!! Eu sabia!! Você tá querendo nos atacar quando estivermos distraídos pra levar a Dawn pro Conde, não é?? Fala a verdade franguinho amarelo, eu sei que tu é traidor!! — gritou Lino, seguido de um longo silêncio.

— Não compreendi o que você quis dizer, eu só expliquei a utilidade dos medalhões. És muito estranho jovem Lino. — disse a ave pensativa.

— Ai Lino, você tá muito ridículo. O William só estava explicando a história dos medalhões, e isso era a antiga obrigação dele, mas agora ele vai nos ajudar, porque ele não obedece mais o Conde! Ele está até nos contando os planos de nosso inimigo! Olha Lino, vai dar uma volta, quem sabe você esfria a cabeça... — disse Dawn já irritada com a desconfiaça de Totodile.

— Ah... Hum, então tá. Foi mal... — respondeu Lino, um pouco chateado por ouvir Dawn gritando com ele daquele jeito. Ele afastou-se novamente e foi procurar algum lugar que pudesse ficar sozinho.

— Ai, William, eu já não sei o que faço com o Lino. Eu gosto dele e tudo mais, mas ás vezes ele enche o saco.

— Eu compreendo perfeitamente a preocupação dele. Não é fácil confiar em alguém que costumava servir o inimigo. — disse William.

O Zapdos parou de falar por um momento e encarou o céu com uma feição de seriedade, e em seguida ordenando que Dawn se escondesse.

— Mestra, precisamos procurar algum lugar seguro. Essas nuvens cinzentas me preocupam. — disse William, rapidamente empurrando a garota para trás de suas asas.

— Hum? O que aconteceu?

William levantou vôo e rapidamente seguiu em direção do céu, Dawn ficou observando-o por um tempo até que percebeu uma grande explosão próxima da ave, mas que William esquivara com destreza. Ela não sabia o que estava acontecendo, mas parecia que William a protegia de alguma poderosa criatura.

As nuvens começaram a ficar escuras novamente, não parecia que iria chover, mas William tinha o poder de trazer raios e trovões quando quisesse. Algo o atacava, era a mesma serpente verde de dias atrás. O Zapdos posicionou-se e lançou um enorme raio em meio as nuvens, e no mesmo instante algo foi atingido. Uma serpente que mais parecia um dragão caiu do céu, mas ela ainda não estava derrotada, de fato, aquilo nem fizera cócegas. Ele era Ciel, o Rayquaza guardião do Medalhão do Céu. Um dos mais fortes membros do conselho dos pokémons lendários.

http://browse.deviantart.com/?qh=§ion=&q=rayquaza#/d9272w

O dragão lançou um grande Hyper Beam na direção de William, mas o pássaro esquivou-se com facilidade. Explosões surgiam, clarões podiam ser vistos no céu, até mesmo Lino assustou-se com o grande barulho que vinha do lugar em que Dawn estava, ele apertou os punhos e correu de volta para o local.

— Porra, eu sabia que aquele franguinho amarelo ia causar encrenca. — sussurrou ele.

William continuava a lançar relâmpagos na direção do dragão, mas a criatura também era rápida o bastante para esquivar-se dos ataques de Zapdos, a serpente parou na frente da grande ave e começou a rir.

— William! Meu grande amigo William! Também desistiu do Conde de merda? Estive observando-o desde que entrou em meus domínios, e vejo que está protegendo uma garotinha indefesa! Oh, que meigo. — disse a serpente com uma voz irônica.

— Ciel, o lendário Rayquaza... Há muitos anos você deixou de ser meu amigo. Essa garota salvou minha vida de suas garras, então eu retribuirei o favor à ela. Mas antes preciso apagar você desse mundo. — respondeu William.

— Derrotar-me? Continuas tolo e fraco, pude derrotar-te com apenas um golpe, você sempre foi fraco. — debochou Ciel.

— Cale-se Ciel, guarde suas palavras para uma criatura do mesmo nível baixo que o seu. irei derrotar-te hoje, neste exato momento. — disse William.

— Hah, hah, hah!! Você me mata de rir William. Não aprendeste nada com o passar dos anos? Sempre fica do lado dos fracos, o que fará se eu ameaçar matar essa garotinha? — riu a serpente.

— Você não ousaria...

Antes que a ave pudesse terminar de falar, Rayquaza rapidamente desceu dos céus e vôou na direção de Dawn, que observava a luta sem entender muito bem o que acontecia. William tentou acompanhar a criatura e lançou um grande relâmpago para que Ciel não desferisse um golpe mortal na garota. A atenção de Rayquaza voltou-se para William, parecia que ele realmente tinha melhorado com os anos.

— Foi um bom ataque, mas será que você é capaz de protegê-la o tempo todo? — riu Ciel.

— Sua batalha é comigo!! Deixe a garota em paz, seja justo pelo menos uma vez na vida. — gritou a ave furiosa.

— Justo? Os fracos não tem o direito de discutir sobre justiça. — dito isto, Ciel lançou um enorme raio na direção de Dawn. A garota viu o clarão que vinha em sua direção e caiu no chão fechando seus olhos com medo, quando de repente Lino rapidamente pulou e salvou-a da explosão.

— Porra mina!! Em vez de fechar o olho se move, caramba!! — gritou o Totodile.

— L-Lino!! O William está lutando contra uma serpente verde lá no céu!! Precisamos ajudar! — continuou Dawn.

— Carai!! Que bicho feio é esse? Ah, não importa agora, se atacou minha chefia vai morrer, eu acabo com a raça dele. Ice Beam!! — assim que Lino terminou de falar, ele lançou um poderoso raio de gelo que acertou Ciel em cheio. Era um ataque super efetivo, dragões são extremamente fracos contra gelo.

— I-Insolente!! Odeio esses vermes que se intrometem em meu trabalho. — disse Ciel irritado.

— Cai dentro maluco!! Eu acabo com sua raça agora mesmo!! — intimidou Lino.

— Oh, você é um dos pequenos que estava andando junto com William. Como são tolos, não perceberam que ele estava iludindo-os? — riu Rayquaza.

— Iludindo? — perguntou Dawn.

— Ele só está fingindo ser seu protetor, garotinha. Quando você menos esperar ele vai virar-lhe as costas e entregar-te para o Conde! Tenha um pouco de bom senso, vocês estavam sendo enganados. — disse o Raquaza.

— Ahá!! Eu disse que o franguinho amarelo era do mal!! — gritou Lino.

— William... Isso... Isso é verdade? — perguntou Dawn.

— Blasfêmia!! Admito que no começo essa era minha inteção, mas eu jurei fidelidade e percebi que eu estava errado! Por favor senhorita Dawn, eu devo minha vida à você! — disse William.

— Oh, que coisa linda. — disse Ciel numa voz sarcástica. — Lembra-se do que esse traidor disse? Ele é “extremamente” fiel e leal, e você acha que ele simplesmente abandonou o Conde? Tolo. Ele mesmo disse que só iria ajudá-la a encontrar seus amigos, mas e depois? E depois que encontrar?? Ah sim, ele vai voltar para o grupo do Conde e entregar-te nas garras do inimigo! — ria o poderoso Rayquaza.

— Cala-te desgraçado!! — gritou William.

— Ora, estou apenas repetindo cada palavra que pronunciaste. — riu Ciel.

Dawn ficou séria, ela observava o céu pensativa, tudo que Rayquaza dissera fazia sentido, será que ela apenas havia interpretado errado as coisas que William dissera? Ele era extremamente leal e fiel? Sim, extremamente leal e fiel... ao Conde.

— William. — sussurrou Dawn. — Vai embora, e nunca mais volte.

— S-Senhorita... — disse a ave numa voz triste.

— Hah, hah, hah!! Oh, que peninha. Os amiguinhos estão brigando!! Vamos lá William, você nunca pretendeu ajudar essa garotinha ingênua desde o início. E agora que você não a serve mais, à quem está servindo?? Ah, isso mesmo, ao Conde das Trevas!! — disse Rayquaza em forma de deboche. — E pelo que eu me lembre, você é conhecido pela sua grande reputação, o mais FIEL e LEAL servo! E seu mestre voltou a ser o Conde, capture essa garota e leve-a ao Darkrai, como você havia prometido.

William não disse nada, agora ele estava domado em sua fúria, ele nem sequer olhou para Rayquaza que só debocahava da ave, Dawn caiu de joelhos e começou a chorar, Lino não sabia o que fazer, de repente o grande Zapdos voltou seu olhar Ciel.

— ****-se a reputação. Que se dane o Conde. Eu vou te mandar pro inferno. — respondeu William, voando na direção de Ciel com uma intensa velocidade que o jogou contra o chão. Era um golpe chamado Sky Attack, um dos ataques mais fortes dos pokémons voadores apenas aprendido por pássaros lendários. William acertou Ciel em cheio, a serpente deu um grito de dor; após ter recebido o Ice Beam de Lino ele não seria capaz de sobreviver àquele ataque. Ciel caiu derrotado.

William vôou em direção de Dawn, que chorava sem parar, e com uma voz triste tentou desculpar-se.

— Senhorita... A habilidade de Ciel é enganar as pessoas, ele as estuda até descobrir seus pontos fracos e então ataca sua parte mais frágil, as emoções. Não me entenda mal, mas eu realmente prometi que iria ajudá-la nessa busca.

Daw olhou para a ave com os olhos cheio de lágrimas e o abraçou, Lino apenas os observou e pela primeira vez, percebeu que estava errado.

— Cara, desculpa por ter te julgado mal... Depois de te ver lutar pra proteger a chefia... Agora eu realmente acredito que você é bonzinho! — disse Lino.

— Que nada... Eu que tenho que desculpar-me por ser tão arisco com você. É que você me dava motivo, és muito irritante. — brincou William.

— Franguinho amarelo.

— Crocodilo desengonçado.

— Ei, ei!! Já vão começar a brigar? — riu Dawn, limpando suas lágrimas. — Fico feliz que tudo tenha acabado bem!

Neste momento, Ciel ergueu-se novamente dos escombros, ele sangrava no corpo inteiro, de sua boca saía um pouco de sangue e ele parecia ainda mais domado pela fúria.

— Final feliz?! Faça-me o favor, não existem finais felizes, todos vocês vão morrer no fim dessa guerra! Esse mundo não permite que os fracos vivam! — ria a serpente de modo sarcástico, em seguida voando na direção de William totalmente descontrolado, aplicando nele um dos golpes mais poderos entre os dragões, chamado Outrage.

William recebeu um grande dano pelo poderoso ataque, Ciel vôou na direção de Dawn e a segurou com força, levando-a consigo, ela gritou em sinal de desespero, mas foi inútil, todos foram derrotados pela força do guardião dos céus, parecia que a serpente levaria a garota rumo à fortaleza das sombras.

Lino também acabou ficando um pouco ferido com o ataque, ele correu na direção de William para tentar ajudá-lo. A ave sangrava muito, parecia que suas duas asas haviam sido perfuradas, pois ainda estavam machucadas da luta passada. Lino temia que aquele pássaro nunca mais pudesse voar.

— William!! Cara, acorda!! Aquele desgraçado levou a Dawn!! — gritou Lino.

— Ugh, nós falhamos para com ela... Nós falhamos para com todos... O conde vai usá-la para fazer o sacrifício e então destruirá o mundo dos humanos... — disse William numa voz cansada. — Nós... Nós não podemos fazer nada agora, desculpe-me...

Lino sentou-se no chão chocado, tudo acabaria daquele jeito? Tudo que fizeram foram em vão ? De repente, Lino percebeu um pequeno ponto brilhante nos escombros onde Ciel estava. Era o Medalhão do Céu, talvez a serpente acabara deixando-o cair no momento em que recebera o ataque de William. Uma última esperança renasceu.

— Cara, é o Medalhão do Céu! Nós ainda temos uma chance!! — gritou Lino.

— Chance? Que chance acha que temos? Só temos um dos medalhões, e o Conde só pode ser derrotado com os três... Eu falhei, eu permiti que a senhorita fosse raptada...

Lino segurou William com força e o encarou nos olhos extremamente irritado.

— Cadê aquele Zapdos corajoso e positivo que eu conheci a uns três dias?? A Dawn ainda pode estar viva, e com medalhão ou não, a gente vai voltar para aquela fortaleza e acabar com o Conde das Trevas!! — gritou Lino.

William sorriu com a determinação, e segurou sua asa machucada, mesmo que estivesse extremamente ferido, ele tinha que tentar salvar a sua mestra, e estava disposto a lutar por isso.

— Ainda tenho umas contas a acertar com o filho-da-mãe do Ciel. Vamos destruir aquela fortaleza.

Lino e William levantaram-se e se prepararam para partir em direção da fortaleza, quando foram surpreendidos por vários pokémons que os cercaram. Era um exército enorme, mas algo estava estranho, não pareciam ser os soldados do Conde...

— O que está acontecendo...? — perguntou William.

Lino continuou observando os soldados abrirem espaço para um pokémon que parecia ser o líder, era uma pequena Umbreon acompanhada de um imenso Dialga.

— Vamos começar essa guerra, Lino. — disse a gata.

— K-K-Kat?!

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:26 pm

Capítulo 14 – Os medalhões reunidos.


Os exércitos de Kat preparam-se para partir rumo à temerosa Fortaleza das Sombras, Lino e William acabaram de serem derrotados por Ciel e agora acompanham o grupo a fim de salvar Dawn. Enquanto isso, Ash e seus amigos aproximam-se cada vez mais do local em que o Conde os aguarda, uma grande guerra se aproxima que irá decidir o destino da humanidade.

Leeca, a guardião do Medalhão do Mar, levou Cresselia, Ash e Brock para as proximidades da fortaleza. De lá, eles precisarão seguir ao norte até encontrar-se com Kat, que aguarda pacientemente a chegada dos jovens.


Os ventos começavam a ficar mais fortes, era como se anunciassem a possível chegada de uma grande tempestade. Ash, Brock e Cresselia corriam pela floresta em que Dawn e Lino encontraram-se com William a poucos dias atrás. O silêncio reinava no local, era o último suspiro antes do mergulho, todos já preparavam-se para entrar em uma guerra com o único objetivo de destruir o Conde das Trevas.

O ambiente era mórbido e coberto por cores em tons cinzentos, uma fumaça negra era exalada podendo ser vista mais ao norte, parecia que algo trabalhava a todo vapor na Fortaleza das Sombras. O início daquela batalha aproximava-se a cada minuto, na medida em que Ash e seus companheiros andavam eles sentiam que estavam cada vez mais próximos de seu objetivo.

— Os dias estão ficando mais escuros... Não consigo mais ver o sol, acredito que seja por volta de meio dia. — comentou Brock, tentando decifrar o mapa que não ajudava em nada dentro daquela floresta sinistra.

— Eu sinto um peso aumentando dentro de meu coração, a cada passo é como se... Não sei explicar, sinto algo estranho dentro de mim, mas não sei explicar. — repetiu Cresselia.

— Conseguiu lembrar-se de algo a respeito de seu passado, Cresselia?

— Não. Mas parece que vejo flashbacks em minha mente, eles passam tão rápidos que nem mesmo posso distigui-los. Não precisa preocupar-se comigo, devemos acelerar o passo pois temo pegar essa tempestade no caminho.

— Certo, vamos andando e procurar essa fortaleza. — disse Brock.

Ash andava lentamente enquanto direcionava seus pensamentos para os medalhões. Mesmo sem o Medalhão do Céu, seriam eles capazes de deter o Conde das Trevas? Ele continuava tomado pela dúvida, imaginava se Leeca não passava de uma espiã com o objetivo de detê-los. Mas Cresselia o encorajava dizendo que sentia uma grande confiança pela criatura lendária.

Os três continuaram andando por mais algumas horas pela floresta, os galhos ressecados pareciam ameaçá-los a cada passo, as árvores logo começavam a parecer iguais levando-os à conclusão de que estavam perdidos.

— Maldição, precisamos ser rápidos e encontrar essa fortaleza antes que seja tarde de mais, mas essa neblina não parece que vai sumir muito cedo. — disse Ash.

— Deixe-me usar meu Crobat, ele pode remover parcialmente essa densa neblina de modo que melhore nossa vizualização. — continuou Brock.

O treinador lançou seu pokémon morcego que com o rápido movimento do bater de suas asas, removeu parcialmente a densa neblina, revelando um estreito caminho nas estremidades.

Os jovens aceleram o passo pela floresta quando avistaram a figura desfocada da fortaleza no horizonte, mais algumas horas caminhando e eles seriam capazes de chegar ao local desejado quando de repente os três foram abordados por um bando de Poochyenas. Os cãezinhos organizavam-se perfeitamente, todos separavam-se como soldados parecendo abrir espaço para uma outra criatura que provavelmente era o líder da matilha.

— São milhares de Poochyenas, será que ficaram bravos por invadirmos seu território? — perguntou Brock.

— Acho que não, eu sinto como se já tivesse visto esses Poochyenas em algum outro lugar... — disse Ash.

— Foi na Twilight Village Ash, encontramos milhares de Poochyenas lá, lembra-se? O Brock não lembra pois não estava conosco. — explicou Cresselia.

Os Poochyenas abriram espaço para que seu líder passasse, o pokémon evoluído mantinha um ar de autoridade para com os outros, um grande Mightyena surgiu em meio aos pequenos cãozinhos, ele rapidamente dirigiu-se à Ash e falou com alegria.



— Parece que nos reencontramos em um período crítico, a guerra se aproxima e precisamos juntar nossas forças para derrotar nosso mesmo inimigo. Sabem quem eu sou? — perguntou o Mightyena como se tentasse intimidá-los.

— É o Poochy, reconheço essa voz irritante de longe. — comentou o rapaz.

— Ei, mesmo mudando meu estilo de fala vocês ainda sabem que sou eu?? — gritou o Mightyena. — Cara, isso não importa agora, eu senti muita falta de vocês!! — disse o pokémon, abanando o rabo alegremente.

— Poochy!! É você mesmo?? Nossa, você cresceu e ficou tão bonito! — elogiou Cresselia, aproximando-se do cão que sorria com a presença dos amigos. — Minha nossa, você evoluiu! Deve estar extremamente poderoso!

— Pois é Cresselia, voltei com a minha vida de árduos treinamentos e estou aqui a serviço da Lady Kat. Estou procurando-os a horas, Kat disse que sabia que vocês estavam perdidos em algum lugar dessa floresta.

— A Kat também tá aqui?? Onde ela está?? — perguntou Ash euforicamente.

— Eu também tava com saudade de você Ash, obrigado por se importar comigo. — respondeu Poochy irônicamente. — A Kat reuniu um exército e pretende marchar rumo à Fortaleza das Sombras. Ela pediu para que eu os encontrasse e os trouxesse para nosso acampamento.

— Poochy, você não sabe como estamos felizes em ver-te. — disse Brock.

—Ah, agora eu não sou mais o Poochy, podem me chamar de Capitão Mighty Poochy, o poderoso, fodástico e maravilhoso!

— Pra mim você vai continuar sendo o Poochyzinho. — sorriu Cresselia.

— Vocês acabam com a minha reputação na frente dos meus soldados... Sigam-me pessoal, a Kat ficará muito feliz em vê-los!

Ash, Brock e Cresselia foram guiados pelo pequeno batalhão de Poochy até um esconderijo fora da floresta, a Fortaleza das Sombras parecia estar cada vez mais próxima, mas o acampamento de Kat era perfeitamente escondido, sendo quase impossível a localização pelos inimigos.

O acampamento era escondido pelas árvores, e localizava-se a uma distância raozável da fortaleza de modo que os batedores do Conde não pudessem avistar o esconderijo pelo céu.

Haviam milhares de pokémons no local, Poochy guiou-os até a área central em que os líderes encontravam-se. No centro do acampamento jazia uma plataforma elevada feita de madeira. Diversos pokémons corriam euforicamente em volta, desmontando os acampamentos e finalizando todos os preparativos para a véspera da batalha. Kat permanecia em cima da plataforma preparando uma espécia de medicamentos para uma ave que estava muito machucada. William tentava recuperar-se de sua luta com Ciel, enquanto Lino permanecia ao seu lado apenas aguardando a recuperação do amigo.

Os olhos de Ash brilharam assim que viu Kat ao longe, todos estavam felizes com o reencontro e parecia que as esperanças surgiam novamente naquela inóspita terra.

— Lady Kat, o capitão Poochy retornou de sua busca com sucesso. Ele trouxe Ash e seus companheiros. — disse o fiel Corsola, Takeru, que permanecia a serviço de sua mestra.

— Onde está Cresselia? Ela continua com eles? — perguntou Kat preocupada.

— Afirmativo. — continuou Takeru. Kat sorriu e direcionou-se para seus amigos que acabavam de chegar no acampamento.

— É uma pena que não possamos desfrutar desse encontro em tempos de paz, estamos na véspera de uma batalha que decidirá o destino de nosso tempo, mas ao deparar-se com vocês sinto que a esperança renasce outra vez. — disse Kat. — É uma honra poder encontrá-los novamente.

— Kat!! Que felicidade em ver que você está bem! Parece que você reuniu um exército e tanto, até mesmo o Poochy parece mais forte. — riu Ash.

— Ei, eu sempre fui forte, sacas? É que minha força estava oculta por um tempo, mas agora eu sou o mais poderoso de todos os guerreiros desse exército! Tanto é que sou o braço direito da Kat nessa guerra. — vangloriou-se Poochy, antes de ser interrompido por uma criatura que derrubou-lhe no chão com um golpe certeiro.

— O braço direito da Katizinha não pode baixar a guarda nem mesmo em território aliado, para ter um cargo importante como este é preciso muita força e determinação; e tirando o fato de que eu sou a melhor amiga da Kat, eu sou o braço direito dela. — riu a Absol que segurava Poochy no chão — Meu nome é Erika, sou a primeira capitã dos exércitos de Kat e responsável pelas linha de ataque. Prazer em conhecê-los.

— É uma Absol! — disse Ash maravilhado.

— Puxa, a sua pelagem é tão branquinha e brilhante, como você faz para manter essa coloração até em épocas de guerra? — perguntou Cresselia.

— Querida, existem pessoas que nascem para tornar-se celebridades. Eu consigo lutar e ser linda ao mesmo tempo! — brincou Erika.

— E o pior de tudo é que eu tenho que concordar, ela é linda. — disse Poochy, ainda caído no chão sem conseguir mover-se.

— Nossa, todos aqui parecem ser tão poderosos. — disse Brock.

— Acreditem, eu reuni os guerreiros mais fortes de meu tempo, mandei mensagens para cada canto de Moonlight Realm e acredito que tenha valido o esforço. Assim como nós, tenho certeza que o Conde reuniu seus mais fortes servos. — explicou Kat. — Ah, venham comigo, quero que conheçam meus amigos que lutavam comigo em minha antiga guild.

Kat levou Ash e os outros até o centro do acampamento, de longe eles puderam ver um grande dragão de armadura cromada, eles forçaram sua vista para saber se realmente era quem eles estavam pensando e foi uma grande felicidade quando perceberam que tratava-se do próprio Dialga.

— Steven!! — gritou Cresselia.

— Lady Cresselia, é uma honra encontrá-la novamente. — respondeu o Dialga.

— M-Mas você caiu!! Nós vimos você caindo no Oceano Frigidum junto com o Regigigas!! — disse Ash.

— Eu ainda não terminei minha missão, prometi cuidar da Lady Kat até os confins do mundo, e estarei aqui para protegê-la até o fim. — disse Steven.

— Ei brother, quer parar de falar e chamar a Kat pra me ajudar? Eu tô detonado depois da luta com aquela serpente desgraçada, meu braço tá doendo pra porra e meu parceiro William tá quase morrendo, dá pra alguém se importar com esse baixinho?? — gritou Lino.

— Quem é esse aí? É seu servo? — perguntou Ash.

— SERVO? Servo é o caralho, eu sou o primeiro general da Kat!! — gritou o Totodile.

— Ah, foi mal, é que você não parece um pokémon muito... forte. Essa coisa de “general” é só um cargo representativo? — riu Ash.

— Porra, humano é tudo igual, por isso eu odeio eles; primeiro aquela garota e depois esse otário de chapéu estranho. E eu sou obrigado a ouvir esse comentários... — disse Lino.

— Garota? Você encontrou a Dawn?? — gritou Ash.

— Não me diga que vocês são os amigos dela...? Cara, a gente tava tentando achar vocês a dias, só que nós fomos derrotados e agora um desgraçado chamado Ciel levou tua amiga pra fortaleza do Conde. — explicou Lino.

— Q-Quer dizer que ela está bem?? Ela estava ferida?? — perguntou Ash de modo eufórico.

— Cara, agora os inimigos pegaram ela, eu temo o pior. Por isso estamos nos preparando para partir o mais rápido possível. Estou preocupado com a Dawn. — explicou o Totodile.

Assim que William ouviu o nome de Dawn ele rapidamente reagiu, mas suas forças estavam esgotadas. Lino segurou-o, mas a ave debatia-se em fúria. Ele precisava seguir rumo à fortaleza para salvar sua mestra, era uma promessa.

— Ah, brother!! Dá uma ajuda aqui, eu não consigo segurar esse cara sozinho! — disse Lino. Dialga ajudou o Totodile a acalmar William, Kat rapidamente terminou seus medicamentos de berries e passou-os nos ferimentos da ave. Em alguns minutos o Zapdos já estaria em condições melhores.

— Quem é ele? — perguntou Cresselia.

— Seu nome é William, originalmente um espião do Conde das Trevas, mas segundo Lino, agora ele está lutando do nosso lado. — disse Kat.

— Augh...— sussurrou William, pela dor que sentia. — A lady Dawn... E-Eu preciso ajudá-la...

— A Dawn?? Você encontrou a Dawn?? — perguntou Ash desesperado.

— Precisamos ser rápidos, r-rápidos... — repetiu William, desmaiando logo na sequência.

— Esse Zapdos deu sua vida para proteger a Dawn... — disse Lino.

— Eu queria poder estar ao lado dela para protegê-la, eu sinto como se eu fosse um idiota que não pôde fazer nada, agora ela foi capturada!! — reclamou Ash.

— Inútil não cara. Tu cruzou metade do continente pra salvar essa mina e tu acha que é um inútil?! Caramba, na minha terra chamam isso de amizade. E daquelas bem fortes. Ela sempre falava de vocês, e foi essa amizade que dava forças para ela continuar a cada dia. — disse Lino.

— Nada que fizeste fora por acaso, jovem Ash. Sua parte nessa história está apenas começando, você terá a chance de ser grande no momento certo. — continuou Steven.

— Obrigado pessoal, a Kat tem sorte em ter amigos como vocês. — respondeu Ash.

— Fazer um amigo é um dom, ter um amigo é uma graça, conservar um amigo é uma virtude, mas ter eu como amigo, fala sério, é uma honra! — riu Lino.

— Então vamos lá amores, está na hora de começar essa guerra. — continuou Kat.

Todos reuniram-se no centro do acampamento, Kat organizava seus soldados em sicronia, ela estava no comando de todos. Ao seu lado jaziam seus mais importantes guerreiros; o grande dragão metálico permanecia ao lado esquerdo da pequena Umbreon, ele era o segundo general; enquanto Lino permanecia ao lado direito, com o cargo de primeiro general.

Poochy era o responsável pelos batalhões de Poochyenas ocupando o cargo de terceiro capitão; enquanto Takeru mantinha o posto de segundo capitão; Erika era a responsável pelas linhas de ataque tendo um cargo mais importante como primeira capitã.

Ash, Brock e Cresselia estavam ao lado de Kat na plataforma elevada, todo o exército agrupava-se em volta do local, Kat tomou frente e pronúnciou um discurso encorajador para seus soldados.

— Por muitos anos nossas terras vêm sido dominadas pelo medo e terror proliferado pelo Conde das Trevas, posso ver o medo em seus olhos, o mesmo medo que uma vez tomou posse de mim em um momento em que pensei que tudo estava acabado. Mas quando tudo escureceu, eis que surgiu uma luz, e provavelmente o maior tesouro que possuímos no mundo. O brilho de uma amizade. Poderá haver um dia em que todos sejamos derrotados e o mundo sucumba pelas trevas, mas enquanto tivermos um amigo ao nosso lado, iremos resistir! Por todos que amam nessa terra, por todos que te vos fazem querer viver cada dia, eu peço que resistam e lutem!

O local foi dominado por palmas do imenso exército de pokémons, a guerra começaria e agora eles seguiriam rumo à Fortaleza das Sombras. O exército marchou lentamente guiados por seus respectivos generais, Kat erguia-se como uma verdadeira líder, ela guiava-os e transmitia confiança aos seus soldados.

A Fortaleza das Sombras jazia no horizonte, a noite aproximava-se, fumaça negras era exalada das tochas que os pokémons carregaravam, o céu estava escuro e coberto por nuvens cinzentas, era certeza de que uma forte chuva ainda estava por vir.

Assim que eles se aproximaram dos portões o local foi tomado por um silêncio mortal. Das muralhas podia-se ver os exércitos do Conde. Parecia que Darkrai tinha total vantagem, estavam em seu próprio território, conheciam cada segredo e esconderijo para pegar seus inimigos desprevinidos. Era uma batalha contra o tempo, Ash precisava encontrar Dawn o mais rápido possível antes que fosse tarde demais.

Cresselia olhava atônita para as muralhas, ela sentia que já estivera lá, mas não conseguia lembrar-se. Uma forte dor de cabeça tomou conta de sua mente, quando de repente os dois medalhões de Ash começaram a brilhar fortemente. Lino também carregava o Medalhão do Céu em sua bolsa, e agora inadvertidamente os três estavam reunidos.

Os artefatos foram cobertos por um forte brilho e se juntaram formando um único medalhão com uma linda cor branca a ponto de cegar os olhos. Era o Medalhão da Luz, a única arma capaz de impedir os poderes do Medalhão Negro que Darkrai possuía.

— Vocês tinham o Medalhão do Céu? Como isso é possível? — gritou Ash surpreso.

— Parece que o destino continua ao seu lado, jovem Ash. — disse Steven.

O medalhão entrou em contato com Cresselia cobrindo-a com uma forte luz que logo cessou. Ela levantou-se com ajuda de Brock, mas algo estava diferente.

— Eu... Eu lembro-me de tudo. — disse Cresselia.

— O que houve Cresselia? — perguntou Ash preocupado.

— Eu mesma derrotarei o Conde das Trevas, ele irá arrepender-se por todos esses anos que fez mal à mim e aos meus amigos. — disse Cresselia.

Cresselia aproximou-se do gigantesco portão da fortaleza e explodiu-o com simples toque. Aquela era a verdadeira força oculta de Cresselia, os exércitos do inimigo rapidamente começaram a agrupar-se em frente ao portão destruído para evitar a passagem dos invasores. A guerra havia começado.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:28 pm

Capítulo 15 – Encontros adversários.

A explosão do portão acontecera de modo inesperado, ninguém esperava ter a entrada no local tão facilmente. Os exércitos do conde tentavam recuperar-se do susto e rapidamente começavam a reagrupar-se em frente aos escombros.

A fumaça da destuição era exalada da fortaleza, até mesmo Kat não acreditava no que estava vendo. Parte das imensa muralhas do mais duro concreto estavam destruídas. O Conde provavelmente não esperava que seus inimigos passassem tão facilmente pelos imensos portões, mas isso era um trabalho que seus capitães deveriam se importar. Até o momento não havia sinal de pokémons com cargos maiores como os capitães ou generais. Os soldados não tinham um líder e por isso pareciam amedrontados e confusos.

Com os três medalhões reunidos parecia que Cresselia revelava sua verdadeira força, por algum motivo ela parecia mais determinada e confiante. Diversos soldados do Conde começaram a dirigir-se ao portão principal, ninguém esperava que aquele poderoso ataque de Cresselia.

— C-Cresselia! De onde você tirou tanta força? — perguntou Ash assustado. A pequena Cresselia costumava ser doce e meiga e era realmente estranho vê-la daquele modo. Parecia que ela tinha preocupação em seus olhos. Um certo receio de que coisas piores pudessem acontecer.

— Ketchum, sua amiga corre perigo, vocês precisam ser rápidos e procurá-la. Sigam-me, precisamos chegar até a sala de Darkrai. — explicou Cresselia. — Kat, você tem alguma tática?

— E-Eu tinha táticas para destruir o portão e entrar na fortaleza, mas agora que voce já fez tudo isso... eu realmente não tenho planos. — riu a felina.

— Ótimo, eu tenho um plano. Preciso que você atraia as tropas de Darkrai para fora da fortaleza de modo que garanta uma passagem segura para mim, preciso chegar até a torre mais alta. Estamos lutando contra o relogio.

Kat não pensou duas vezes e ordenou que seus exércitos entrassem nos portões, Steven tomou frente e derrubou qualquer pokémon que entrasse no caminho. Sua armadura cromada servia como um escudo impenetrável que resistia até mesmo ao fogo; logo todos já conseguiam entrar dentro das fortaleza.

— Estamos aguardando as novas ordens da senhorita, mestra. — disse Takeru.

— Poochy, Erika e Takeru. Levem seus batalhões e sigam até a East Tower. Mantenham a defesa do local e não permitam a passagem de lá para a torre central. Precisamos garantir uma passagem segura par Cresselia e Ash. — ordenou Kat.

— Pode deixar Mestra Kat!! A gente vai acabar com qualquer um que se intrometa no caminho! — disse Poochy confiante.

— Por favor, tome cuidado Kat, não vá fazer nenhuma bobeira, viu? Você precisa estar viva até o final dessa guerra, mocinha. — riu Erika.

— Não se preocupe Erika, estou mais é preocupada com vocês. — riu a Umbreon. — Steven, venha comigo pela Central Tower.

— Certamente milady. A torre central é a mais perigosa e mais defendida. Tenho certeza que encontraremos inimigos poderosos por aqui. — disse o Dialga.

— Vamos abrir passagem e garantir segurança para Cresselia. Lino e William, quero vocês sigam para a West Tower com seus soldados.

— Torre do oeste?? Por quê?? A gente acabou de se encontrar e vocês já me mandam embora?! Deixa eu ficar com vocês, por favor!! Eu quero mostrar minha verdadeira fimportância!! — disse Lino.

— Não Lino. Precisamos distribuir nossas forças pelos três pontos, e a torre central já está forte comigo e Steven. O exército do Conde está dispersado, estão sem líderes e não sabem o que fazer. Seja rápido e faça o seu dever. — disse Kat.

— Caramba, vocês sempre ficam com a melhor parte, garanto que na minha parte não vai ter nada. Eu sempre fico com o resto. Sempre. — reclamou Lino. — Bora William, vamos regaçar essa bagaça.

Os três grupos se separaram rapidamente tomaram suas posições e se separaram, o objetivo das torres do leste e oeste, era garantir a segurança e não permitir passagem de inimigos para a torre central, enquanto Kat e os outros precisariam garantir a chegada de Cresselia até o topo.

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West Side (William e Lino)

Assim que todos se separam, Lino seguiu pelo lado oeste da fortaleza para manter a defesa na área; mesmo machucado, William conseguia derrubar os soldados que tentavam enfrentá-lo. Apesar do exército de Kat ser relativamente menor, eles tinahm mais experiência do que os do Conde, e por isso não caiam facilmente.

Lino agachou-se em meio ao campo de batalha e tocou levemente no chã de modo que uma intensa tempestade de neve fosse criada, congelando qualquer criatura nas proximidades. Sua força era tão intensa que ele podia controlar o frio de modo que só afetasse os seus inimigos, e não os aliados.

— Blizzard. — sussurrou Lino com uma voz assustadora, criando uma ventania gélia que destruía os pokémons despreparados.

— Discharge! — disse o Zapdos, lançando ondas elétricas que acertava a todos os inimigos no local.

Os dois continuaram seguindo seu caminho para finalmente depararem-se com o portão que levava à torre oeste. Algumas dezenas de Poochyenas entre outros pokémons seguiam Lino que mantinha o comando daquele batalhão. quando

— Lino, achas que consegue manter a defesa da torre oeste sozinho? — perguntou William

— Claro que sim, tá me chamando de fraco? Eu deito qualquer idiota que cruzar meu caminho, não importa quem for! — respondeu Lino animado.

— Ótimo. Nos vemos no fim da guerra.

— Ah, sem proble... O QUÊ?? Pra onde tu pensa que vai?? — gritou Lino.

— Eu sei onde situa-se a sala do Conde, conheço cada ponto e passagem secreta dessa fortaleza, eu posso voar até o local e derrotá-lo antes que algo de ruim aconteça com a mestra Dawn. Foi um prazer lutar ao seu lado por um tempo, mas é aqui que nos separamos. — disse a ave.

— C-Calma aí, cara! A Kat falou pra gente ficar junto!! — disse Lino.

— Desculpe, não estou a serviço de Kat. Nessa velocidade eles não serão capazes de salvar a mestra Dawn.

— E o que eu faço?? — perguntou Lino.

— Sobreviva. — em seguida, William desapareceu rapidamente no céu cinzento da guerra. Lino continuou observando seu amigo como se fosse a última vez, ninguém sabe o que pode acontecer em uma guerra, seu final é sempre um mistério.

— Agora eu vou ficar sozinho pra tomar conta do lado oeste inteiro!! Por isso que disse que SEMPRE sobra pra mim. — reclamou Lino, derrubando os soldados que entravam em seu caminho.

O céu começou a ficar ainda mais cinzento, muita fumaça era exalada no céu, as muralhas dentro da fortaleza eram destruídas pelos exércitos de Kat. Uma fina chuva começou cair, afetando a todos na batalha, Lino juntou-se a alguns Poochyenas e derrotou os soldados que guardavam os portões da torre oeste, mesmo sozinho ele ainda precisaria manter a defesa do local, era uma promessa.

— Que raiva desse William, me deixou sozinho com essa cambada de Poochyena, e agora eu vou ter que fazer tudo sozinho. — reclamou Lino.

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East Side (Poochy, Erika e Takeru.)

No lado leste da fortaleza, Erika guiava seus pokémons para que eles pudessem invadir o portão leste e entrar na fortaleza, ela era uma boa líder, seus soldados sentiam-se seguros e lutaria até o fim por sua capitã; a pequena Absol era rápida, e com seus golpes noturnos ela derrotava os inimigos com facilidade.

Takeru possuía muitos poderes para ajudar seus aliados, ele criava barreiras de modo que aumentassem a defesa do exército, enquanto Poochy encontrava dificuldade para derrotar um poderoso Nidoking. Takeru rapidamente protegeu seu amigo com uma barraira, permitindo que Erika aplicasse uma forte mordida que derrubou o pokémon venenoso.

— Eu não precisava da ajuda e vocês, eu teria conseguido de qualquer modo, mesmo assim obrigado pela ajuda. — disse Poochy.

— Aw, aquele desgraçado lançou veneno em mim. — disse Erika, agachando-se no chão pelas dores que sentia.

Takeu rapidamente aproximou-se da primeira capitã e usou suas habilidades de cura para retirar o veneno. O processo era rápido, mas em meio a guerra aquilo deixava-os desguarnecidos. Logo, eles encontravam-se cercados por um grande número de pokémons imigos.

Vendo que estavam encurralados, Erika ordenou que seus soldados tampassem os ouvidos, cantando na sequência uma melodia conhecida como Perish Song, todos os inimigos que ouviram a melodia da Absol caíram derrotados. Aquele era um dos poderes da primeira capitã de Kat.

— Puxa senhorita Erika! Seu ataque foi espetacular! — elogiou Takeru.

— Oh, muito obrigada Takeru. Seus poderes de suporte também são incríveis. Acredito que o veneno tenha diminuido, isso servirá por hora. — disse Erika. — O que achou de meu ataque Poochy?

Erika olhou para o lado e viu seu parceiro derrotado pelo poder de Erika. Perish Song apesar de poderoso também afetava seus próprios aliados, e por isso só era usado em momentos extremamente cruciais.

— Ele é um idiota, mas o pior é que ele é forte e não vai morre com isso. Tragam algumas poções antes que ele morra de vez. Precisamos seguir em frente e garantir a segurança na torre leste. Vamos lá, Poochyenas!

A chuva começou a cair. Takeru, Erika e Poochy conseguiram abrir o caminho de modo que eles garantisse entrada na fortaleza do leste com seus exércitos, porém, eles ainda não sabiam dos perigos que os aguardavam dentro daquelas muralhas. Uma maldade sem medidas...

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Central Side (Cresselia, Ash, Brock, Steven e Kat.)

Steven era como um tanque de guerra, nada parecia poder parar a fúria do grandioso dragão metálico, Cresselia, Ash e Brock seguiam Kat que abria caminho pela torre central da fortaleza. O local estava repleto de inimigos, mas nada afetava Steven, o dragão tinha até mesmo derrotado dois Steelixs que garantiam defesa entre as salsa. Milhares de pokémons voadores tentavam evitar que eles passassem, mas o Pikahu de Ash destruía qualquer um que se aproximasse.

Aquele era com certeza o time mais forte de todos, Kat passava sem nenhuma dificuldade pela torre central, alguns soldados de seu exército iam ficando nas salas anteriores para garantirem a defesa, de modo que a certo ponto só restavam os cinco no grupo.

— Cresselia, eu não imaginava que você era tão forte! — comentou Ash, enquanto todos corriam para subir os corredores e chegar na sala do Conde das Trevas.

— Sinto-me revigorada, é uma senseção estranha, é como se de repente eu me lembrasse de toda minha vida! Mas não temos tempo a perder, sua amiga corre um grande perigo! — respondeu ela.

— Pode deixar!

A um determinado ponto da torre, pareciam que os soldados inimigos começaram a desaparecer, os corredores começavam a ficar desertos permitindo apenas o silêncio macabro de passos apressados.

Steven e Kat continuaram verificando se não havia nenhum inimigo na torre, os corredores eram muito largos de modo que até mesmo o grande Dialga pudesse passar sem dificuldades, parecia que algo ainda maior que Steven morava lá. A cada escada que eles subiam o receio aumentava, estava um silêncio perpétuo, e eles sabiam que a torre principal não estaria totalmente desguarnecida.

O barulho da chuva podia ser ouvido do lado de fora, parecia que uma tempestade de aproximava. Os pingos pareciam canivetes que batiam com força na rocha sólida da fortaleza, o vento cantava uma sinfonia passando pelos corredores.

A sala em que eles entraram era mal iluminada, mas mesmo na escurdião do local era possível ver uma colossal criatura branca nas sombras, alguém que eles certamente já haviam visto outrora. Ao lado do golem jazia um pequeno dragão meio pássaro. Os dois erguiam-se em frente ao portão que dava passagem ao próximo andar e não pareciam dipostos a ceder passagem.

— Sua aventura termina aqui. — disse um pequeno dragão de voz afeminada.

— NÃO PERMITIREMOS QUE VOCÊS PASSEM DESSA SALA. — gritou o golem gigantesco.

Kat e os outros entreolharam-se assustados como se lembrassem que aquele golem gigantesco havia caído no Oceano Frigidum junto do dragão metálico, e antes que qualquer um pudesse perguntar qualquer coisa, Steven interrompeu-os:

— Sim, eu salvei o Gigas.

— EU O AGRADEÇO POR TER SALVO A MINHA VIDA, SENHOR DIALGA. MAS AGORA NOS ENCONTRAMOS NO CAMPO DE BATALHA E VOLTAMOS A SER INIMIGOS. — disse Gigas.

— Olha, nós realmente fomos agradecidos por o que você fez, mas somos extremamente leais ao Conde, e não podemos permitir que passem sem uma batalha. Por favor, compreenda. — disse Latias.

— Compreendo perfeitamente, lady Latias. Eu teria feito o mesmo se vocês tivessem salvado minha vida, eu nunca renúnciaria aos serviços da lady Kat. — disse Steven. — Mas permita-me pedir-lhes somente uma coisa, deixe que Kat, os jovens e Cresselia passem. Eu ficarei aqui sozinho e lutarei com vocês.

— De novo agindo no singular?? Saiba que comigo as coisas acontecem no plural amore, e dessa vez eu vou ficar e lutar ao seu lado. — disse Kat.

— Mas...

— Eu te perdi uma vez, não vou perder de novo.

— M-Mas lady Kat...

— É uma ordem.

Steven riu e concordou, Gigas e Latias deixaram gentilmente que os outros passassem, mas agora eles teriam uma árdua batalha a resolver. Os dois generais do Conde contra Kat e Steven, e nenhum deles estava disposto a pegar leve, todos iriam proteger aqueles que amam até o final.

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(Esta cena ocorre logo depois que Lino e William são derrotados por Ciel e ele foge com Dawn em suas mãos. No decorrer dessa parte é possível perceber o momento em que a Kat chega com seus exércitos e a guerra começa, marcado pela explosão do portão.)



Darkrai observava o sol desaparecer no horizonte, ele sabia que Kat estava escondida em algum lugar daquela vasta planície, pronta para partir com seus exércitos e invadir a fortaleza. O Conde não importava-se nem um pouco com a guarnição, enquanto seus capitães continuavam checando cada ponto da fortaleza.

O céu estava em um tom alaranjado, nuvens cinzentas podiam ser vistas aproximando-se no longínquo horizonte alertando uma possível tempestade, uma serpente esverdeada parecia voar como uma brilhante esmeralda. A criatura vôou até fortaleza rapidamente, o que deixou todos os vigias em alerta, mas Lugia impediu qualquer ataque pois sabia que a serpente não era um inimigo, e parecia que a criatura trazia algo em suas mãos que mudaria o destino de todos.

Ciel vôou até uma das janelas da sala do Conde e explodiu-a de modo que pudesse abrir uma passagem que permitisse sua entrada no local. Ele sanrgrava muito, parecia que acabara de ter uma árdua batalha. A serpente deitou-se no chão completamente destruída e encarou o Conde das Trevas que o observava.

— Você poderia ter usado a porta, não precisava ter destruído minha sala. — disse Darkrai.

— Gosto de chamar atenção, você me conhece. — riu Ciel.

— A que lhe devo sua visita? Fazem anos que não sequer se aproxima dessa fortaleza, por que voltou? — perguntou o Conde.

— Encontrei um tesouro que certamente vai mudar o destino de todos nessa batalha. Reconhece essa garota que trago em minhas mãos? — perguntou Ciel, revelando Dawn que permanecia incosciente em meio a suas garras.

— Ora, parece que ganhei na loteria. — sorriu Darkrai.

— “Ganhei”?Acredito que não. Digamos que você não pode ter “ganhado” sem ter jogado; você pode ter os números, mas eu tenho a única cartela. Eu sei que você tem o Medalhão Negro e precisa dessa garota, assim como eu preciso de seu medalhão. — riu Ciel.

— Você não terá o Medalhão Negro.

— E você não terá a garotinha. Eu estava pensando seriamente em matá-la e usá-la como forma de provocação ao exército adversário, mas acho que ela pode ser mais útil... — riu Ciel. — Então “mestre”, vai querer a garotinha? Sei que temos objetivos parecidos, assim como você eu também desejo acabar com os humanos. Podemos entrar em um acordo.

— Perdi minha confinça em você a muitos anos. Todos perderam. Você é como uma serpente venenosa, pronta para dar o bote, nunca sabemos quando você nos trairá novamente. — respondeu o Conde.

— Puxa, que jeito chato de se tratar uma visita. Acho que vou embora e levar meu jantar. Você nem precisa dela mesmo. — disse Ciel irônicamente.

— Onde encontraste essa garota? — perguntou o Conde.

— Encontrei-a andando por aí com um bando de fracotes. Parecia que ela havia acabado de fugir de sua fortaleza com um de seus prisioneiros, e o pior de tudo, seu “mais fiel” espião estava ajudando-a. Parece que não se encontram bons guerreios hoje em dia. A lealdade de seus exércitos vêem decaindo senhor.

— William estava ajudando essa garota? Mas o que aquele desgraçado pensa que está fazendo? Ele me deve sua vida, fui eu que o salvei da morte. Ele jurou fidelidade! — disse o Conde estremamente irado.

— Fidelidade, você diz? Não existe fidelidade, os fracos procuram ficar do lado de quem está ganhando, e vejo que você perdeu muito da potência que costumava ter. Onde estão seus generais? Esse exército ridículo é tudo que tens? Você será detruído Conde, humilhado! — riu Ciel sarcásticamente. — Sabe, eu estou louco para acabar com a vida de alguém, o que acha de me chamar para entrar nessa guerra?

— Vá embora seu desgraçado. Você não faz mais parte dessa fortaleza.

— Tudo bem. E a propósito, eu vou levar a garotinha, posso fazer muitas coisas com ela. — riu Ciel.

Darkrai encarou a serpente irritado e pensou por um instante. Rayquaza já preparava-se para partir quando o Conde acabou cedendo pela oferta da serpente.

— Espere um pouco Ciel, já não ligo mais para quem esteja no time, faça o que quiser, mate quem entrar em sua frente.

— Ah, era isso que eu queria ouvir. Só faltou o grandioso Conde das Trevas ajoelhar-se aos meus pés. Leve-me até a sala do medalhão e então o ajudarei nessa guerra.

— Quando tudo isso acabar eu mesmo vou acabar com você. — disse Darkrai.

— Então vá para o fim da fila. Metade do mundo quer me ver morto. — riu a serpente, sarcásticamente.

O Conde guiou Ciel até uma passagem secreta em sua sala, o local levava a um estreito corredor que parecia não ter fim. Guiados pela luz de uma tocha os dois começaram a descer as longas escadarias da passagem secreta.

Enquanto Darkrai e Ciel andavam pelos estreitos corredores da fortaleza, Dawn lentamente foi abrindo seus solhos. Ela estava muito machucada, sua cabeça sangrava um pouco e ela não conseguia lembrar-se muito bem do que acontecera no período em que estava incosciente.

— O-Onde estou? — perguntou Dawn com uma voz cansada.

— No corredor da morte. — riu Ciel.

— Cale a boca Ciel, deixe a garota comigo. Você está machucando-a.

— E daí? Ela é humana, não sente nada. Não é isso que eles sempre dizem?? Dizem que as plantas e animais não sentem nada, machucam a natureza e destroem tudo em sua frente, não é isso que eles falam? Eu deveria destruir essa garota com minhas próprias mãos, os humanos são uma raça imunda. — disse Ciel, apertando Dawn cada vez com mais força. A garota sentia muito dor, as garras de Ciel a arranhavam e a machucavam.

Subitamente, uma grande explosão foi ouvida, parecia que algo estava atacando os portões da fortaleza. Nos corredores secretos da fortaleza não era possível escutar-se muito bem o que acontecia do lado de fora, então eles não podiam dizer se o exército de Kat realmente havia chegado.

— Parece que já começaram a batalha. Melhor nos apressarmos. — disse Darkrai.

A feição de Ciel mudara drásticamente, não era possível dizer se ele sorria ou estava preocupado com o que ouvira, ele largou a garota no chão que estava ofegante e muito machucada. A serpente desviou seu olhar e voltou-se para Darkrai.

— Vou ser obrigado a deixá-lo com a obrigação final. Ainda tenho uma batalha a resolver. Logo estarei de volta, não demorarei muito para matar o idoita do seu espião. — Ciel rapidamente abandonou Darkrai e voltou a subir as escadarias do corredor estreito.

Darkrai observou Dawn que gemia um pouco no chão, ela estava cansada, provavelmente Ciel a machucara bastante para que perdesse a consciência. Seus olhos estavam vermelhos e úmidos, ela parecia exausta e com medo.

— Consegue andar? — perguntou o Conde.

— N-Não.. Sinto muita dor... — respondeu a garota com os olhos cobertos de lágrimas.

Darkrai agachou-se na altura de Dawn e pegou-a no colo, levando-a para o local em que ela seria usada como sacrificio junto com o Medalhão Negro.

— F-Foi você que me ajudou na prisão... Não foi? — perguntou ela com uma voz trêmula.

— Não. — respondeu o Conde secamente.

— Foi sim, eu lembro do toque suave de sua mão... Por que você me ajudou aquele dia...?

— Não fui eu que te ajudei... Foi o Kraion. — respondeu Darkrai.

— Kraion...? Ah... Então ele é uma pessoa muito gentil... Agradeça a ele depois, por mim... — disse Dawn ainda chorando.

— Kraion fica muito feliz que você esteja bem. — sussurrou o Conde. — Muito feliz mesmo.

Darkrai chegou em uma ampla sala em que haviam velas e um altar redondo no centro, junto do grandioso Medalhão Negro. Darkrai deixou Dawn deitada no chão e ficou observando-a por um longo tempo como se tomado pela dúvida. Dawn permanecia deitada com seus olhos fechados como se pudesse finalmente descansar depois de longos dias cansativos.

— Eu vou morrer...? — perguntou a garota.

— Vai morrer por um bom motivo, para salvar todos os pokémons do mundo.

— Nossa... Então fico feliz que eu esteja morrendo por algo bom... Sabe, eu o acho muito bondoso senhor Darkrai, tenho certeza que tem seus motivos para querer acabar com os humanos...

O Conde ficou surpreso com as palavras da garota.

— Estás sendo irônica? Os humanos... São injustos e cruéis, se continuarem assim estarão marchando rumo à sua própria destruição. Eles devem morrer antes que acabem com tudo que é bom.

— Todos humanos merecem esse destino...? A inocência de uma criança também? O carinho de uma mãe? O amor de uma amizade? Acho que você está sendo muito precipitado... — disse Dawn ainda deitada, sem conseguir levantar-se por conta de seus ferimentos.

Uma única lágrima caiu dos olhos de Darkrai. Ele sabia que o que fazia era errado, queria vingar-se de todos humanos pelo erro de somente um, aquela não era a forma certa de se pensar, e ele sabia que no mundo ainda existiam pessoas bondosas como Dawn.

— Eu não sei por que eu estou fazendo isso... Eu realmente não sei... — disse Darkrai numa voz chorosa.

— Todos cometemos enganos, mas você ainda têm a oportunidade de concertá-los. — com muita dificuldade, Dawn rastejou-se em direção do Conde e abraçou-o por um longo tempo.

— E-Eu não quero fazer isso. E não vou. — disse Darkrai receoso.

Dawn sorriu e fechou lentamente seus olhos, ela abraçou Darkrai com muito amor e carinho, algo que a anos ele não via, Darkrai exitava se deveria retribuir o abraço ou apenas continuar parado. De repente uma faca surgiu e atravessou o peito de Dawn, alguém havia atacado-a enquanto ela estava abraçada o Conde.

— Lorde Darkrai, eu realmente estou perplexo, o senhor é um ótimo artista. Enganou essa garota direitinho. Agora que temos nosso sacrifício estaremos prontos para destruir o mundo dos humanos. — riu Mewtwo, que segurava a faca que acertara Dawn mortalmente.

— Mewtwo?! O que pensa que está fazendo? — gritou o Conde, segurando o corpo de Dawn.

— Você estava quase sendo corrompido pelas palavras dessa garota, então fui obrigado a matá-la antes que você fizesse qualquer bobeira. Desde o princípio eu soube a respeito de sua segunda personalidade. Kraion sempre foi uma ameça. — disse Mewtwo.

— Bastardo! Quem deu-lhe a ordem de matá-la??

— Ordem? Não és mais meu mestre, eu serei o novo imperador desse mundo. Um novo continente surgirá, onde somente os pokémons mais fortes sobreviverão! Não haverá lugar para tolos, e começarei por você.

— Vai arrepender-se do dia em que traiu-me. — sussurou Darkrai segurando Dawn em seus braços. O sangue escorria por seu corpo, mas as doces palavras da garota haviam despertado a personalidade oculta de Darkrai. Kraion havia ganhado a batalha contra o Conde das Trevas, mas agora sua verdadeira disputa era com Mewtwo.


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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:28 pm

Capítulo 16 – Amigos eternamente.


Central Side (Kat e Steven vs. Gigas e Latias)


A sala parecia pequena na presença de Gigas e Steven, as duas criaturas enfrentavam-se corpo-a-corpo enquanto Latias e Kat disputavam na velocidade. Paredes eram destruídas fazendo com a fortaleza inteira tremesse perante a força da luta de quatro generais. A armadura de Steven protegia Kat dos fortes ataques físicos de Gigas, enquanto a felina tentava derrubar Latias que rapidamente acertava Steven a distância.

O golem colossal socava Steven com punhos de ferro, o impacto fazia o dragão metálico recuar, mas ele não estava disposto a sucumbir novamente, e dessa vez tinha um motivo para estar naquela luta. Proteger a pessoa que mais amava no mundo. Sua mestra e líder; sua pequena irmã e amiga, provalmente a pessoa mais importante em sua vida e que ele daria a vida para estar ao seu lado. Não, ainda não era a hora de desistir.

— Parece enfraquecido lorde Gigas, não estás lutando seriamente comigo? — comentou Steven que encarava o gigantesco golem.

— O SENHOR TAMBÉM PARECE RECEOSO LORDE STEVEN, SE DESEJASSE JÁ TERIA ACABADO COMIGO. ADMITO, TENHO RECEIO EM MEIO A ESSA A LUTA. TEMO EM MACHUCAR A PEQUENA LATIAS. — respondeu Gigas, empurrando Steven e dando um soco em sua armadura metálica.

— Ela é forte o bastante para cuidar-se sozinha, assim como Kat. Não seja brando somente pelo fato de eu ter salvado-o. — disse Steven.

Latias lançava poderes em Kat que continuava esquivando-se com destreza. Steven tentava evitar que o local fosse destruído para garantir uma passagem segura para Cresselia, mas de fato nenhum dos dois generais pareciam usar sua força total, era como se os dois protegessem algo muito importante. Por alguma razão, nenhuma das criaturas pareciam lutar seriamente, os dois apenas tomavam o máximo de cuidado para não acertar Latias e Kat.

Latias lançava poderes psíquicos em Umbreon, mas a gata tinha experiência em batalhas e com isso conseguia esquivar-se com facilidade. Kat aproveitou o corpo do dragão metálico e pulou na direção de Latias que chocou-se bruscamente no chão. Kat estava sob Latias que estava totalmente submissa, ela não conseguia sequer se mover. As duas se encararam por um longo tempo mas Kat tornou a falar.

— Eu poderia acabar com você agora mesmo, mas acho você uma pessoa bondosa... Que não teve a chance de escolher o caminho certo. — disse Kat.

A Umbreon saiu de cima de Latias que continou encarando o teto da fortaleza com uma feição de tristeza. Algumas lágrimas rolaram no rosto da pequena que tentava evitá-las ao máximo pois não queria demonstrar o seu lado fraco.

— Eu não quero lutar, eu nunca quis. Quero que essa guerra acabe. Eu só queria que o Kraion voltasse a ser como era... Eu só queria que ele votlasse a ser aquela pessoa que eu chamava de amigo... — disse Latias numa voz chorosa, sentando-se no chão e tentando esconder as lágrimas.

Gigas parou de lutar instantâneamente, o grande golem correu em direção de Latias e segurou-a em seu colo.

— POR QUE ESTÁ CHORANDO LATIAS? EU DETESTO VÊ-LA TRISTE, QUERO VER UM SORRISO NESSE SEU ROSTO LINDO. — riu Gigas.

— E-Eu não consigo... Só estou com vontade de chorar, é coisa de mulher. Obrigada por se importar Gigas, obrigada mesmo. — respondeu ela, enconstando sua cabeça no amigo.

— ESSA LUTA ESTÁ TERMINADA, VOCÊS TEM PERMISSÃO DE CONTINUAR SEU CAMINHO. — disse Gigas.

— Se a Lady Kat realmente desejasse ela poderia ter me matado. Nós perdemos essa luta. Continuem seu caminho e procurem por Cresselia, vocês precisam ser rápidos e salvar aquela garota. — disse Latias.

— Há de tudo um pouco nas lágrimas das mulheres. — sorriu Steven.

— Latias, você é uma grande general, uma poderosa guerreira que luta pela bondade e pelo amor que ainda prevalece no mundo. Seu nome jamais será esquecido nos contos dos livros de nossa raça. Vocês foram os mais poderosos adversários pois lutaram com o amor. E ganharam. — respondeu Kat.

— Lady Kat, só tenho um último desejo a lhe pedir. Salve o Darkrai, ele já não é como antigamente. — implorou Latias. — Sejam rápidos e salvem a pequena garota antes que seja tarde demais, os inimigos mais poderosos dessa fortaleza ainda estão ocultos nas sombras.

— TEMO QUE NEM MESMO VOCÊS SEJAM CAPAZES DE DERROTÁ-LOS. BOA SORTE. — disse Gigas.

— Faremos de tudo para salvar o Conde. E não descansaremos até que esta guerra tenhha acabado. Nossa batalha termina aqui, foi uma grande luta. — terminou Steven, guiando Kat para os próximos andares para ir ao encontro de Cresselia e os outros.

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East Side (Takeru, Poochy e Erika)

O lado leste estava repleto de soldados inimigos, provavelmente os capitães do Conde localizavam-se lá pois os pokémons pareciam mais confiantes e determinados a não deixarem os exércitos de Kat passarem. O tempo corria, Erika precisava pensar em algo para manter o controle daquela torre. Se eles falhassem poderiam comprometer a segurança de Cresselia na torre central, algo precisava ser feito.

— Poochy, precisamos entrar na torre leste e manter o controle, onde estão seus exércitos? — perguntou Erika.

— O que você acha que eu estou fazendo Erika?? Estou dando o meu melhor, mas o exército do Conde é muito numeroso! Precisamos de uma tática diferente. — respondeu o Mightyena.

Os exércitos do Conde já começavam a ganhar força, de cima dos portões caldeirões de magma eram jorrados para evitar que inimigos se aproximassem. Um calor intenso era exalado de modo que todos evitavam aproximar-se.

— Ai!! Eles estão jogando fogo em nós, que apelação!! — gritou Poochy.

— Não é um calor normal, eu nunca vi um pokémon que fosse capaz de criar um magma tão quente. — disse Erika.

De repente, do alto da torre surgiu um dos capitães do Conde. Era um Heatran, uma criatura que exalava um calor insuportável, provavelmente era devido à sua presença que os soldados do Conde estavam mais organizados.

— Vocês nunca serão capazes de seguir caminho por aqui. Pois a torre leste é defendida por Ignis, segundo capitão destes exércitos. Todos sucumbirão perante essas muralhas, meu fogo queimará a todos! — disse Ignis do alto da muralha.

O magma criado pelo pokémon parecia criar uma espessa camada de rocha que ficava cada vez mais dura, impossibilitando desse modo a passagem dos exércitos de Kat para a torre leste. Era uma tática formidável.

Erika não estava disposta a ouvir desaforos, ela rapidamente pulou em direção da torre e fez seu caminho até confrontar Heatran. Quando dois capitães se encontravam em numa guerra, todos os exércitos paravam para assistir a luta.

Apesar do Heatran ser poderoso e ter ataques titânicos, Erika também usava de suas táticas para derrotar a criatura de fogo. Ela lançava golpes conhecidos como Psycho Cut que pareciam surtir um grande dano no pokémon, cortando até mesmo a rocha sólida das muralhas localizadas logo atrás.

— Você é muito boa para uma mulher. É uma pena que terá que morrer, você seria uma ótima capitã em nossos exércitos. — elogiou Heatran.

— Você também é uma graça, pena que sejamos inimigos. — sorriu Erika.

— Desculpe, mas não vou pegar leve com você mocinha. Lava Plume.

O grande Heatran criou uma imensa cortina de fogo que queimou a todos no campo de batalha, até mesmo seus aliados. O ataque era poderoso e acertou Erika queimando sua pelagem branca.

— Aaah, você me queimou seu desgraçado!! Meu lindo pêlo branco e sedoso!! Psycho Cut!! — gritou Erika.

A Absol lançou seu ataque que acertou Heatran de modo crítico, a habilidade Super Luck combinada com a porcentagem crítica do Psycho Cut forneceu uma grande força capaz de destruir o capitão do Conde. Heatran caiu derrotado. De fato, a ira de uma mulher é mais forte que qualquer coisa.

Absol retornou para próximo de seu exército enquanto os soldados inimigos recuavam pela derrota de seu líder. Mas Erika parecia piorar a cada vez mais, o veneno infringido pelo Nidoking a poucas horas começava a aumentar. Todos já estavam muito machucados e Takeru já não tinha forças para curar tantos soldados.

— Erika, parece que conseguimos manter o controle da torre leste! — disse Poochy.

— Ugh... Os soldados inimigos estão recuando, por que será? — perguntou a Absol.

— Não importa, tente descansar por enquanto senhorita. Descobriremos algum jeito de destruir o magma sólido criado por Heatran e invadiremos a torre leste. — disse Takeru.

Poochy marchava com seus batalhões quando um imenso pássaro surgiu no campo de batalha. A criatura rapidamente vôou na direção de Poochy e acertou-o de modo que fosse abatido instantâneamente. Era um grande pássaro branco que mais lembrava um dragão, e provavelmente era ele que agora estava no comando da torre leste.

— Ignis, estou decepcionado com sua força. Foi derrotado por um bando de vermes inúteis? — debochou o Lugia.

— D-Doom... Eles são poderosos, não podemos permitir que eles conquistem a torre leste, precisamos impedi-los! — disse Ignis.

— Eu os derrotarei e subirei os andares para impedir que Cresselia alcance o Conde. Você ficará aqui e tentará recuperar a honra que perdeu com a derrota. — disse Doom.

Erika e Takeru olhavam atônitos para Poochy que jazia derrotado no campo de batalha, todos já estavam enfraquecidos e não foram capazes de aguentar aos golpes desferidos por Doom. A ave branca alçou vôo e como um tufão, lançou ventanias que derrotou o exército inteiro de Kat. Aeroblast era um dos ataques mais poderosos do primeiro de Lugia, e nem mesmo Erika foi capaz de aguentar tal impacto.

— Mantenha a defesa Ignis. Não deixe que eles revidem, a torre leste precisa ser defendida, uma vez que a torre oeste já foi conquistada. — disse Doom.

— Eu não sabia que a torre oeste já havia sido conquistada. O guerreiro que conquistou-a deve ser realmente poderoso. — disse Ignis — Para onde irá, meu senhor?

— Cresselia e os jovens avançam rapidamente. Eu mesmo irei derrotá-los. — disse a Lugia.

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West Side (Lino)


Tudo ocorria conforme o planejado na torre do oeste, os soldados do Conde recuavam cada vez mais enquanto eram atacados pelos exércitos de Kat. Lino não era um bom líder, ele deixava seus batalhões a própria vontade e lutava somente quando achasse necessário. Em fato, os inimigos confundiam o pequeno Totodile com um simples guerreiro, ninguém imaginava que o crocodilo era na verdade o primeiro general do batalhão.

Os exércitos mantinham o controle na torre oeste, alguns Poochyenas já podiam ser vistos erguendo as bandeiras de Kat como forma de sinalização que aquela área já não pertencia ao Conde. Lino estava encostado em uma das muralhas do local apenas vendo a chuva cair do lado de fora. Estava muito silencioso. E ele achava estranho não ter encontrado nenhum dos poderosos capitães do Conde.

— Eu sempre fico com a parte sem graça do trabalho. Aposto que a Kat e o Steven estão detonando na torre central. — balbuciou Lino, reclamando pelo fato de que a torre oeste fora facilmente conquistada.

— General Lino, nossos soldados estão com dificuldades para abater um guerreiro inimigo, precisamos de sua ajuda! — disse um Houndoom, fazendo sinal de continência ao seu líder.

— Ah, deixa eles. Não se consegue tudo de mãos beijadas, eles precisam apanhar um pouco para ganhar experiência. — respondeu o general.

— M-Mas general, é um guerreiro muito poderoso, acredito que deve ser um dos capitães do Conde. Eu nunca havia visto algo parecido em minha vida.

Um ligeiro sorriso surgiu no rosto de Lino ao ouvir a palavra “capitão”, aquela era a hora de mostrar a sua verdadeira força. Sua vontade era derrotar um dos três generais do Conde, mas um capitão daria pro gasto. O Crocodilo levantou-se e foi guiado até a sala por Houndoom.

No local haviam dezenas de Poochyenas abatidos e outros que continuavam tentando derrotar uma criatura metálica, era um golem revestido de uma armadura sólida impenetrável. Aquele era Stanley, o Registeel que ajudara Lino na fuga da fortaleza.

— Opa, Stanley!! Que bom te encontrar aqui, cara! — riu Lino, aproximando-se calmamente de Registeel.

— G-General!! Cuidado, ele é nosso inimigo! — alertou um dos soldados.

— Que nada cara, esse aqui é meu parceiro que me ajudou a fugir da prisão! — disse Lino dando as costas para Registeel.

Assim que o crocodilo baixou a guarda, Registeel rapidamente lançou um canhão de luz em direção do general que esquivou-se por pouco. Lino olhou para o Registeel assustado pois não entendia o motivo de seu amigo o atacar.

— Carai, sou eu Stanley!! Teu amigo prisioneiro, não lembra? — gritou Lino.

— Todos devem ser destruídos. Louvem o Conde das Trevas. — repetia o Registeel.

— Ei calma aí, eu não vou lutar contigo, tu é meu amigo! — disse Lino.

— Os inimigos do Conde são meus inimigos. — disse o golem metálico, repetindo golpe de luz na direção de Lino. Dessa vez o ataque acertará-o em cheio causando uma imensa explosão. Registeel era o primeiro capitão de Regigigas, mas ele estava muito diferente de quando encontrou-se com Lino da última vez, e o crocodilo sabia que algo estava errado.

— Hah, hah, hah! Essa doeu. — riu Lino, extremamente machucado pelo ataque que acabara de receber. — Acho que eu vou ter que acabar com você de qualquer jeito. Se quer brincar, então vamos “brincar”.

— Serás exterminado por confrontar os planos do grandioso Conde das Trevas. — respondeu Stanley.

Lino rapidamente pulou na direção de Registeel e lançou um poderoso Ice Beam no golem, mas o ataque parecia não surtir efeito. As defesas de Stanley eram gigantescas e nada parecia surtir dano no golem. Stanley posicionou-se ao lado do crocodilo e aplicou um Iron Head que acertou Lino em cheio, afundando-o no chão. Aquele ataque teria esmagado qualquer um, mas Lino segurou Registeel com todas as suas forças e lançou a criatura contra uma parede. Mesmo pesando mais de 200kg, Lino lançou o golem metálico com certa facilidade.

— Faz juz ao seu cargo, pequeno general. Mas não o suficiente. — disse o Registeel.

— Pode vir mermão, tô só aquecendo.

Registeel recuou um pouco e pareceu fazer contato com alguma coisa. Ele ficou parado por um tempo quando de repente as muralhas atrás do golem foram destruídas por outras duas criaturas. Lá estavam Regirock e Regice. Os três capitães de Regigigas reunidos em um só local.

— Fudeu. — sussurrou Lino.

O golem de pedra destruia os Poochyenas que aproximavam-se enquanto Regice congelava qualquer um a distância. Nenhum dos soldados eram páreos para a força dos três golens lendários, Lino estava sozinho naquela batalha.

— Onde estão seus exércitos, pequeno general? Foram todos derrotados? — debochou Registeel.

— O próximo será você tampinha. — riu Regirock.

— Nem mesmo o general dos exércitos de Kat é capaz de derrotar nós três juntos. Somos a muralha dessa fortaleza, e ninguém passará enquanto estivermos aqui. — disse Regice.

— Ora essa, chamou seus amiguinhos porque não consegue me vencer sozinho? Estou decepcionado Stanley. — riu Lino. — Vamos ver se seus parceiros são tão fortes quanto você. Hydro Pump!

Lino rapidamente lançou uma explosão de água na direção de Regirock, mas Stanley e Isaac entraram na frente de seu parceiro recebendo o dano que teria sido letal no pokémon rocha.

— Droga, já vi que vai ser pior do que eu imaginava. — disse Lino.

Regirock e Regice avançaram na direção do pequeno Totodile que esquivava-se com destreza dos lentos ataques dos golens, mas ele não conseguia esquivar-se de três poderosos capitães ao mesmo tempo, e enquanto dois desviavam sua atenção, um terceiro lançava um poderoso ataque.

— Ice Beam. — disse Regice, lançando o raio congelante na direção de Lino. Mesmo sendo um pokémon aquático, o raio de gelo machucara seriamente o crocodilo. Lino tentava arranhar e morder os golens, mas seus ataques físicos não surtiam efeito, e enquanto um protegesse o outro seria impossível progredir.

— Já desistiu tampinha? Quero ouvir seu grito de dor para sentir-me satisfeito. — debochou Regirock, pisando na cabeça do pequeno Lino.

— Cala a boca seu otário, você não passa de um idiota que se esconde nas sombras dos seus irmãos. Se lutasse comigo sozinho eu acabaria com tua raça. — respondeu Lino caído no chão. Aquelas palavras irritaram ainda mais o golem rochoso, fazendo-o pisar cada vez com mais força. Nesse momento alguns reforços de Kat chegaram e rapidamente acertaram os três golens de modo que permitissem a fuga de Lino.

— General, o senhor está bem? — perguntou um Poochyena.

— De boa. Vocês chegaram em uma boa hora. — riu o Totodile.

Os Poochyenas continuavam tentando atacar os golens lendários, mas seus golpes surtiam um dano mínimo.

— Deixa eu acabar com a raça daquele Regirock desgraçado. Preciso que vocês segurem o Regice por alguns segundos. — ordenou Lino.

— Afirmativo senhor! Fico feliz que tenha voltado a comandar seu batalhão. — disse um dos soldados Poochyenas.

Enquanto Regice era distraído, Lino pulou na cabeça de Regirock e preparou um poderoso Hydro Pump para acabar de vez com o golem. Mas antes que o golpe fosse desferido, Registeel surgiu para lançar outro Flash Cannon na direção do crocodilo. A Hidro bomba de Lino falhou, mas por sorte ele também conseguira esquivar-se do canhão de luz.

— Caramba, você continua aqui pra atrapalhar Stanley!! Que saco. — gritou Lino.

— Stanley? Ora, este não é mais o Stanley que você conhecia. Seus circuitos foram modificados para que ele fosse leal ao Conde das Trevas! — disse Regirock.

— N-Não é o Stanley? Como assim?!— perguntou Lino.

— Stanley está morto. Lorde Mewtwo modificou os circuitos de Registeel para que ele se tornasse leal e ainda mais poderoso. E a propósito, se há alguém aqui culpado pela morte do Stanley, esse alguém é você. Quando você fugiu da fortaleza descobriram que Registeel foi quem o libertou.

— O Stanley... O Stanley morreu? — perguntou Lino perplexo.

— Certamente. Todos os dados de suas memórias passadas foram removidas, por isso ele não te reconhece. Eu não sei porque o Registeel decidiu libertá-lo da prisão, mas saiba que o Stanley que você conheceu agora está morto. — continuou Regirock.

Lino caiu no chão de joelhos com um olhar confuso. Stanley fora um grande amigo seu na fortaleza das sombras, e descobrir que seu amigo estava morto fora uma notícia avassaladora.

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Flashback On

Lino permanecia apoiado na porta da prisão que tinha apenas uma pequena janela que dava visão para o lado de fora. Já faziam vários dias que ele via um imenso Registeel sentado em frente à sua cela, tomando conta do prisioneiro.

— Eaí carinha, tudo certinho? — perguntou Lino, tentando puxar assunto com o carcereiro.

— Não. Fique quieto e continue em sua cela. — respondeu Stanley.

— Como é que você consegue ficar parado por tanto tempo? Tô de vendo aí a dias sem comer nada. Cara, tu não come?

— Não.

— Tu não tem fome?

— Não.

— Tu gosta de batatas?

— Não. Por favor, fique quieto e volte para sua cela. — respondeu o golem metálico.

— Foi mal, é que eu tô afim de conversar com alguém. Já não tem mais parede pra mim desenhar e não quero mais contar quantos pedregulhos tem no chão. Tenho que achar algo pra fazer... — comentou Lino.

O pequeno Totodile abriu a bandeja de comida que recebera no dia e começou a comer. Não era muita coisa, mas era o suficiente para saciar a fome de uma pessoa. Lino olhou para um pequeno oniguiri na bandeja e pensou no grande Registeel do lado de fora.

Stanley mantinha-se firme em frente à porta da cela quando sentiu algo sendo colocado em seu ombro. Era um pequeno oniguiri que Lino queria compartilhar.

— Come aí. Aposto que tu tá com fome. — disse Lino.

O grande Registeel olhou para o bolinho de arroz e ficou sem reação, ainda um pouco sem jeito ele agradeceu o crocodilo e comeu com muito gosto.

— Se tu precisar de alguma coisa é só me chamar. Acho que vô tá aqui de qualquer jeito né. — riu Lino.

— Obrigado, pequeno crocodilo. Qual seu nome? —peguntou Stanley.

— Lino Lins, e o teu?

— Stanley. — respondeu o golem.

— Que nome maneiro cara, vamos ser amigos! — disse ele animado.

— Amigos...? — repetiu Stanley meio sem graça, mas em seguida revelando um sorriso meio timido — Amigos...

Flashback Off

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Lino continuava caído de joelhos no chão como se não acreditasse no que acabara de ouvir. Eram tantas lembranças de Stanley pelos longos dias em que ficou na fortaleza... Ele fora seu amigo, e graças ao grande Registeel ele podia sair da prisão durante a noite e manter sua vigia na fortaleza como espião.

Lino olhou para Stanley com os olhos cheios de lágrimas, mas o golem não tinha reação, era como se ele nunca tivesse visto o crocodilo na vida.

— Nossa, seu rosto tá vazando? Decidiu desisitir de lutar? Percebeu que não consegue derrotar-nos, não é mesmo? — debochou Regirock.

— Cara. Agora eu acabo com tua raça. — disse Lino, partindo para cima do golem de pedra.

O ataque de Lino fora tão rápido que nem mesmo os lendários foram capazes de perceber. Com um poderoso Hydro Pump ele derrubou Regirock que chocou-se nas muralhas sendo esmagado pelas pedras que caíam. Lino rapidamente jogou seu corpo contra Regice aplicando um Superpower que destruiu o golem de gelo. Sua ira estava ao máximo, ele derrubaria qualquer um que entrasse em sua frente. Mas ali erguia-se o golem metálico, Stanley lutaria com Lino até o fim.

— Então este é o verdadeiro poder de um dos generais de Kat... — comentou Stanley.

— Tu é próximo Registeel, acho já não posso mais te chamar de Stanley. — disse Lino.

— Serei obrigado a destrui-lo junto com todo seu exército. O Conde ficará feliz com meu sacrifício. — disse Registeel.

O golem metálico recuou alguns metros e ficou parado por um longo tempo. Logo seu corpo começou a brilhar, o que deixou todos na sala em sinal de alerta.

— Ele vai usar Explosion, recuem!! — gritou um dos Poochyenas.

Todos que estavam na sala amontoaram-se para tentar fugir da sala, mas Lino continuou ali parado. Não havia tempo para fugir, o grandioso Registeel explodiria e levaria metade da fortaleza consigo. Lino não pensou duas vezes e pulou na cabeça de Registeel que não reagiu.

— Desculpa cara. — sussurrou Lino, destruindo os circuitos internos de Stanley. O golem imediatamente parou de brilhar e cambaleou um pouco para trás até chocar-se bruscamente contra o chão. Todos os capitães de Regigigas foram derrotados. A torre oeste fora dominada. Os soldados de Kat aplaudiram e ergueram suas bandeiras para sinalizar vitória.

Lino sentou-se ao lado de Stanley e encarou-o com uma feição de tristeza. Para ele fora muito difícil matar seu grande amigo, mas ele sabia que não era sua culpa. Stanley já estava morto. Aquela fora sua decisão.

__________________________________________________________________

Flashback On

— Jovem Lino. — disse o Stanley, ainda em frente à cela da prisão.

— Diga brother. — respondeu o Totodile.

— Quando você escapar dessa prisão. Ainda seremos amigos?

— Porra, claro que sim mermão. Amigos de verdade não se separam, apenas seguem caminhos diferentes. — sorriu o Totodile. — Tu sempre vai ser meu amigo cara, mesmo à distância. Nunca se esqueça de mim cara!!

Flashback Off

__________________________________________________________________

Lino continuava observando o corpo de Stanley que jazia caído no campo de batalha, o golem parecia feliz, é como se um sorriso estivesse estampado em seu rosto. Aquela fora a pior tarefa que lhe fora incumbida, ele desejou nunca ter entrado naquela torre, mas enquanto Lino encarava-o sério ele pôde ouvir algumas palavras sendo pronunciadas com dificuldade.

— O-Obrigado Lino... Por ser meu amigo... — disse Stanley para finalmente desligar-se por completo.

Uma única lágrima rolou no rosto de Lino que abraçou seu amigo pela última vez.

— Até logo, meu irmão. — sorriu ele.

A torre oeste estava conquistada.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:29 pm

Capítulo 17 – Você perdeu


Na torre central, Ash, Brock e Cresselia continuavam seu caminho para chegar na sala principal de Darkrai, eles subiam rapidamente escadas na tentativa de chegar ao local, mas elas pareciam não acabar nunca. Os salões eram vastos e tinham milhares de corredores, mas não havia sinal de sequer um único soldado inimigo, o que os levava a pensar que as duas torres haviam sido dominadas com sucesso.

— C-Cresselia, vamos parar um pouquinho, minhas pernas já estão doendo. — reclamou Ash, encostando-se na parede de um salão para tentar descansar um pouco.

— Mas Ash, precisamos ser rápidos. Assim como os outros, nós não temos tempo para descansar, nossa missão é muito mais importante do que a deles, e se não formos capazes de completá-la seus esforços terão sido em vão. — disse Cresselia.

— Ainda falta muito tempo para salvarmos a Dawn? — perguntou Brock.

— Acredito que não, faltam apenas alguns andares para chegarmos à sala de Darkrai. — respondeu Cresselia.

— Ás vezes eu me pergunto se os outros estariam bem... Quero dizer, não só a Dawn, mas a Kat e o Steven também, o Poochy, o Takeru, a Erika, até aquele crocodilo bobo que eu não lembro o nome... Nesse tempo que ficamos nesse mundo eu ganhei certa confiança em todos, é como se fossemos amigos há muito tempo... Até em você Cresselia, sinto como se eu conhecesse você há muito tempo. — disse Ash.

A pequena Cresselia andou lentamente na direção de Ash e encostou sua cabeça lentamente em seu ombro, tentando dizer palavras de conforto.

— Eu também tenho essa sensação, sinto como se você fosse meu amigo de longas jornadas. Mesmo que nosso tempo junto tenha sido tão escasso, eu sinto que posso confiar em você. — sorriu ela — Vamos Ash, precisamos continuar seguindo em frente.

Ash assentiu e levantou-se para continuar, os três seguiram pelos corredores e continuaram seguindo as longas escadarias que pareciam nunca terminar. O cansaço continuava aumentando mais e mais, quando Ash interrompeu-os novamente para descansarem.

— Impossível, você disse que já estávamos nos aproximando, mas essas escadas parecem nunca acabar!

— Algum tipo de magia está nos prendendo na mesma sala, e de fato, estávamos andando na mesma sala o tempo todo. — afirmou Cresselia, dando conta de algum tipo de magia que os prendia ao mesmo local.

— Como assim? Eu nunca andei tanta escada na minha vida, é impossível nós ainda estarmos no mesmo andar! Que tipo de pokémon possuiria poderes desse tipo? — reclamou Ash, encostando-se na parede.

Cresselia olhou em sua volta e procurou por qualquer criatura que pudesse estar fazendo aquilo, mas não encontrou nada. De repente, uma forte luz emanou fazendo com que os três se encontrassem em um estranho salão negro em um piscar de olhos.

— Humanos são burros, nem mesmo têm a capacidade de perceberem quando estão sendo enganados. — disse uma voz feminina que não podia perceber-se de onde vinha.

De repente, uma pequena fada verde surgiu flutuando em meio à estranha sala, o local tinha inúmeros quadros, no qual cada um parecia lembrar formas misteriosas e sem nexo, em que todos pareciam confundir e iludir a mente humana.

— Vocês parecem assustados, não gostam de arte? Prometo que essa batalha lhes renderá um espetáculo! — ria a fada.

— Quem é você? — perguntou Brock.

— Oh, onde estão meus modos. Eu sou Jenny, Terceira Capitã dos exércitos do Conde das Trevas. Bem vindos ao meu mundo, que logo será o de vocês eternamente.

As formas do quadro pareciam entrar na mente de cada um provocando estranhas alucinações. Sua vida podia passar por seus olhos como se o tempo voltasse lentamente para os piores momentos. Jenny era um Celebi que tinha o poder te controlar o tempo, e usava isso como uma forma de conhecer seus inimigos e confundi-los com alucinações, mas o ataque não parecia surtir efeito em Cresselia, que reagiu.

— Não pense que vou cair em um truque barato como esse. — disse Cresselia, que rapidamente atacou Jenny com uma bola psíquica, fazendo-a distrair-se por um momento de modo que perdesse controle sobre as alucinações utilizadas em Ash e Brock. Assim que os dois puderam se livrar das alucinações, eles pareciam confusos e temerosos com o que acabaram de ver.

O poder de Jenny afetava todos aqueles que não estavam em harmonia com sua mente, mas Cresselia não poderia ser enganado por um ataque psíquico como o Trick Room.

— Kya, hah, hah! Aposto que continua tão fraca e indefesa quanto era antes Cresselia. — disse Jenny — O que você acha que o Medalhão da Luz mudou em você? Do que você acha que ele lhes servirá?

— O Medalhão da Luz é o único capaz de impedir o Medalhão Negro. — explicou Cresselia.

— Errado. Tanto o Medalhão Negro quanto o Medalhão da Luz possuem o mesmo poder de destruição. Ambos são capazes de realizar um desejo, não importa quem o tem em mãos. Tudo depende da pessoa que o manuseia e de suas intenções. — disse Jenny — É por isso eu sigo os ideais do mestre Conde, ele vai construir um mundo perfeito sem pessoas inúteis como esses humanos desprezíveis!

— Cala a boca sua fadinha ridícula, quem esse Conde de merda pensa que é para decidir o destino dos humanos? Pikachu, utilize o Thunderbolt! — disse Ash, que ordenando que seu Pikachu lançasse um Thunderbolt em direção da fada que se esquivou com destreza.

— Isso foi perigoso garoto, melhor ter mais cuidado com damas. Vou fazer você pagar por isso, Leaf Storm!! — disse Jenny, preparando um ataque que foi interrompido por Cresselia que o impediu de ser desferido.

— Sua batalha é comigo Jenny. Psychic!!

O ataque de Cresselia acertou Jenny que ficou atordoada pelo golpe por um tempo, mas por ser do tipo psíquico ela também sabia como evitar esse tipo de ataque com sua mente.

— Você é um problema Cresselia. Acho que terei que matá-la, mesmo que isso seja contra as ordens do Conde. Ele a amava tanto e é assim que você retribui? Tentando matá-lo?

— Cresselia, você amava o Conde? — perguntou Brock confuso.

— Não tente me confundir Jenny, suas palavras não possuem efeito em mim. — disse Cresselia — Eu não amava o Conde, eu ainda o amo. Mas Kraion sofre de um problema conhecido como dupla personalidade. Ele nunca soube dessa segunda personalidade, mas no dia em que a descobriu ela começou a tomar posse de sua mente. Ele iludiu todos os seus amigos e os deixou contra os humanos. Eu amo Kraion, mas o Conde vem tomando posse de sua mente obrigando-o a fazer o mal. É por isso que eu preciso impedi-lo! E não será você que ficará em meu caminho Jenny, Psychic! — disse Cresselia, lançando o poder que acertara a pequena fada em cheio, fazendo-a cair no centro do salão.

— Ugh, você está mais forte do que costumava ser. — murmurou Jenny — Nossa batalha só está começando querida.

Enquanto Jenny e Cresselia preparavam-se para uma árdua batalha, um enorme pássaro branco explodiu uma das paredes do salão entrando violentamente na sala. Agora o céu podia ser visto, junto da forte chuva que caía sobre o chão do salão.

— Chegaste longe demais Cresselia, você e seus amigos não saíram daqui vivos. — disse a ave branca com sua voz manipuladora.

— Doom?! O que faz aqui? Eles são meus adversários não ouse roubá-los de mim, pois esta é minha tarefa! Posso muito bem derrotar Cresselia sem sua ajuda. — retrucou Jenny, irritada pela presença do primeiro capitão.

— Acabo de presenciá-la quase sendo derrotada, como terei confiança em uma criatura fraca como você? És desprezível, não és digna de receber o cargo de terceira capitã.

— O que disse seu filho-da-mãe? — reclamou Jenny irritada.

— Estás fora do grupo. — respondeu a ave branca — Aeroblast!!

Doom sabia que Jenny seria fraca contra ataques do tipo voador, ele logo tomou posição de combate e então lançou um enorme tornado em direção da pequena fada. Jenny foi atingida em cheio sendo lançada contra uma das paredes quase que inconsciente. Até mesmo Ash e os outros foram atingidos pelos fortes ventos do tornado, mas eles tentavam entender porque um inimigo havia atacado seu próprio aliado.

—Que tipo de capitão é você? Você atacou seu próprio aliado! — disse Brock.

— Não admito a existência dos fracos. Os próximos serão vocês. — retrucou Doom.

A ave branca rapidamente voou na direção de Cresselia e segurou-a bruscamente contra as paredes do salão, despertando a ira em Ash que não queria ver sua amiga machucada.

— Solta ela!!

A criatura revidou com o forte bater de suas asas que quase derrubou o jovem da imensa fortaleza, Ash segurou-se por pouco nos escombros da sala, pois cair daquela altura seria mortal.

— Quem você acha que pode derrotar-me? Ninguém pode, nem o Conde pode. Sou a criação suprema de Arceus, vou derrotar o Conde quando eu tiver a chance e mostrarei para o mundo do que sou capaz. — vangloriou Doom encarando Cresselia que estava prensada contra a parede.

— Ugh... O Conde realmente está tendo azar para encontrar subordinados, você é só mais um que pretende passar a perna nele. Eu preferia o tempo que o Kraion não tinha amigos como você. — riu Cresselia — Você não vai encostar um dedo no Kraion, porque eu vou acabar com você.

Doom ficou irritado com a provocação de Cresselia, prendendo-a ainda mais forte contra a parede. Ash não conseguia mover-se direito pelo poderoso golpe que recebera, sua mochila jazia caída ao lado e seu Pikachu não conseguia levantar-se.

Cresselia percebeu as carcaças dos medalhões caídas ao lado da bolsa de Ash. Era o Medalhão do Mar, o Medalhão da Terra e o Medalhão do Céu. Com os poderes mágicos dos medalhões eles foram capazes de criar o Medalhão da Luz, mas eles ainda poderiam ser usados se necessário. Cresselia abriu um sorriso quando viu os pequenos objetos caídos ao seu lado, pois ela sabia do que eles eram capazes.

— Então, ninguém aqui é capaz de derrotá-lo? Eu conheço uma garota que consegue acabar com a sua raça. — riu Cresselia, lançando um golpe em Doom que o obrigou a soltá-la. Ela rapidamente agarrou o Medalhão do Mar e da Terra e começou a pronunciar palavras estranhas em uma língua desconhecida. Era como uma serenata para a lua, a doce voz de Cresselia ecoava por todos os salões da fortaleza como melodia.

Doom não tinha certeza do que os medalhões eram capazes, mas ele temia o pior. Assim que Cresselia terminou a canção a fortaleza inteira foi dominada por um silêncio. Ash e Brock olhavam a sua volta para ver se algo mudara, quando puderam perceber duas figuras surgindo por entre as neblinas das montanhas.

Um ensurdecedor rugido pôde ser ouvido do lado de fora, os soldados inimigos pareciam temer que fosse como o anúncio de trombetas que chamavam por reforços. De repente, de dentro do salão em que Cresselia estava os dois medalhões pareceram invocar algo realmente poderoso. Pouco a pouco um enorme brilho branco começou a tomar forma de um imenso dragão revestido de uma armadura vermelha, enquanto a outra criatura parecia uma baleia mística que flutuava em meio ao local.

Esse era o poder dos Medalhões mágicos, ambos os seus guardiões haviam sido invocados pelo pronunciamento das palavras sagradas por Cresselia. Era Leeca, a Kyogre guardiã dos mares, e Zacks, o Groundon guardião dos das terras.

Doom parecia não acreditar que os dois mais poderosos guardiões do reino haviam sido invocados pelos medalhões. Ash e Brock olhavam para Leeca e Zacks surpresos por saber que na hora em que eles mais precisaram os guardiões surgiram para o auxílio.

— Ora essa, parece que nos encontramos novamente Doom. Obrigado pelo recado Cresselia, cheguei o mais rápido que pude querida. — disse Leeca que acabara de ser invocada pelo medalhão do Mar.

— QUEM OUSA ACORDAR O TEMÍVEL GUARDIÃO ZACKS?? Com minha força vocês serão obrigados a presenciar a fúria dos continentes! — gritou Zacks — AAH! Leeca-chan!! Eu não sabia que você também estava aqui!

O dragão fizera uma aparição triunfal, mas assim que se deu conta da presença da Leeca ao seu lado, ele rapidamente perdeu o controle.

— Zacks?! Meu Arceus, faz tanto tempo que não nos vemos, como vai querido?

— E-Eu vou bem, como vai você minha princesa...? — respondeu o dragão timidamente.

— Ora essa, parece que serei obrigado a derrotar os dois grandes guardiões de Moonlight Realm! Assim que eu derrotá-los todos reconhecerão minha força e então eu passarei a ser o verdadeiro guardião do mundo! — disse Doom.

— Leeca-chan, você está muito linda hoje. — elogiou Zacks.

— Obrigada Zacks, você é um fofo. — respondeu ela — Sempre foi.

— EI!! Não me ignorem como se eu fosse um inimigo qualquer!! — retrucou Doom furioso.

— Nossa, mal educado!! Você sempre foi muito chato Doom, é por isso que eu nunca gostei de você. Faz muito tempo que eu não vejo meu amigo, pode dar um tempinho, por favor? Não está vendo que estou ocupada? — disse a guardiã dos mares.

— Não se preocupe Leeca-chan, eu não vou deixar que nada lhe aconteça!! Vou protegê-la a qualquer custo!! — continuou Zacks.

— Aaaaah Zacks!! Não começa, eu odeio quando você gruda em mim e não deixa eu fazer as coisas!!

Ash rapidamente correu para acudir Cresselia que jazia caída no chão, ela explicou que os medalhões sempre tiveram aquele poder, bastasse saber utilizá-los da forma correta. Três pokémons extremamente poderosos estavam reunidos, e no momento não havia nada que Ash e seus amigos pudessem fazer, a não ser observar.

— Não vou poupar meu tempo com comentários ridículos de um casal de namoradinhos como vocês dois, eu vou derrotá-los agora mesmo. Eu até pensei que seria um grande desafio enfrentar Zacks, o guardião dos continentes, mas vejo que ele não passa de um dragão bobo e sensível. — provocou Doom.

— EPA, EPA!! Não somos namorados não!! Pelo menos não ainda. — gritou Leeca —E tem mais, quem você pensa que é pra falar mal do meu Zacks? Eu não permito que ninguém fale mal dele, ouviu Doom?? Só eu posso falar mal dele.

— Meu Arceus Leeca, você é muito chata. — respondeu Doom.

— O QUEEEEE??? CHATA?! COMO OUSA ME CHAMAR DE CHATA?! Só uma pessoa no mundo pode me chamar de chata Doom, e pode ter CERTEZA que não é você!! — gritou a Kyogre furiosa.

— Hum, quem seria essa pessoa Leeca-chan? — perguntou Zacks timidamente.

— Não, Zacks. Não é você. Você é meu fofo e não pode me chamar de chata; afinal, você nunca conseguiria me chamar de chata. Agora não importa quem é essa pessoa, eu só quero acabar com o Doom para ele deixar de ser folgado.

A ave branca tomou distância e posicionou novamente para lançar seu Aeroblast, com o bater de suas asas um enorme vento foi lançado na direção de Leeca, mas subitamente Zacks entrou em sua frente para protegê-la.

— O que você está fazendo Zacks?? — gritou Leeca.

— Eu não vou deixar que o Doom te machuque, Leeca-chan. — afirmou o dragão, que recebera todo o dano causado pela ave.

— Ah não, primeiro você me chama de chata e depois você machuca o meu Zacks!! Você está pedindo pra morrer, né Doom?! — gritou Leeca furiosa — Vou te ensinar uma lição que você jamais vai esquecer. Water Spout!!

— Eruption. — acompanhou o dragão.

Os dois guardiões uniram seus poderes e lançaram uma poderosa combinação, a fúria dos mares e a força dos continentes foram lançadas na direção de Doom. As defesas da ave branca eram extremamente fortes, mas mesmo assim ele não foi capaz de agüentar a pressão exercida pela combinação de golpes. O dano fora imenso, lançando a ave para fora do salão. A figura da criatura pôde ser vista sendo jogada para fora da torre e caindo como uma estrela cadente. O mais forte capitão do Conde das Trevas estava derrotado.

— Hump. Bem feito, otário. Nunca mexa no que é meu por direito. Né Zacks?— sorriu a guardiã.

— S-Sim, Leeca-chan. — respondeu o dragão.

Cresselia rapidamente correu em direção dos grandes guardiões que agora pareciam mais calmos por terem acabado com Doom. Ash e Brock também fora até os dois para agradecer a ajuda, pois sem eles teria sido impossível derrotar Doom.

— Leeca!! Vocês chegaram na hora certa. — disse Cresselia.

— Minha nossa, como você está machucada, meu bem. Aquele Doom é um babaca mesmo, eu sempre quis encontrá-lo no campo de batalha só pra acabar com ele. Mas você está bem querida? — perguntou a guardiã dos mares.

— Oh sim, graças a vocês dois! Obrigada Leeca, obrigada Senhor Zacks! —agradeceu Cresselia.

— Ei Zacks, que bom que você apareceu na hora certa!! — disse Ash, dirigindo-se ao grande dragão que eles encontraram no deserto há algumas semanas atrás.

— Oh, são os pequenos aventureiros do deserto. Vejo que já conseguiram chegar bem longe em sua aventura. E vocês também entregaram o Medalhão da Terra para a minha Leeca-chan! Eu nem sei como agradecer. — disse o dragão.

— Heh, heh... Que coincidência. O importante é que agora vocês estão juntos! — disse Ash aliviado.

— Leeca, Zacks, nós agradecemos imensamente a ajuda, mas precisamos continuar nosso caminho. Temos que alcançar a sala do Conde antes que seja tarde de mais! — disse Cresselia.

— O tempo de invocação de nosso medalhão é limitado, então é uma pena nós não podermos ajudar mais. Estaremos torcendo para que vocês consigam derrotar o Conde meu bem. Boa sorte querida! — disse Leeca.

— Obrigada pessoal. — agradeceu Cresselia, retomando seu curso até a sala do Conde das Trevas.

Agora que praticamente os três capitães do Conde estavam fora de combate, tudo que eles precisavam fazer era chegar há tempo e salvar Dawn que seria fornecida como sacrifício para o Medalhão Negro, mas agora era uma luta contra o relógio. Será que já era tarde demais?

_______________________________________________________________________

O vento vindo do oeste trazia uma fina camada de chuva vinda das montanhas, o céu começava a ficar escuro sem a presença de sequer uma única estrela no céu, o ar era coberto pelas cinzas e pela fumaça exalada da fortaleza; a guerra continuava e nenhum dos dois lados estava disposto a render-se.

A torre oeste estava sob controle dos exércitos de Kat após a árdua batalha de Lino contra os três capitães de Regigigas, mas Erika e os outros haviam falhado na Torre Leste sendo derrotados por Doom e Ignus. Agora, Cresselia e os outros corriam perigo por não ter proteção total na Torre Central, Steven e Kat precisavam ser rápidos e procurá-los para que nada de ruim acontecesse, mas tudo ainda era uma luta contra o tempo, pois nos calabouços da Fortaleza das Sombras Darkrai lutava contra seu servo Mewtwo.

William não hesitara em abandonar Lino na Torre Oeste, pois sabia que o pequeno general era capaz de manter o controle da situação. A ave voou rapidamente para a mais alta torre na tentativa de salvar sua mestra que se encontrava em algum lugar da fortaleza. O pássaro elétrico conhecia cada esconderijo do local por ter pertencido ao grupo de Darkrai, por vários anos ele fora o espião do Conde, logo, ele sabia perfeitamente onde Dawn poderia estar presa.

William partiu na direção da sala de Darkrai encontrando um enorme buraco em uma das paredes, a ave entrou cautelosamente no cômodo, pois sabia que algo se escondia na escuridão. Uma figura ominosa rastejava por entre as paredes apenas esperando sua vítima distrair-se para lançar seu veneno em sua presa.

— Bem vindo ao meu império Will. — riu a serpente, enrolando-se lentamente no trono que pertencia à Darkrai — Ops, eu havia esquecido que você não pode mais entrar nessa fortaleza, pois traidores são punidos pela eternidade.

— Prefiro viver como um traidor a submeter-me à uma criatura imunda como você. — respondeu William de modo seco.

— Oh, que modos ruins de tratar o anfitrião da casa, acho que serei obrigado a expulsar-te de minha residência. — disse Ciel — Mas quer saber, eu gosto de sua companhia, poderíamos sentar e conversar um pouco. O que acha?

— Eu não estou disposto a argumentar com você Ciel, onde está minha mestra?

— Sua mestra está bem, acho que com melhor companhia do que com você. Mas seja rápido para encontrá-la antes que só encontre um cadáver utilizado como sacrifício. — riu Ciel — Oh, ela estava tão linda há alguns minutos, eu podia ouvir seus gritos de dor e sua lamentação daqui de cima. Foi espetacular, um verdadeiro show! Aquelas lágrimas rolando e não tinha ninguém para confortá-la, onde estava o fiel servo da garota? — riu Ciel, continuando a provocar William aumentando ainda mais sua fúria.

— Você é o cruel Ciel, é como uma serpente que consegue envenenar até mesmo as outras cobras. — respondeu William — Depois que eu acabar com você, eu nunca mais deixarei uma lágrima de dor rolar pelo rosto de minha mestra.

— Ei, ei. Olha só no que eu estive pensando: Eu gosto desse nome: Ciel, o imperador da crueldade. Poderiam até mesmo criar uma música com isso, canções que falem da criatura mais maldosa que o mundo já viu. Meu nome será para sempre lembrado nos livros como o imperador do mal, eu serei uma criatura imortal.

William encarou a serpente com um semblante sério como alguém que não havia gostado nem um pouco do que acabar de ouvir. Ciel parou de rir por um momento e retribuiu o olhar para a ave.

— É por isso que não quero ser como você Will. Quem se lembrará de William nos contos? Somente mais um soldado na grande guerra da Fortaleza das Sombras, você morrerá como um nada Will, seu nome cairá no esquecimento e seus restos serão varridos pelo vento. — disse Ciel em um tom sério.

— Você está errado Ciel, tenho certeza que vão lembrar-se de meu nome nas histórias. “William, aquele que matou o Imperador da Crueldade.”

A serpente não gostara nem um pouco do que ouvira e rapidamente atacou William que se chocou contra uma das paredes da sala. Antes que Ciel pudesse aplicar um segundo golpe William rapidamente paralisou-o por alguns segundos para poder escapar.

William voou rapidamente para fora da sala sendo acompanhado pela serpente logo atrás, ambos eram extremamente rápidos e os pingos da chuva pareciam canivetes quando caiam sobre seus corpos. Na fumaça negra exalada no céu tudo que se podia ver eram clarões imensos, relâmpagos que saíam vorazmente das nuvens. Zapdos fora muito esperto em sair da sala, o céu era seu próprio ambiente, e ele poderia usar da chuva como benefício próprio.

— Ah, você também não adora a chuva Will? Para mim é como a lamentação de Arceus, suas lágrimas caem sobre a terra pela tristeza com toda essa guerra e matança. Não é lindo? Adoro essa tristeza. — riu Ciel, voando por entre as nuvens negras como se brincasse numa montanha russa.

— Você vai pro inferno seu desgraçado. Arceus não choraria por pessoas imundas como você. — respondeu William.

Ciel parou novamente e encarou a ave.

— Tome cuidado com o que fala pequeno, você não conhece Arceus, não sabe se lutará pelo bem ou pelo mal. As coisas são estranhas... — disse Ciel agora num tom sério — Diga-me Will, o que é certo e o que é errado? Você consegue me explicar? Não seja tão rápido para julgar alguém que não conhece, você não sabe do que Arceus é capaz.

William jã não queria mais ouvir os desaforos de Ciel, ele rapidamente voou contra a serpente lançou toda eletricidade que conseguira. A chuva aumentara ainda mais sua potência fazendo com que Ciel fosse lançado contra as muralhas da fortaleza.

A serpente não desistia, parecia que ele gostava de sofrer, Ciel ria enquanto encarava a fúria no rosto de William, pois parecia que ele gostava de ver a ira sendo exalada do olhar da ave.

— Ei Will, ainda estou vivo. — provocou Ciel, caído entre os destroços da muralha.

— A morte é muito boa para você Ciel. Você será punido da pior forma que uma criatura pode sofrer. — respondeu William.

— Se eu continuar vivo, vou continuar tirando vidas e recuperarei minhas forças. Acho que você deve aproveitar o fato de que eu já estou cansado e sem energias. Me mata. — provocou ele novamente.

— Sua hora ainda não chegou Ciel. — retrucou a ave.

William sentou-se ao lado de Ciel que continuou caído entre os destroços da muralha, os dois estavam muito machucados, mas pareciam amigos conversando calmamente lado-a-lado em meio àquela grande guerra.

— Você não lutou sério comigo, não o vi usando nem sequer um por cento de sua verdadeira força. Perdeste a vontade de lutar? — perguntou William.

— Heh... Mesmo que eu morra, nós já ganhamos essa guerra. Mesmo que o Conde morra, nós já ganhamos... Mesmo que a fortaleza seja destruída e nenhum soldado tenha forças para continuar de pé, nós já ganhamos. Você perdeu William. O Medalhão Negro e um sacrifício... Nem mesmo Cresselia pode nos parar agora. — riu Ciel com sua voz sarcástica, fechando seus olhos e descansando um pouco da batalha que tivera — Você perdeu.

Nesse mesmo instante William percebeu o que acontecia, e finalmente as palavras de Ciel fizeram sentido. Agora poderia ser tarde demais para salvar sua mestra. Talvez agora já fosse tarde demais para salvar o mundo.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:30 pm

Capítulo 18 – Um desejo.


Ash sentia seus passos ficando mais pesados a cada degrau que era deixado para trás, o cansaço de minutos passados já não estava presente, pois a ansiedade de chegar logo ao seu objetivo era maior. Ninguém ousava dizer nada, os pés dos jovens pareciam mover-se automaticamente em meio aquela interminável escadaria; Cresselia continuava mergulhada em seus pensamentos apenas esperando o momento em que poderia finalmente reencontrar-se com Kraion e colocar um ponto final naquela história.

O último degrau já ficava para trás, assim que chegaram no local desejado Brock apoiou-se sobre seus joelhos para tentar recuperar seu fôlego. Agora Ash não estava cansado, pois a inquietude de rever sua amiga era muito maior. Cresselia lançou um rápido olhar pela sala que costumava ser de Darkrai e imediatamente avistou a passagem secreta que provavelmente levaria ao local em que seria realizado o ritual. Ela suspirou e olhou para Ash na sequência.

— Chegamos à última batalha de nossas aventuras. O momento final se aproxima... — suspirou Cresselia.

— Tudo isso parece estranho e falso... Agora que estou aqui sinto um aperto em meu coração, sinto como se não houvesse mais esperança e que tudo tivesse acabado... É uma sensação estranha, ao mesmo tempo que quero lutar e terminar com tudo isso, também tenho medo que tudo acabe mal. — comentou Ash pensativo.

— Cabe a você trilhar o seu destino Ash. Os pensamentos negativos atraem coisas negativas. Eu não desistirei enquanto estiverem ao meu lado, se você não tem forças para seguir por você mesmo, faça isso por seus amigos. Faça isso por Dawn. — aconselhou Cresselia, dando um leve abraço no garoto — Obrigada por tudo que vocês fizeram por mim, vocês foram as melhores pessoas que conheci em toda minha vida.

— Vamos terminar com essa história Cresselia, de uma vez por todas. — assentiu o garoto.

Assim que os jovens estavam para descer as longas escadarias que levariam até o subsolo secreto, uma grande ave surgiu e entrou na sala de Darkrai por uma das janelas destruídas do local. Era William, que carregava seu amigo Lino em suas costas.

— Aí cambada, sentiram falta de mim? — gritou Lino, que pulou das costas da ave que parecia voar com dificuldade.

William parecia extremamente cansado ao chegar no local, e assim que pousou ele imediatamente colidiu contra o chão sem mesmo agüentar ficar de pé. Cresselia e os outros rapidamente correram para ajudá-lo, mas ao mesmo tempo que estavam preocupados eles também estavam felizes por ver que os dois ainda estavam vivos. Ao mesmo tempo em que a ave chegou na sala de Darkrai outros dois conhecidos também alcançavam o local. Kat subia rapidamente as escadarias enquanto Steven tinha dificuldade para fazer seu caminho entre os estreitos corredores da fortaleza, mas logo os dois grandes generais chegavam à sala final junto de seus amigos.

— Ash, Brock, Cresselia! Fico feliz em saber que vocês estão bem. Leeca e Zacks avisaram-nos de que vocês estariam aqui, então viemos o mais rápido possível. — disse Kat.

— Opa, se não é a minha gatinha preferida!! — disse Lino orgulhoso — Como tu tá chefinha? Viu só como eu cumpri meu dever e protegi perfeitamente a Torre Oeste?

— Minha nossa, você está muito ferido!! — afirmou Kat preocupada.

— O quê? Ah, isso não é nada. É que eu tive uns probleminhas e tudo mais, sacumé, tive que derrotar três adversários poderosos! — vangloriou-se Lino.

— Eu não estava me referindo a você Lino, eu me referia ao William. — disse Kat, correndo em direção da ave que continuava caída.

William ainda estava extremamente ferido pela primeira batalha com Ciel, os remédios de Kat no acampamento melhoraram a dor temporariamente, mas agora os ferimentos e o cansaço voltavam a ficar evidentes na ave.

— William, consegue se mexer? — perguntou Kat.

— E-Eu preciso salvar a mestra... Precisamos salvar o mundo antes que seja tarde d-demais... — disse o pokémon com dificuldade.

— Vixi cara, tu tá mal mesmo. — comentou Lino, recebendo um olhar de reprovação de Kat.

— Eu não tenho meus medicamentos em mãos no momento, é melhor você repousar e evitar esforços, William. Temo que seus ferimentos fiquem piores se não forem tratados. — disse Kat.

— Eu estou bem, não estou ferido... — disse ele com dificuldade — Por favor, precisamos ser rápidos e descer até os aposentos secretos da fortaleza, antes que seja tarde demais.

Kat assentiu e logo reuniu o grupo para que eles pudessem finalmente entrar na batalha final, a última luta que decidiria o destino entre o mundo dos humanos e dos pokémons. No momento todos estavam presentes no local, com excessão dos três capitães que tinham sido derrotados na Torre Leste, entretanto, os mais poderosos guerreiros estavam presentes e prontos para qualquer desafio.

— Senhores, saibam que foi um privilégio poder lutar ao lado de vocês por todos esses anos. Tenho um carinho especial por cada um de vocês e sei o quanto são poderosos, mas não posso prever o futuro e dizer com precisão se sairemos vivos dessa batalha. — disse Kat — Obrigada Steven, por sempre ter acompanhando-me e ficado do meu lado quando mais precisei.

— E mesmo nesse momento decisivo eu continuarei seguindo Vossa Majestade até o fim. — disse o dragão.

— Eiii, por quê meu nome não veio primeiro?? — perguntou Lino furioso.

— Por quê você é o cara mais chato, irritante, imprudente, estúpido, idiota, orgulhoso, entre diversos outros adjetivos que se apropriam à sua personalidade... — respondeu Kat, deixando Lino com uma feição de espanto — ...E é por isso que você é o meu melhor amigo que eu amo tanto. — sorriu ela.

— Eu não sei se eu dou um soco na tua cara, ou se agradeço o “elogio”. — riu o crocodilo.

Cresselia preparou-se então para descer ao subsolo com os outros. William andava com dificuldade enquanto era auxiliado por Brock, pois mesmo que ele estivesse muito machucado, Kat sabia que sua lealdade por sua mestra era muito grande, e ninguém o impediria de participar da batalha. Steven descia com dificuldade as longas escadarias que levariam até o local, mas que ainda assim era possível fazer seu caminho pelos estreitos corredores que pouco a pouco pareciam espremê-los entre as paredes.

Tudo que se podia ver eram as tochas seguradas por Kat e Cresselia que guiavam o resto do grupo. As marcas do tempo eram evidentes nas paredes, o que dava idéia de que o local era pouquíssimo usado. Ninguém sabia o que encontrariam lá, não sabiam se já era tarde para qualquer coisa, não sabiam se haveria um exército de inimigos no local... Todos estavam cobertos pela ansiedade e pela angústia. A pergunta que não calava em suas mentes: O que os esperava naquele local?

A escadaria havia chegado ao fim, logo o ambiente começou a ficar mais iluminado pela grande quantidade de tochas que emanavam um misterioso fogo de cor azulada. A sala era muito ampla, fazendo com que até mesmo Steven parecesse pequeno no local, o teto parecia não ter fim, sendo que tudo que podia ser visto nos andares superiores era a escuridão interminável. Ash procurava por qualquer sinal de Dawn, mas não podia ver nada. Enquanto ao longe era possível perceber que Darkrai enfrentava Mewtwo com todas as suas forças.

— Kraion!! — gritou Cresselia, interrompendo a luta no mesmo instante.

Darkrai parecia não acreditar em quem estava diante de seus olhos, sua cabeça continuava em guerra com o Conde, sua segunda personalidade; por um lado ele estava extremamente feliz por ver sua amada, enquanto o outro era coberto pela ira querendo liberar-se daquele corpo que o prendia.

— Ora essa, parece que teremos um pequeno público para presenciar o fim do mundo. — disse Mewtwo.

— Ei, vocês aí!! O que fizeram com a Dawn? — precipitou-se Ash, encarando os dois inimigos com fúria.

— Dawn? Oh, refere-se àquela garotinha? Ela está no centro do altar caso queira vê-la, tenho certeza que você ficará muito feliz em ver que ela está bem. — mentiu o pokémon humanóide.

Kat tentou impedir que o garoto subisse até o local, mas Ash não podia mais conter-se em ver a garota. Ele rapidamente subiu na plataforma e deparou-se com um corpo estendido no chão. O corpo de sua amiga. Ele já não podia ouvir a respiração nem o batimento do coração da garota, por um momento o mundo pareceu parar, ele não sabia se o que estava diante de seus olhos era verdade, e por um momento quis acreditar que tudo não passava de uma grande mentira. Ele ajoelhou-se ao lado da garota que tinha a pele gélida, os minutos pareceram parar por um instante, o tempo já não fazia sentido, e todas as esperanças haviam acabado. Ele não importava-se com o mundo, não importava-se consigo mesmo nem com ninguém. Tudo estava acabado.

Ash não ousava dizer nada, era evidente a feição de tristeza e decepção estampada em seu rosto. Ele abraçou o corpo da garota que permanecia estendido no chão e por lá ficou. William também ficara atônito ao perceber que sua mestre estava morta, Lino soltou um grito de raiva disposto a matar aquele que fizera aquilo com sua amiga, mas Kat o segurava para que o general não perdesse o controle. Todos ali estavam chocados, apenas Cresselia continuava a trocar olhares com Darkrai que não mostrava nenhum sentimento em meio aquele triste momento.

— Kraion... — sussurrou ela novamente, não recebendo resposta de Darkrai.

— Bom, será que agora eu poderia iniciar meu momento triunfal e acabar com o mundo, ou será que você vai continuar trocando olhares românticos com sua namorada? — provocou Mewtwo.

— Cale-se criatura imunda. Dark Pulse. — disse Darkrai, lançando uma onda negra que acertou Mewtwo fazendo-o ser lançado contra uma das paredes. Lino rapidamente pulou em direção da criatura e segurou-o pelo pescoço dando um forte soco em seu rosto, era a primeira vez que Kat via seu amigo tão irritado.

— Você vai queimar no inferno desgraçado, e depois que eu te matar eu volto pra te buscar só pra te matar de novo!! — gritou Lino, dando outro soco na cara de Mewtwo que parecia não sentir dor, ele apenas ria de forma cínica o que deixava o general ainda mais irritado.

— Hah, hah, hah!! Vocês já perderam otários, o mundo de vocês acabou! Todos serão consumidos e presenciarão o próprio fim, eu ganhei!! Hah, hah, hah! — ria Mewtwo, que continuava recebendo os constantes golpes de Lino que parecia não exaustar-se.

Cresselia andou lentamente em direção de Darkrai que continuava imóvel, apenas fitando-a. Ela tocou levemente na mão da criatura e olhou profundamente em seus olhos, ela sabia que Kraion era mais poderoso que o Conde, e ele conseguiria vencer a guerra em sua própria mente. Ela acreditava em Kraion e sabia que ele ainda poderia salvar o mundo.

— Kraion, ouça a minha voz. — sussurrou ela — Você precisa impedir que esse sacrifício seja feito, você sabe que os humanos não merecem esse destino. Eu sei que você não é responsável por tudo isso que está acontecendo, eu sei que você tem bondade em seu coração.

Kraion apenas continou observando Cresselia como se em sua mente ele travasse uma terrível batalha com sua outra personalidade. Ele apenas mantinha-se quieto, mas Cresselia continuava a falar.

— Kraion, eu acredito em você. — disse ela, abraçando a criatura das sombras que ficou sem reação.

Por um momento até mesmo Kat acreditou que tudo estava resolvido, os olhos de Kraion fecharam-se por um instante e ele abraçou suavemente a moça, mas logo em seguida pôde-se perceber algo estranho em seu olhar.

— Vocês perderam Cresselia. — disse Darkrai dando um soco na criatura que chocou-se bruscamente contra o chão.

Kraion perdera a guerra em sua própria mente permitindo que o Conde saísse uma última vez. Darkrai aproximou-se do local em que o corpo de Dawn estava e ergueu o Medalhão Negro, pronúnciando na sequência um estranho ritual que deu início ao feitiço do medalhão.

Kat rapidamente pulou no altar e retirou Ash do local que permanecia imóvel, o garoto não tinha expressão, era como se ele não ligasse para sua própria vida. Ele gritou com todas as forças para não afastar-se do corpo da garota, mas Kat não estava disposta a deixar que o jovem morresse sem motivos, Dawn já estava morta, e não havia nada que ele pudesse fazer. Mewtwo continuava rindo enquanto repetia o fato de que eles haviam perdido. Toda a sala estava dominada pelo clima do ritual que Darkrai pronúnciava.

— O Medalhão Negro... Reunido pelo sangue de um sacrifício... Um desejo será concedido. — pronúnciou o Conde com sua voz maléfica — O mundo será meu, todos os fracos e oprimidos serão extintos, todos os humanos desaparecerão, apenas os fortes permanecerão vivos! Arceus, eu o convoco para que realize meu desejo!!

Assim que Darkrai terminou o pronúnciamento, o local foi dominado por um silêncio mortal. A fumaça que era exalada pelas tochas de fogo azulado começaram a tomar forma de uma gigantesca criatura. Steven observava surpreso a presença da mais poderosa criatura do mundo pokémon, todos pareciam não entender o que estava se passando naquele momento, mas eles tinham certeza de que era Arceus, o pokémon supremo, que erguia-se diante de seus próprios olhos.

— Arceus, o criador pokémon! Realizando todos os rituais previstos pelo povo antigo eu o invoco para que realize um único desejo meu! A reenconstrução desse mundo, onde os fracos não poderão viver! Você lutará por nós!! — disse Darkrai.

A criatura mística apenas observava cada um que permanecia imóvel perante o pokémon lendário. Todos eram cobertos pela dúvida, pois todas as lendas diziam que Arceus era uma criatura boa, e ele nunca lutaria pelo mal.

— O Arceus nunca lutaria pelo lado do mal!! — gritou Kat chocada.

Por um momento tudo que Ciel dissera para William começou a fazer sentido, cada palavra da serpente começara a fazer sentido para a ave que agora estava diante daquele momento crítico.

“Você não conhece Arceus, não sabe se ele lutará pelo bem ou pelo mal. Diga-me Will, o que é certo e o que é errado? Você consegue explicar-me? Não seja tão rápido para julgar alguém que não conhece, você não sabe do que Arceus é capaz.”



O pokémon supremo desceu seu olhar para Darkrai que o louvava como uma criatura sagrada, ele lentamente fechou seus olhos e no momento em que os abriu eles estavam dominados por uma cor negra e sem brilho.

— Seu desejo será realizado. — pronúnciou Arceus.

Steven não esperou que o pokémon lendário começasse a destruição do mundo, Kat tentou impedir que seu general avançasse em direção do pokémon supremo, mas ele estava disposto a morrer tentando. Todos agora estavam confusos, por toda a vida acreditaram em algo que agora era desmentido diante de seus olhos. O pokémon criador destruiria o mundo que ele mesmo criou.

— É assim que revolverás nosso destino Arceus? Por caíres nas mãos de um prepotente, a vida de pessoas inocentes será tirada. Quem pensas que é? — gritou Steven furioso, acertando Arceus que parecia não sentir nenhum de seus golpes.

— Os humanos vêm me decepcionando muito ultimamente. Serás exterminado com essa raça por opor-se às minhas vontade. — disse Arceus, lançando um único raio que pareceu cortar toda a armadura metálica de Steven ferindo-o gravemente.

— D-Desgraçado!! Como você pode ser tão cruel?! — gritou Kat.

A gata parecia atônita ao ver seu amigo sendo derrotado com um único golpe, ela rapidamente avançou na direção de Arceus que não podia ser acertado por nenhum ataque que a gata desferisse. No desespero e na raiva ela começava a perder a noção do perigo, Arceus acertou-a com um único golpe que a lançou contra uma das paredes que foi destruída completamente.

— Filho da mãe, acha que pode tirar meus amigos de mim sem mais nem menos? Vai se ferrar cacete, eu vou acabar com tua raça! — gritou Lino.

— E no fim de tudo Ciel estava certo... Não devemos confiar em quem não conhecemos, mas se até mesmo ele foi derrotado eu não vejo o por que de nós temermos alguém como você! — disse William.

Lino subiu nas costas de William e os dois partiram na direção do pokémon supremo, com suas combinações de ataques mais poderosos eles foram capazes de acertar Arceus que cambaleou por um momento, mas em um instante de distração, Mewtwo rapidamente derrubou-os no chão com seus moviementos psíquicos.

— Não pense que vou deixar vocês interferirem nos meus planos agora que ele foi realizado. Vou te mandar pro inferno, baixinho. — disse Mewtwo, pisando na cabeça do crocodilo que gemia de raiva.

William retomou seu vôo e tentou mais uma vez atacar Arceus, mas o pokémon supremo revidou lançando um raio de luz que acertou diretamente na asa da ave, fazendo-o cair no chão aos gritos de dor. Cresselia observou Ash que permanecia imóvel tentando ser consolado pelo amigo Brock ao lado. Cresselia presenciava cada um dos mais poderosos guerreiros do reino serem derrotados, ela sabia que agora ninguém mais poderia derrotar Arceus. Tudo estava perdido.

"Por um momento eu acreditei que fosse a salvação de todos os males do mundo. Eu quis acreditar que desse modo tudo estaria resolvido e o bem venceria no final. Foi como encontrar-se pessoalmente com meu maior herói, sempre tive a curiosidade em saber como seria encontrar a pessoa que eu sempre acreditei e depositei minha confiança. Mas agora que estou aqui enfrentando a realidade percebo que nem sempre as coisas são como os contos de fada, às vezes nossos heróis não são como quem imaginamos, e enfrentar tudo aquilo que acreditamos a vida toda é um grande desafio. Mas mesmo que nossas expectativas sejam frustadas, ainda temos nossos amigos ao nosso lado para ajudar-nos a erguer-se e enfrentar os desafios. É por isso que eu não vou desistir antes do final, eu não vou."

Cresselia abriu seus olhos e retomou consciência depois de alguns segundos mergulhada em seus próprios pensamentos, mesmo que as esperanças pareciam ter acabado ela não desistiria, e lutaria até o fim.

— Você pode realizar seu desejo Conde das Trevas, mas eu também vou realizar o meu. — disse Cresselia.

Ela colocou sua mão em seu peito e de lá pareceu retirar um medalhão que brilhava intensamente. Aquele era o Medalhão da Luz, aquele capaz de combater todas as forças negativas exercidas pelo medalhão oposto, mas agora que Darkrai tinha o pokémon supremo ao seu lado quem seria capaz de derrotá-lo?

— Eu desejo que o mundo não seja destruído. — disse Cresselia.

O Medalhão da Luz rapidamente emanou um forte brilho e desapareceu, na mesma sala em que eles estavam as tochas azuis começaram a apagar-se e emanar uma fumaça cinzenta que começou a tomar forma de uma nova criatura. A sombra evitava aparecer completamente, e viajava entre a escuridão como uma ilusão para todos ali presentes. Era como uma serpente negra adornada em detalhes vermelhos, coberta de uma armadura dourada com detalhes prateados, a criatura tinha asas para que pudesse locomover-se mais rápido entre a imensidão daquele local. Nem mesmo Cresselia parecia acreditar na criatura que fora invocada pelo Medalhão da Luz. Era Giratina, o pokémon renegado.

— O tempo está passando... Nossa existência não é nada mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão. Parece que nos reencontramos novamente, Arceus. É melhor que temas a escuridão, pois eu também sou o escuro da noite. — disse Giratina.

Kat tentou levantar-se com dificuldade assim que avistou a criatura renegada, era algo estranho, pois o pokémon supremo lutava pelo mal e a criatura mais maldosa lutava pelo bem.

— O G-Giratina está do nosso lado...? Mas ele é uma criatura das sombras, por que está ajudando-nos...? — perguntou Kat com dificuldade.

— Não podemos julgar alguém que não conhecemos. Até mesmo as criaturas mais malvadas do mundo também possuem seus ideais. — disse William que jazia caído ao seu lado.

Arceus encarou Giratina com desgosto, a cobra renegada parecia animada em poder encontrar a criatura em um campo de batalha, o que irritava ainda mais o pokémon da luz.

— Olá irmão, como vão as coisas por aqui? Vejo que está criando bastante discórdia, será que eu poderia juntar-me à festa? — riu a cobra fantasma.

— O que faz aqui Giratina? Não deverias ter deixado o Reino de Spiritum, não lhe é permitida a saída. — respondeu Arceus.

— Oh, tu me conheces. Eu tenho estado muito entendiado em meu reino amaldiçoado, então resolvi dar uma saída só para causar discórdia. Vivo para contrariar-lhe, sabes disso. — riu a criatura.

— Não interromperás meus planos Giratina, os humanos devem ser destruídos. — disse Arceus.

— Sério? Hm, isso parece legal, mas estranho ao mesmo tempo. Quando sou eu quem quer destruir os humanos você discorda, agora que você quer acabar com eles eu serei obrigado a contrariá-lo.

— Não terás coragem... — balbuciou o pokémon.

— Vou acabar com você. — encarou Giratina.

Ambos pokémons supremos iniciaram uma intensa batalha, o poder de luta dos dois fez com que todos os outros fossem quase que varridos para fora da arena de batalha. Cresselia continuava parada, quando Darkrai surgiu ao seu lado e rapidamente começou a atacá-la, a batalha final estava iniciada.

— Pronta para viver eternamente na escuridão? — falou Darkrai, atacando a mulher que apenas se defendia dos poderosos ataques da criatura sombria.

— Não pense que desistirei antes do fim, enquanto eu estiver ao lado dos meus amigos eu acabarei com seus planos. Não existe lugar para você nesse mundo, Conde. — respondeu Cresselia.

Giratina parecia apenas provocar Arceus que já perdia a paciência com as brincadeiras da serpente que não lutava a sério. Do mesmo modo que os ataques normais de Arceus não eram efetivos na criatura fantasma, os ataques de Giratina também não acertavam seu oponente. Era uma luta que jamais teria fim.

— Vivendo para começar uma revolução a cada minuto... Sabe Arceus, eu adoro as guerras e a discórdia, mas por algum motivo eu desejo fazer o bem hoje. Quero que todos os humanos vivam e sejam felizes para sempre. — provocou a criatura.

— Tu és ridículo Giratina, vives para contrariar-me. Não existem “felizes para sempre”, isto é fruto da imaginação dos seres humanos. — respondeu ele.

— “Felizes para sempre”. Passei a adorar essa frase. — riu Giratina — Só me explique uma coisa irmão: Quem está errado nessa história? Tu criaste os humanos e do dia para a noite decidi acabar com tudo.

— Dá-me nos nervos irmão, eu lhe dei a chance, mas agora é tarde. Não me culpe quando eu derrotar-te. — disse Arceus.

— Não se eu acabar com você antes.

Steven lenvantou-se com as forças que lhe restavam e andou em direção de Kat que também jazia deitada no chão pelo cansaço. Eles apenas observavam a luta final que parecia nunca ter fim.

— Kat, precisamos fazer algo, essa luta nunca terminará. — disse o dragão.

— M-Mas não fomos capazes de causar dano em nosso inimigo, Arceus é muito poderoso. — respondeu a gata.

— Eu sacrificarei-me e usarei de todas as minhas forças para ajudar Giratina nessa batalha, foi uma honra serví-la, milady. — respondeu ele.

Kat soltou um grito de preocupação e rapidamente abraçou as pernas do gigantesco dragão, seus olhos agora estavam cobertos de lágrimas e sua feição era de tristeza. Ela não deixaria que Steven partisse novamente.

— Eu não vou deixá-lo ir, Steven!! — gritou ela com os olhos encharcados de lágrimas — Por favor, não me faça vê-lo partir novamente, não me faça ver cada amigo meu sendo morto, fique ao meu lado!! Se vocês forem eu também irei, e não há ninguém que possa me impedir!! — gritou ela.

Steven ficou comovido ao ouvir o choro da pequena. Lino que estava nas proximidades rapidamente aproximou-se da gata e abraçou-a também, William apenas os observava, mas Lino logo o convidou para o caloroso abraço.

— Aí franguinho amarelo, não vai participar do abraço, não? Ou você quer manter essa pose de “cara sério, misterioso e solitário”? — riu Lino.

— Heh... Não provoque-me crocodilo desengonçado. Vou participar desse abraço só para não dizer no final que eu me arrependi de não ter dado o último abraço de minha vida. — disse a ave, aproximando-se do grupo.

— Não importa o que aconteça, estaremos juntos nessa. — disse Kat.

— Para sempre ao lado dos melhores. Foi um prazer conhecê-los. — continuou Steven.

— Porra, vocês vão me fazer chorar. — riu Lino.

— Vamos terminar com essa história. — disse William.

O grupo terminou e partiu em direção de Arceus que batalhava com Giratina, cada um utilizou de seu mais poderoso ataque que foi capaz de quebrar a defesa da criatura suprema, abrindo uma brecha para que a serpente atacasse. Giratina não perdeu a chance e derrubou Arceus de modo que ele não pudesse mais mover-se. Se a serpente sombria quisesse poderia ter matado-o.

— Fim de linha. — disse Giratina encarando Arceus.

Arceus não respondeu e apenas continuou encarando a criatura com uma feição de surpresa, ele realmente não imaginava que poderia ter sido derrotado por um bando de pokémons normais.

— Como pude ser derrotado por meros guerreiros?

— Sinto-me ridículo dizendo isso... Mas eles não são simples guerreiros, eles possuem o maior dom que você lhes concedeu, a amizade. — disse Giratina — É até estranho, mas lembro-me que há alguns dias atrás era você quem estava dando-me uma lição de moral como esta, e veja em que situação estamos agora. Cada minuto da eternidade é como uma nova aventura.

Arceus calou-se e virou seu olhar para Cresselia que continuava a batalhar contra Darkrai. A pequena apenas defendia-se, pois ela não tinha coragem de atacar a pessoa que mais amava. Arceus reconheceu o erro que cometera, e apesar de todo ódio presente no coração dos humanos, ainda havia esperança. E por esses pequenos detalhes seria injusto acabar com o mundo dos humanos.

Fez-se um longo silêncio, nem mesmo Darkrai parecia lutar seriamente contra Cresselia, ela podia perceber que a cada golpe uma lágrima era derramada do rosto do pokémon. Kraion ainda lutava com sua mente, ele jamais desistiria. No momento em que Darkrai abaixou sua guarda Cresselia rapidamente abraçou-o, deixando-o sem reação. Ela também chorava, pois doía em saber que tinha que lutar contra a pessoa que mais amava.

— Eu te amo, Kraion. — sussurrou ela.

— Cala-te, desgraçada!! — gritou o Conde numa voz chorosa — Não pense que terei piedade de você, acabaste com meu maior sonho e agora pagarás!

Darkrai avançou na direção da moça para aplicar-lhe um golpe final, em sua mão a criatura sombria criara uma espada negra para acabar com toda aquela história, mas por um momento foi como se algo acertasse seu coração. Algo lutava em seu interior, e essa mesma força o evitara de proferir o último golpe.

— C-Cresselia... Desculpe. — sussurrou Darkrai, retomando a personalidade de Kraion.

Com sua espada negra em sua mão direita, Darkrai enfiou a lâmina em seu próprio coração. Cresselia soltou um grito de desespero e correu para ajudá-lo. Mas já era tarde. Darkrai estava morto, o maior inimigo do reino havia caído. Certamente ele a amava, e por amá-la tanto ele precisou dar a própria vida para vê-la bem.

— K-Kraion!! Por favor não me deixe sozinha nesse mundo, não vá onde eu não possa segui-lo! — implorou Cresselia com uma voz chorosa.

Darkrai esticou seu braço com dificuldade e tocou a face úmida da garota, Cresselia mantinha seus olhos fixados nos de seu amado, até que sua voz pôde ser ouvida com dificuldade:

— Saiba que eu sempre te amei.

— Kraion!! Kraion, fique comigo!! Eu também te amo, mais do que qualquer coisa nesse mundo...!! Eu te amo!!

— P-Perdoe-me por tudo que fiz de errado querida... Para sempre te amarei... — disse Darkrai, fechando lentamente seus olhos para nunca mais abri-los.

As lágrimas de Cresselia escorriam por seu rosto enquanto os outros observavam silenciosamente. Ash parecia entrar em um estado de depressão, ele não se movia e Brock já começava a entrar em desespero por não poder ajudar seu amigo. Ele chamou desesperadamente por Cresselia que não deu resposta, ambos estavam abalados, pois haviam perdido alguém muito especial.

— Está acabado... — suspirou Kat como se não acreditasse que a maior batalha havia terminado.

— Bom... No fim de tudo o bem ganhou, não é? — sorriu Lino, colocando os braços atrás de sua cabeça e encostando-se em uma das paredes.

— Quem somos nós para dizermos que o bem ganhou? — encarou William — Quem somos nós para dizer o que é certo e o que é errado? Acho que nem os mais sábios conseguem ver os dois lados, Lino.

— Tanto faz, a gente ganhou. — riu ele.

— Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver... — suspirou Kat — Tenho pena de Cresselia, sei como é a dor de perder alguém que amamos...

Ash sentou-se e ficou por um tempo observando a escuridão da sala como se esperasse por algum milagre. Cresselia lentamente aproximou-se do jovem e tocou em seu ombro com um leve sorriso em seu rosto.

— Obrigada por todo o tempo que passamos juntos, obrigada por cada segundo em que você esteve presente em minha vida. Obrigada por fazer a diferença. — disse ela — Eu sinto a mesma dor de perder alguém que você, mas posso realizar seu último desejo.

— O que você quer dizer com isso Cresselia? — perguntou o garoto.

— Eu só peço que você viva intensamente. Aproveite cada minuto de sua vida ao lado daqueles que ama. Seja feliz. — sorriu ela.

— N-Não Cresselia, o que você pensa que vai fazer?!

Ash observou-a um pouco confuso, Cresselia tomou distância de começou a fazer uma linda dança que a envolveu em uma luz rosada de brilho intenso. Com sua doce voz ela começou a cantar e trouxe uma certa harmonia para todos que estavam ali. Era uma Lunar Dance, um misterioso ataque a muito fora esquecido por todas as criaturas que habitavam aquele planeta. Uma técnica proibida que tirava a vida do próprio usuário para reviver alguém.

— Ela vai dar sua própria vida pela vida da garota. — explicou Steven.

Ash pareceu entrar em estado de choque quando ouviu o que o dragão dissera, o rapaz pôde ver a moça desaparecendo aos poucos em sua frente, mas ele não estava disposto a deixar que isso acontecesse. Ash correu para alcançá-la, mas ele já não podia sentir o calor do toque de sua mão. Cresselia desaparecia aos poucos diante de seus próprios olhos, o brilho de seus olhos tornava-se escuro, a suavidade de sua voz já não podia ser ouvida, o carinho exercido por sua presença... O garoto esticou seu braço o máximo que pôde, mas tudo que apanhou foi o brilho e o vazio acompanhado de uma tristeza imensa em seu coração. Ash olhou uma última vez para Cresselia, seu corpo desaparecera por completo deixando somente as lembranças para trás. Essa era a sua decisão, e ninguém poderia mudá-la. O brilho começou a diminuir até que Cresselia desapareceu completamente, sumindo entre o eterno silêncio da escuridão, até que uma última melodia pôde ser ouvida ecoando na sala.

O que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros. Muitas pessoas não sabem viver, elas apenas existem. A morte é apenas outro caminho, que todos devemos tomar. Adeus Ash, obrigada por ter me ensinado a viver.


A voz de Cresselia pôde ser ouvida uma última vez, e no lugar em que a criatura estava surgiu Dawn que jazia deitada em perfeitas condições. Ash correu em direção da garota que agora estava caída no meio do altar, ele a abraçou e começou a chorar quando sentiu sua respiração em seu rosto, a garota abriu lentamente seus olhos e sorriu ao ver o rapaz.

— Tive um sonho tão estranho, sonhei que todos vocês tinham me abandonado e eu comecei e andar no escuro sem nenhuma luz para me guiar. Mas então um anjo me salvou, e eu acordei... — sussurrou ela.

— Era um anjo Dawn, um anjo que realizava milagres, porque ele também realizou o meu. — respondeu ele, abraçando a garota.

Giratina e Arceus continuaram parados por um momento apenas observando de longe todos que ali estavam presentes, a serpente encarava o pokémon supremo que matinha-se sério e pensativo.

— Decidiu deixar os humanos viverem por mais um tempinho? — perguntou Giratina.

— Sempre há esperança quando há vida humana. — respondeu Arceus — E fizeste bem em lutar comigo irmão, vejo que tens um senso de justiça nesta sua cabeçinha maléfica.

— Agora eu quero acabar com os humanos de novo, não gosto deles. — riu a serpente.

— Heh, heh... Não consigo entender-te. — riu Arceus.

— Vivo para contrariar-te irmão, se quiser pode ficar com a glória da vitória. Mas não pense que essa batalha mudou minha consideração por ti, não somos amigos e eu ainda quero destruir o mundo. Gosto de fazer o papel de vilão. — disse Giratina, desaparecendo em meio à escuridão. E assim fez Arceus, como lendas os dois desapareceram para nunca mais serem vistos naquela Era deste mundo.

Com todo o poder de batalha exercido pelos pokémons lendários, o subsolo secreto do local começara a desmoronar. Kat e os outros rapidamente se reuniram para evitar que as paredes caíssem sobre suas cabeças, Ash segurou Dawn em seu braços e eles rapidamente fizeram seu caminho para um local seguro, retornando para a sala de Darkrai.

A noite já distanciava-se dando lugar ao brilho intenso do sol. Ash e os outros puderam presenciar o silêncio que reinava na fortaleza, a guerra estava terminada. O exército de Kat havia mantido o controle do local sob comando de Erika, Poochy e Takeru, uma vez que o exército inimigo agora estava disperso em sem líderes. Kat andou lentamente em direção de uma das janelas quebradas na sala e pôs-se a observar o reino. Lino jazia sentado no trono de Darkrai enquanto espreguiçava-se como alguém que tivera um dia duro de trabalho. William observava sua mestra de longe que abraçava Ash e Brock como quem não se via há muito tempo. Depois de muito tempo eles finalmente tiveram um momento de paz.

— Nunca senti tanta paz em minha vida. — suspirou Kat, sentindo a leve brisa batendo em seu rosto — Estive pensando em retornar para Twilight Village para reconstruí-la, pretendo voltar a morar lá e ter um pouco de sossêgo. O que acha disso Steven?

— Ótima idéia milady, estarei ao seu lado quando precisar. — disse o dragão.

— Ow chefinha, qual o próximo trampo? Acho que agora a gente podia ir pra outros mundos e descobrir novos universos, tá ligado? Já salvamos a terra então perdeu a graça. — riu o crocodilo — Topa frango? O que acha de sair em uma nova aventura?

— Ainda tenho serviço jovem Lino, só estarei liberto quando minha mestra desejar. — sorriu William, lançando um rápido olhar para Dawn.

— Ei, saindo um pouco do assunto, alguém viu o corpo do Darkrai? Ele sumiu quando a gente fugiu de lá. — perguntou Lino.

— É verdade, ele desapareceu. — confirmou William — Assim como aquele canalha do Mewtwo, mas acredito que ele deve ter fugido quando Arceus foi derrotado.

Kat olhou para o céu e sentiu o sol brilhando, o vento batendo suavemente em seu rosto e a sensação de estar viva mais uma vez. Mesmo não estando ali presente, ela sabia que Cresselia sempre estaria com eles. Ash andou lentamente até a gata e sentou-se ao lado, os dois ficaram em silêncio por um tempo, e sem desviar seu olhar do horizonte o garoto perguntou:

— Kat, você acredita que a Cresselia e o Kraion estejam mortos? — suspirou o jovem — Será que eles morreram mesmo...?

A gata deu um leve sorriso e continuou olhando para o sol que começava a nascer no horizonte.

— Não... Teimo em acreditar que aqueles dois estão vivos... Em algum lugar bem distante daqui onde eles poderão viver eternamente juntos. Felizes para sempre...

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:31 pm

Capítulo 19 – Um caminho a seguir.


“Como se recupera sua vida antiga? Como é que se continua, quando em seu coração você começa a entender que não há volta? Somos nós quem trilhamos nosso destino, e para qual caminho será que o desconhecido nos levará? É estranho pensar que algum dia essa história teria um fim, mas o mundo é repleto de suas indas e vindas... Somos apenas uma pequena peça nesse grande teatro chamado vida, nunca chore o passado, e sim, viva o presente de olhos abertos para o futuro.”


O sol brilhava com toda sua intensidade, Kat reunia seus exércitos para que eles pudessem finalmente evacuar a fortaleza das sombras e retornar para sua cidade natal em Twilight Village. Milhares de soldados Poochyenas parabenizavam e festejavam o feito dos generais que eram recebidos com aplausos. Os pokémons do exército inimigo haviam se rendido e provavelmente os sobreviventes retornariam para seus reinos de origem, mas muitos que lá estavam presentes decidiram ficar e ajudar os vencedores na medida do possível como forma de pagamento pela derrota. Todos estavam felizes, mas nunca há motivos para se festejar uma guerra, uma vez que os dois lados sempre saem perdendo. Não poucos haviam perecido, renomados ou desconhecidos, capitães ou soldados, pois fora uma grande batalha e nenhum relato contou sua história completa...

Todos se reuniram e finalmente partiram de volta para Twilight Village, a ominosidade da fortaleza começava a ser deixada para trás, dando brilho ao novo reino que surgia diante de seus olhos libertos das maldições implementadas pelo Conde das Trevas. Os feitiços lançados no reino começavam a desaparecer gradualmente, a maldição no Oceano Frigidum fora retirada e agora suas águas voltavam a ser límpidas e brilhantes; os pokémons aquáticos já poderiam voltar para suas casas, mas mesmo assim o pequeno Takeru decidira permanecer no grupo de Kat. O Deserto Calidus já não continuaria estendendo-se sem contenção, as florestas voltavam a ser cobertas pelo verde e o céu estava mais azul do que nunca. Um novo reino nascia.

Passadas algumas horas, o exército finalmente fizera seu caminho até a vila, o velho Honchkrow parabenizava a jovem Kat por mais uma grande vitória, mas a gata não deixava de dar os devidos créditos para cada soldado que lutara naquela grande batalha. A cidade estava completamente abandonada; enquanto o Conde estivera no poder do reino, a vila fora abandonada para sua própria sorte, e agora Kat pretendia reconstruí-la para que a cidade voltasse a ser um local habitável. Ainda havia muito trabalho a ser feito, mas a gata teria grandes ajudas nessa longa tarefa.

— Vou reconstruir a vila Steven, ainda temos muito trabalho pela frente, então não pensem que a guerra acabou. — brincou Kat, ordenando que seus soldados começassem a reconstrução da vila.

Todos rapidamente se colocaram em prontidão e iniciaram seus devidos afazeres no local, Steven trazia grandes toras de madeira que eram utilizadas na reconstrução das casa danificadas, vários Poochyenas trabalhavam em grupo para que a cidade voltasse a ser como era no passado, era um trabalho em equipe, pois todos gostariam de ver aquela cidade em seus dias da ascensão. Aquele local era muito especial para Kat, pois era lá onde ela começara sua jornada há muitos anos, quando ela ainda não conhecia nenhum de seus amigos e era apenas uma criatura solitária naquele vasto reino, mas agora ela tinha grandes amigos com quem poderia contar sempre que possível.

A gata andou na direção de uma pilha de caixas e sentou-se em cima delas observando o progresso da cidade, Ash e seus amigos também tentavam ajudar na medida do possível, mas ela não podia esquecer-se de que eles não faziam parte daquele reino e deveriam retornar ao seu mundo o mais rápido possível. Erika andou lentamente até onde Kat estava e sentou-se ao seu lado para conversar com a amiga.

— Você foi excelente Kat-san, não perdeu nada de sua força com o passar desses anos. Depois dessa aventura eu me senti como nos velhos tempos... Lembra quando éramos nós que estávamos fazendo uma grande aventura para salvar o mundo? — sorriu Erika.

— Lembro-me como se fosse ontem Erika, há alguns anos era somente nós duas saindo em uma aventura sem rumo pelo reino... E então fomos conhecendo nossos amigos e formando uma guild... É engraçado pensar nos estranhos acontecimentos nos quais o destino nos leva...

— Pretende retomar a guild?

— Não sei, não tenho mais a capacidade de antigamente... — respondeu a gata.

— Mas eu aposto que você ganha do Lino e do Steven de olhos vendados. — brincou a amiga.

Kat sorriu e continuou olhando a reconstrução da vila, logo, Poochy surgiu ao lado da gata carregando algumas latas de tintas e alguns pincéis, acompanhado por vários pequenos Poochyenas ao seu lado.

— Poochy, você lutou muito bem na guerra, estive pensando em deixá-lo permanentemente com o cargo de capitão junto de Erika, o que acha da idéia? — perguntou Kat.

— S-Sério mesmo, Mestra?! Nossa, seria uma honra! Sabe, eu gostei muito de trabalhar com a Lady Erika, ela é uma guerreira muito forte!! — disse Poochy animado, olhando para a Absol que continuava sentado ao lado da amiga — Erikinha, amor da minha vida!! Você ouviu isso?! Nós vamos trabalhar juntos agora!!

— Oh, isso é ótimo Poochyzinho. Agora volte a cumprir a tarefa designada pela Kat-san, eu ainda estou no comando desse batalhão e exerço poder sobre você. Mexa-se!! — gritou Erika.

— S-Sim, minha querida. — disse Poochy.

— Heh, heh, heh... Uma coisa que eu nunca imaginei ver foi o Poochy sendo mandado por alguém. — comentou Ash que estava nas redondezas.

— Você é a primeira que conseguiu colocá-lo na linha, Erika. — disse Kat.

— É verdade, o que o amor não faz com as pessoas, não é? Mas ele é o meu Poochyzinho e ninguém pode fazer mal algum para ele. — sorriu a Absol.

— Erikinhaaa, eu também te amo muito!! — gritou Poochy.

— Volta ao trabalho moleque, você não sai daí enquanto eu não estiver satisfeita com seu trabalho.

— Ah, láááá!! Pau mandadoooo!! — provocou Lino, que teimava em cutucar o cãozinho que permanecia calado.

Erika pulou em direção do local em que Poochy estava e começou a ajudá-lo na reconstrução da vila, a pequena Absol deu um suave beijo no rosto do cãozinho que sentiu-se revigorado e pronto para continuar a trabalhar. De fato os dois se completavam, e Kat estava feliz em saber que sua grande amiga encontrara alguém especial em sua vida com quem pudesse sempre contar.

A gata desceu as caixas e andou até a velha casa do ancião Honchkrow, que era reconstruída pelo grande dragão metálico que fazia de tudo para deixar o local perfeito.

— Deixe de ser perfeccionista Steven, desse jeito está ótimo. — sorriu Kat.

— Eu não a vi aproximando-se Milady. Necessita de algo? — perguntou o dragão.

— Não, não... Eu só gostaria de ficar um pouco com sua companhia, posso sentar-me ao seu lado? — perguntou a gata.

— Claro, Milady.

— Steven, eu já cansei de falar que é para você me chamar de Kat, somente Kat. Não precisa ser cortês toda vez que for falar comigo, você não é mais meu guardião, agora somos amigos. — sorriu ela.

— Perdoe-me Milady, eu simplesmente não consigo te tratar de outra forma. — disse o dragão encabulado.

Kat deu um leve sorriso e abaixou sua cabeça, ela sentou-se sobre a janela da casa que estava sendo reconstruída e continuou observando o progresso do dragão. Ela sentia algo estranho em seu coração, sempre que Steven falava com ela sua intonação era diferente, seu modo de olhar, mas dessa eu vez ela gostaria de saber os verdadeiros sentimentos do guardião que já estavam ocultos há muitos anos... A gata levantou seu rosto direcionando-se para o dragão que percebera que agora estava sendo observado.

— Sabe Steven, eu queria fazer-te uma pergunta... — comentou ela um pouco pensativa — O que você sente por mim?

O dragão pareceu confuso com a pergunta da gata por um momento, mas na sequência ele ajoelhou-se para ficar na mesma altura e segurou levemente em suas mãos, encarando igualmente os olhos amarelados da gata com o brilho azulado dos olhos do guardião.

— Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar, senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo? — disse o dragão.

— Heh, heh, heh... Você e suas frases filosóficas. Eu nunca consigo interpretá-las perfeitamente. — brincou ela.

Logo em seguida, os dois se deram conta de que Lino surgira trazendo um grande robô ao seu lado que era revestido de uma forte armadura metálica, o pequeno crocodilo balançava uma chave de fenda em seu braço quando parou ao lado dos amigos e bateu a ferramenta levemente na criatura.

— O que é isso, senhor Lino? — perguntou o dragão.

— Se liga rapazeada, esse aqui é o Registeel, mas seu codinome de criação é Stanley 2.0. Minha mais nova invenção criada especialmente para nos servir, tá ligado? Diga “oi” Stanley.

— O mestre Lino é ****. — repetiu o robô.

A gata deu um leve tapa na cabeça do crocodilo que foi arremesado contra o chão com o impacto, provavelmente mostrando o descontentamento com a nova criação.

— Arruma isso.

— D-Desculpa chefia... É pra já.

Lino carregava seu amigo Stanley 2.0 de volta para sua oficina de reconstrução quando pôde observar William, escondido sob as sombras de uma estrutura abandonada em um canto remoto da vila, a ave parecia pensativa enquanto vigiava o movimento dos pokémons no local, observando especialmente Dawn, que divertia-se ao lado de Ash.

— Yo, tudo firmeza Frango? Cara, eu tava precisando falar contigo, tu têm um tempinho sobrando? — disse Lino, aproximando-se do amigo Zapdos.

— Do quê precisa? — perguntou William secamente.

— Cara, a parada é o seguinte... A gente tava querendo te chamar pra entrar na guild, tá ligado? Então, o que tu acha de entrar pro meu batalhão e ficar sob meu comando? — brincou o crocodilo, enfatizando o pronome possessivo ‘meu’.

— Você, mandar em mim? Tô fora. — riu a ave.

Lino deu uma leve risada e afastou-se de William novamente, retornando agora ao lado de Steven que continuava na reconstrução das casas.

— Aí Steven, ele não aceitou a oferta. Acho bem difícil o Frango querer entrar na guild, ele nunca gostou de lugares movimentados, ele prefere ficar na dele, entende... — explicou Lino.

— Jovem Lino, eu até imagino como foi a sua proposta para que o Senhor William entrasse na guild, permita-me falar adequadamente com ele mais tarde... — disse Steven.

— Faz o que ‘cê quiser, acho que ele num entra no grupo não... — comentou Lino — Ele continua pensando que tem que proteger a mina da fortaleza, acho que ele não bate bem da cabeça mano.

Steven dirigi seu olhar em direção de Dawn, que no momento conversava com seus amigos enquanto brincava com alguns Poochyenas na vila. O dragão chama pela garota e a explica o que estava acontecendo com William, ela era a única que conseguiria conversar adequadamente com a ave.

— William, você está ocupado...? — perguntou ela bem baixinho.

— Necessita de algo, minha mestra? — disse William saindo da escuridão.

— Não William, eu só queria te agradecer por tudo que você fez por mim... Eu nunca te obriguei a ficar do meu lado, mas me contaram que até quando você estava ferido você não desisitiu de me salvar, muito obrigada.

— Só estou fazendo o meu dever de protegê-la. — assentiu a ave.

— Não é dever Will, você nunca teve o dever de ficar ao meu lado, foi o seu coração quem teve essa decisão. Eu agradeço toda a atenção e proteção que você me forneceu durante esse tempo, mas eu o dispenso de seus serviços. — sorriu a garota, passando sua mão levemente sobre a cabeça da ave — Quero que você seja livre.

William ficou calado por um tempo parecendo pensativo. O quê ele faria de agora em diante, uma vez que não tinha mais a quem servir? Dawn dá um leve beijo no rosto da ave que manteve-se séria, apenas observando a garota distanciar-se cada vez mais.

— Obrigada por tudo... Você está livre... Adeus William.

Dawn andou lentamente até o lado de Lino que também observava a cena, o crocodilo carregava uma chave de fenda enquanto observava a garota aproximar-se, ela agachou na altura de Lino e sorriu para o crocodilo.

— ...E você também senhor Lino; prisioneiro, espião, e general dos exércitos de Kat; obrigada por cuidar de mim por todo esse tempo.

— Ow mina, no fim das contas o importante é que tu ficou bem. Cara, minha vida era tão tranqüila antes de ‘cê chegar, tu virou ela de cabeça pra baixo! Até hoje eu me arrependo de ter te salvado daquela prisão, eu devia ter te deixado morrer lá mesmo. — brincou o crocodilo.

— Ele está mentindo Dawn, o Lino foi o primeiro a querer salvá-la. — disse a gata.

— M-Mentirosa do caramba!! Ela tá blefando, gata das trevas!! — gritou o crocodilo.

— Ora essa, então quer dizer que você ficou preocupado? Você é um amor. Muito obrigada Lino, de verdade! — disse Dawn dando um leve beijo no rosto do crocodilo que saiu de lá aos gritos.

— AAAARGH! Tu me beijou mano, que nojo cara!! Um humano me beijou, eca!! Kat, traz álcool, cloro, petróleo, peróxido de benzoíla, ácido perclórico, qualquer coisa!! As bactérias dela vão me infectar, que nojo!! Aaaargh!! — gritou Lino, correndo para longe do acampamento.

O pequeno crocodilo andou até uma lagoa nas proximidades e sentou-se sobre uma pedra, colocando sua pequena mão na região em que recebera o beijo da garota.

— Espero que ela fique bem... — sussurrou Lino.

— Ué Lino, o que você está fazendo? — perguntou Kat que estava logo atrás do crocodilo. Lino soltou um grito ao ver que estava sendo observado.

— AAAAAAAAAAH! KAAT?! De onde tu surgiu mano??

— Hm... Eu trouxe o cloro que você pediu, mas pelo visto você nem precisa, você até gostou do beijo. — disse a gata com uma voz provocativa.

— V-Você... Não conta pro Steven. — implorou o crocodilo.

— Oh, de forma alguma. STEVEN, VOCÊ NÃO SABE DA ÚLTIMA!!

— FILHA DA MÃE!! — gritou Lino, correndo atrás da gata para que ela não contasse o ocorrido.

Ash e Dawn continuavam sentados conversando e contando suas longas aventuras pelo reino de Moonlight, Brock contava o quanto eles ficaram preocupados com a garota, que por sua vez também explicava tudo que acontecera em sua jornada depois que ela fora seqüestrada pelo Conde.

— Bom, aquele Totodile me ajudou, o Lino. Ele é um amor de pessoa, e eu também não posso esquecer de mencionar que um Zapdos chamado William cuidou de mim. Sem eles eu não sei se eu teria sido capaz de sair viva da fortaleza... — disse Dawn.

— Nossa Dawn, você não sabe como sentimos saudades, foram quase duas semanas perdidos nesse mundo, nós passamos por tanta coisa também... Fizemos muitas amizades, e agora que estou aqui, sinto como se eu fizesse parte desse planeta... — disse Ash.

— Como assim? Você não quer voltar para o mundo normal, Ash? — perguntou Brock.

— Eu tenho minhas dúvidas, às vezes sinto vontade de ficar aqui e morar para sempre com os pokémons, mas quando eu me lembro de todos os meus amigos e de minha família do mundo normal... É melhor a gente voltar para o nosso mundo assim que possível. — respondeu ele.

Ash colocou seus braços atrás de sua cabeça e deitou-se no chão gramado da cidade, Dawn apenas observava o garoto que trocava rápidos olhares com ela.

— Eu senti muita falta de você Ash. — disse ela.

— Hm... Eu também senti Dawn... — respondeu ele encabulado.

— Obrigada por nunca desistir de mim, obrigada de verdade. — disse Dawn, deitando-se ao lado do garoto e abraçando-o fortemente.

— Eu nunca desistiria de você, somos amigos, não somos? — sorriu ele.

Dawn deu um leve sorriso beijando-o no rosto na sequência, o que fez com que o rapaz ficasse corado com o ocorrido.

— Talvez mais do que amigos... — sorriu ela encabulada.

Enquanto Brock ajudava nos afazeres da cidade, o pequeno Takeru apareceu ao seu lado, Ash ficou surpreso ao ver que o Corsola continuava no grupo e agora estava rodeado de Poochyenas, sendo que todos pareciam muito felizes.

— Senhor Ash, senhor Brock! Como vão vocês? — perguntou Takeru alegremente.

— E aí Takeru, você continua aqui? Nós pensamos que você tinha ido embora quando passamos pelo Oceano Frigidum, uma vez que sua maldição já fora retirada. Você não vai voltar para sua casa? — perguntou Brock.

— Oh não, decidi passar a morar aqui na Twilight Village. Conheci vários amigos, e decidi que eu quero virar um Poochyena também! — disse Takeru alegremente.

— Um Corsola... Virar um Poochyena...? — riu Ash.

— Ele não bate muito bem da cabeça, não é? — brincou Dawn.

— Vou treinar bastante para me tornar um poderoso guerreiro. Vou aperfeiçoar meus movimentos de cura e ajudar os pokémons da vila na medida do possível. Obrigado por toda a ajuda que vocês me deram. — disse o Corsola.

— Que nada, esperamos que você seja muito feliz aqui. — disse Ash.

Os jovens apenas continuaram observando o pequeno Takeru distanciar-se com seus amigos Poochyenas, e mesmo que parecesse estranho sua idéia de transformar-se em um, não há ninguém que possa nos impedir de seguir nossos sonhos.

Steven continuava seu trabalho na reconstrução da vila enquanto Kat observava seu progresso sentada na janela de uma das casas; Lino continuava tentando arrumar seu Registeel ao seu lado, e assim que terminou, ele rodou sua chave de fenda e bateu-a levemente no robô, indicando o novo codinome da criatura.

— Se liga Steven, esse aqui é o Stanley 2.2. Dá um “oi” pra ele, cara.

— O mestre Lino é ****. A mestra Kat é ****. — disse o Registeel com sua voz mecânica.

— Agora sim eu gostei. — sorriu a gata.

— Arrume isso garoto, e certifique-se de fazer certo dessa vez. — disse Steven, batendo na cabeça do crocodilo.

— T-Tá bem Steven, eu vou arrumar...

De repente foi possível ver uma gigantesca criatura que parecia falar aos berros, era um golem imenso que carregava muitos matériais de construção e parecia alegre enquanto tentava reconstruir a vila na medida do possível. Era Gigas, que trazia com seus braços musculosos várias toras de madeira para reconstruir a cidade.

— LORDE STEVEN, ONDE QUER QUE COLOQUE ESSE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO? — perguntou Gigas.

— Pode deixar aqui mesmo, obrigado por toda a ajuda Lorde Gigas. — respondeu o dragão.

— Ei grandão, decidiu ficar com a gente e ajudar na reconstrução da vila? — perguntou Lino.

— EXATO, SOU MUITO GRATO A TODOS VOCÊS, E DEPOIS DE TODOS OS PROBLEMAS QUE CAUSAMOS GRAÇAS AO CONDE NÃO VEJO NADA MAIS JUSTO DO QUE AJUDÁ-LOS NA RECONSTRUÇÃO DO REINO. — afirmou o golem.

— E a propósito Gigas, nós queríamos te mostrar uma surpresa. É um presente que uma amiga sua nos mandou! — sorriu Kat.

A gata guiou o golem até uma gigantesca casa do seu tamanho ao norte da vila, Gigas ficara extremamente feliz quando lhe disseram que gostariam que ele morasse na vila com eles. Sua felicidade era tanta que ele nem podia conter-se.

— OH, MINHA NOSSA! VOCÊS CONSTRUÍRAM UMA CASA ESPECIALMENTE PARA MIM!! NÃO SEI COMO AGRADECÊ-LOS, ESTOU REALMENTE MUITO FELIZ! — disse o golem — E DE QUEM SERIA ESSA PEQUENINA CASA AO LADO DA MINHA?

De dentro da casa relativamente pequena se comparado ao tamanho do imóvel de Gigas, surgiu Latias, que abraçou o grande golem com felicidade.

— Sou eu, Gigas!! Vou ser sua vizinha! Eu pedi para que a Kat nos deixasse morar aqui na Twilight Village, desse modo poderemos estar todos juntos! — disse Latias animada — Eu também criei um local especialmente para o Mr. Stone!!

— MR. STONE!! — gritou Gigas animado — NÃO SEI COMO AGRADECÊ-LOS PESSOAL, MUITO OBRIGADO PELA OPORTUNIDADE, SENHOR STEVEN E LADY KAT.

— Sem problemas Gigas, sintam-se bem vindos. — respondeu a gata.

Não somente Gigas e Latias, mas Jenny e Ignus também ajudavam na reconstrução da cidade, os dois queriam arrumar uma forma de pagar os problemas que causaram antes, mas após o término da reconstrução os dois regressaram para seus respectivos reinos. O único que não estava presente era Doom, a grande Lugia desaparecera após a guerra, nem mesmo seu corpo fora encontrado entre os destroços da fortaleza, não era possível saber se a ave branca havia desaparecido ou se estava morta, tudo que se sabia era que ele guardava um imenso ódio por todos ali presente.

Lino continuava arrumando seu Registeel para que ele ficasse perfeito, Steven o encarava para que o crocodilo não fizesse nada de errado, e mais uma vez, Lino finalizou seu trabalho batendo a chave de fenda no robô metálico.

— Bom, esse aqui é o Stanley 2.6, porque 2.4 fica muito gay. Diga “oi” Stanley.

— O mestre Lino é ****. A mestra Kat é ****. O Steven manda em todo mundo. — disse o robô.

Lino olhou para o dragão com um largo sorriso em seu rosto, mas Steven lançou um olhar reprovador para Lino que já perdia a paciência.

— Já entendi... Pode deixar que eu arrumo, Steven. Ae mina da fortaleza, dá uma ajudinha aqui, preciso dos teus dedões para arrumar essa bagaça, sacou? — disse Lino, referindo-se à Dawn.

— O quê ele quis dizer? — riu Dawn.

— Ele necessita de seus polegares opositores para auxiliá-lo na reconstrução. — explicou Steven.

— O quê ele quis dizer, de novo? — riu Dawn, direcionado-se agora à Kat.

— Ele precisa da sua ajuda com a chave de fenda, nós não temos dedões, os polegares dos seres humanos são realmente fascinantes. — disse a gata.

Kat e os outros continuaram o trabalho na reconstrução da vila, e passadas algumas horas, dois grandes guardiões surgiram no local. Era Zacks que viera do deserto, e Leeca dos oceanos, somente para parabenizá-los pelo vitória no reino.

— Leeca, Zacks!! Vocês vieram! — disse Ash animado.

— Mas é claro querido, viemos para ver como as coisas estavam andando por aqui. — disse Leeca — E minha nossa, eu fiquei sabendo de tudo que houve, vocês foram fantásticos nessa batalha meus amores! É realmente uma pena a perda de Kraion e Dawn, eu os conhecia há muitos anos, ela era uma grande amiga minha...

— Mas eu estou aqui. — disse Dawn.

— Oh meu bem, o nome verdadeiro de Cresselia também era Dawn. — explicou Leeca.

— Que coincidência, não é... — disse Ash pensativo — Sinto falta de Cresselia, eu realmente espero que ela e o Kraion estejam bem...

— Mas é claro que estão querido, você não deve lamentar-se agora, eu sei que ela não gostaria de vê-lo triste. — continuou Leeca.

Ash ficou pensativo e olhou para o horizonte, por um instante seus pensamentos se voltaram para Cresselia, durante o tempo em que eles estiveram juntos os dois criaram um forte laço de amizade, e ele agora sentia mais saudades do que nunca da linda moça.

— Eu queria que nada disso tivesse acontecido... — sussurrou Ash tristemente.

— Assim como todos os outros que vivem em tempos ruins como este, mas não lhes cabe a decisão. Tudo que temos de decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado. Cresselia estava incumbida a sacrificar-se, assim como você estava disposto a salvar sua amiga. — explicou Leeca — Mas de qualquer forma, eu sou horrível para dar discursos de encorajamento, vamos deixar isso de lado e festejar muito hoje!!

Ash riu com o comentário de Leeca e continuou a observar o céu, ele podia sentir que Cresselia o observava, e conforme ele prometera, ele não deveria ficar chateado pela perda da amiga. Logo em seguida, Zacks aproximou-se do garoto e chamou-o para conversar.

— Jovem Ash, preciso falar com você. — disse Zacks timidamente, e logo em seguida distanciando-se da guardiã dos mares — Estou pensando em chamar a Leeca-chan para sair, o que acha da idéia?

— Muito louco Zacks, de verdade. Por quê não chama agora?

O grande dragão ficou pensativo por um momento e olhou para Leeca na sequência, ele percebeu que a guardiã o observava com um olhar entusiasmado, e seguindo o conselho de Ash, ele decidira falar com sua amada.

— Leeca-chan, preciso falar com você... — disse Zacks com sua voz tímida, aproximando-se e sentando ao lado da guardiã dos mares.

— Sério?! Puxa, já estava na hora mesmo, então me conta, querido!! — disse Leeca enstusiasmada.

— Eu... E-Eu... Eu... — gaguejou o dragão, fazendo o sorriso no rosto de Leeca desaparecer.

— Continua Zacks.

— Hoje o dia está lindo, não é? — disfarçou ele.

Ash colocou a mão em sua face por conta do que o dragão acabara de dizer. Leeca pareceu pensativa por um momento, mas concordou com a estranha pergunta do dragão.

— Ah... Está muito lindo mesmo... — disse a guardiã — Era só isso Zacks?

— Era.

— AH! Faça-me o favor!! Você vai me chamar pra sair ou não?! Que saco!! Se você não fizer, eu faço agora! — gritou Leeca — Zacks, quer sair comigo??

O dragão ficou sem reação e apenas acenou com a cabeça, Leeca de um leve sorriso e saiu de lá satisfeita com a atitude que tomara.

— Prontinho. Problema resolvido. — sorriu a guardiã, fazendo Ash cair na risada.

Enquanto isso, numa última tentativa Lino tentava arrumar seu amigo Stanley, Dawn auxiliava o pequeno crocodilo com a chave de fenda, e assim que terminado, Lino levou-o alegremente para que Steven aprovasse.

— Se liga Steven, esse aqui é o Stanley 2.8 X-Treme Ultimate Version. Agora diga “oi” Stanley!! — disse Lino entusiasmado.

— Oi meu nome é Stanley... — disse o robô com sua voz mecânica.

— Ah, agora sim Lino, você fez um bom trabalho. — elogiou o dragão.

— ...e o mestre Lino é ****. — continuou o robô.

O dragão lançou um olhar reprovador para Lino que jogou a chave de fenda no chão chocado por saber que ainda não conseguira arrumar o defeito que estava no robô.

— Quer saber, eu desisto... — reclamou Steven.

— Você é um péssimo mecânico. — brincou Dawn.

— Que bosta, vou procurar outra coisa pra fazer... — disse Lino, afastando-se novamente do acampamento.

O crocodilo continuou seu caminho pela a vila em reformação e foi procurar por William, o misterioso Zapdos jazia sentado no topo de uma colina sozinho, ele parecia não querer ser interrompido no momento, mas Lino não se deixava levar pela cara ameaçadora de William.

— Ei Franguinho, posso sentar do seu lado?

— Não.

— ****-se. Eu vou sentar do mesmo jeito.

William soltou uma rápida risada, e por mais que não quisesse, Lino era o único que conseguia fazê-lo rir. O crocodilo sentou-se ao lado do amigo na sombra da árvore e ficou encarando o céu alaranjado por um tempo.

— Mas agora é serião mano, eu não vim te zuar nem nada... — disse Lino — Cara, eu queria dizer que você se tornou muito meu amigo nesse tempo, tá ligado? De verdade mermão, eu nunca imaginei que iria conhecer alguém como você...

— Você está bem, Lino? Por quê está dizendo isso agora?

— Ah cara, eu só queria te agradecer por seu meu brother, sacas? As pessoas entram em nossas vidas por acaso, mas não é por acaso que elas permanecem!

William fez um longo silêncio e encarou o crocodilo ao seu lado.

— Eae? O que você tem a dizer cara?

— Você é... gay...?

— TU TÁ ME ESTRANHANDO RAPAZ?! Eu sou muito macho mermão, não me obrigue a acabar com tua raça!! — gritou o crocodilo levantando-se imediatamente — Mas de qualquer jeito, eu só disse isso porque te considero como um irmão cara. Seu Franguinho amarelo.

— Crocodilo Desengonçado.

— Urubú lusco-fusco.

— Platelminto albino.

— Porra, obrigado por tudo cara, vou sentir saudades. — disse Lino.

— Idiota, eu também vou. Obrigado por ser meu amigo. — disse William finalizando a conversa e levantando vôo para fora da colina. Lino continuou olhando seu amigo uma última vez, pois ele sabia que depois daquele dia eles nunca mais se veriam.

William voou à procura de Steven, que jazia aguardando-o em um beco pouco movimentado. A ave escondeu-se nas sombras e logo em seguida Steven observou-o por um tempo.

— Por quê me chamares aqui? Estou de saída para nunca mais voltar. — assentiu William.

— Diga-me senhor William, que destino seguirás agora que sua mestra libertou-te de sua tarefa?

William manteve-se calado como se estivesse pensativo, pois agora que não tinha mais um mestre para seguir ele estava disperso naquele mundo.

— Permita-me fazer-lhe a proposta adequadamente, você poderia ficar e ser um dos nossos. Ser um dos generais da guild. O que acha da idéia? — ofereceu Steven. O dragão notara o excelente trabalho da ave na guerra, e ele sabia que habilidades como as daquele Zapdos não eram facilmente encontradas. Porém, não houve resposta por parte da ave. William apenas deu uma risada cínica e preparou-se novamente para partir, sendo interrompida uma última vez pelo dragão.

— Eu poderia levar seu silêncio como um “sim”?

— Heh... Faça o que quiser. — disse William — O silêncio nunca trai.

O lendário Zapdos levantou vôo e seguiu na direção do céu alaranjado daquela tarde, as nuvens cinzentas era acompanhadas pela ave que pouco a pouco desaparecia no vasto universo daquele reino. William desaparecera para nunca mais ser visto. Alguns acreditam que ele tornou-se um espião que trabalha para Steven em segredo, outros dizem que ele regressou à ilha dos pássaros lendários por ter finalmente completado suas tarefas no mundo, enquanto outros acreditam que ele simplesmente veio a morrer em meio à guerra na fortaleza das sombras. Dizem que ele continuou seguindo sua mestra eternamente em segredo, mas seu verdadeiro paradeiro até hoje é um mistério, sendo que a lendária ave relâmpago hoje é relembrada nas canções e contos como uma eterna lenda que ninguém realmente sabe se existiu.

Steven caminhou lentamente até a colina que dava visão para a vila, Lino continuava sentado na grama observando o céu e imaginando o paradeiro de seu amigo William, logo na sequência, Kat também surgiu e sentou-se ao lado de seus dois amigos à observar o sol que começava a desaparecer por trás das montanhas.

— Milady, que caminho seguiremos agora que tudo foi resolvido? — perguntou o dragão.

— Steven, o mundo está nas mãos daqueles que têm a coragem de sonhar e de correr o risco de viver seus sonhos. — disse a gata — Eu já lhe disse, caso você desejar, eu permito que siga seu caminho, você não gostaria de regressar ao seu mundo?

— Eu já escolhi meu caminho Milady, permanecer para sempre ao seu lado.

— Cara, esse lugar me trás lembranças, não foi aqui que nossa aventura terminou da última vez? E eu que pensava que depois que a guild terminasse eu nunca mais veria ninguém, e no fim das contas tá todo mundo junto de novo, que beleza!! — disse Lino animado.

— Obrigada por sempre estarem ao meu lado. — sorriu Kat

— Qual o próximo trampo, chefia? — perguntou Lino.

— Bom, fiquei sabendo que alguns reinos do norte vêm sido vítimas de guerras causadas por inimigos, o que acham da idéia?

— Estarei aonde quer que for, Milady. — disse o dragão.

— Demorô, bora regassar essa porra toda.

— Heh, heh... Retomando nossa vida agitada de antigamente, parece-me que nossa aventura começa agora. — sorriu a gata.

O dia foi passando e logo o céu começava a ser coberto pelo tom negro que anúnciava o fim daquele dia, os fracos raios do sol deixavam uma sensação agradável no ambiente, o canto de pássaros podia ser ouvido, aves que regressavam lentamente para suas tocas dando lugar à escuridão noturna. A vila já progredira muito nesse dia, mas ainda havia muito a ser feito. Ash e os outros estavam exaustos, mas eles ainda precisavam retornar para seu próprio mundo.

— Kat, agora que tudo foi resolvido... Acho que seria melhor se nós voltássemos para nosso mundo normal, não é? Você pode fazer isso? — perguntou Ash.

— Acredito que não haja nada que eu possa fazer para impedi-los, embora eu desejo imensamente que vocês ficassem aqui conosco para desfrutar de um novo reino que irá surgir. Obrigada por tudo que vocês fizeram Ash, graças a vocês nós fomos capazes de nos reunir e acabar com a maldição imposta sobre nosso reino. Muito obrigada, eu agradeço do fundo de meu coração. — disse a gata.

Ash, Brock e Dawn despediram-se de cada amigo que conquistaram no pouco tempo que lá permaneceram, Poochy estava triste em vê-los partir, assim como todos os outros que estavam ali presentes. Mesmo que a presença de um humano fosse proibida naquele reino, todos desejavam que eles pudessem ficar lá para sempre, mas Ash e os outros também possuíam suas vidas no mundo normal.

O velho Honchkrow seria o responsável para criar um portal entre os dois mundos, com suas magias ele seria capaz de levar os jovens para o mundo normal, mas uma vez que aquele tipo de poder era proibido, o velho tinha receio das consequências.

— Jovens guerreiros... Não se sabe ao certo o que pode acontecer quando vocês retornarem para o mundo dos humanos, sempre foi proibido quaqluer conecção entre esse mundos... Vocês têm certeza que desejam fazer isso? — perguntou o velho Honckrow com dificuldade

Ash e seus amigos se entreolharam e assentiram à proposta, o corvo negro posicionou-se e criou um grande portal que absorveu os três jovens, levando-os de volta para o mundo dos humanos. Era como um piscar de olhos, quando eles menos perceberam já estavam em uma linda praia onde o sol estava pra nascer. Enquanto que no Reino dos Pokémons a noite chegava, no mundo dos humanos o dia surgia.

Ash abriu seus olhos e notou que estava dormindo sob um coqueiro em uma bela praia, ele levantou-se e se espreguiçou como quem dormira por horas, andando em direção de suas coisas de acampamento que estavam perfeitamente em seus devidos lugares. Brock e Dawn também pareciam estar dormindo em meio àquela praia, a garota abriu lentamente seus olhos e tocou na fofa areia da praia como alguém que não sabia exatamente onde estava. Ela virou seu olhar e encontrou Ash arrumando as suas coisas junto de seu Pikachu.

— Ei Dawn, já tá na hora de acordar. Você também Brock. Vamos continuar nossa aventura. — disse Ash animado.

— Nossa, que horas são? Parece que eu dormi uma eternidade... — disse Brock, olhando para os lados e ouvindo somente a suavidade das ondas na praia — Pra falar a verdade, o que nós estamos fazendo aqui?

— A gente estava descansando de nossas aventuras. A gente ficou aqui só um dia, agora nós vamos voltar pra casa e treinar para a liga. — continuou Ash, terminando de arrumar suas coisas.

Parecia que eles não se lembravam de nada, provavelmente aquilo seria a consequência do uso de portais dimensionais. Todas as aventuras que eles passaram ao longo do Reino Moonlight agora não estavam nem mesmo em suas memórias, eles não se lembravam de absolutamente nada.

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— Qualquer tipo de conexão entre esses dois mundos não é permitida. É uma pena, mas fui obrigado a apagar suas memórias. Ninguém pode presenciar nossa presença Giratina, eles viram demais.... Sabes disso. — disse o pokémon supremo.

— Jura que você fez com que eles esquecessem suas aventuras nesse reino? — perguntou a serpente em um tom provocativo.

— Giratina, esse é nosso dever como pokémons supremos, guardiões da luz e da escuridão. Não podemos deixar que humanos saibam de nossa existência. Tal é a lei de nossa vida... — disse Arceus, observando os jovens em segredos.

_______________________________________________________________

Ash parou por um momento e olhou para Dawn que também parecia confusa, de repente o garoto deu um sorriso e colocou a mão em sua cabeça como se tivesse lembrado de algo.

— Ah, agora eu lembrei... A gente acabou de ser transferido do Reino Moonlight!! Parece que o velho Honchkrow conseguiu fazer tudo certinho! — disse Ash animado.

— É verdade, sorte que no fim das contas tudo ceu certo, não é? — sorriu Dawn.

— Pelo jeito nós nem tivemos um efeito colateral! — comentou Brock.

_______________________________________________________________

Arceus colocou a mão em seu rosto e lançou um olhar reprovador para Giratina que continuava a rir daquela cena. A criatura suprema perguntou uma única vez para o pokémon renegado o que tinha acabado de acontecer.

— Giratina, o que você fez...? — perguntou Arceus no tom mais calmo possível.

— Deixá-los lembrarem dessas aventuras não vai fazer mal algum. Vivo para contrariar-te irmão, sabe disso. — riu a serpente desaparecendo nas trevas.

_____________________________________________________________

E com o sol nascendo no mundo dos humanos e a noite tomando conta no mundo dos pokémons, Ash e seus amigos, assim como Kat e a guild se preparavam para uma nova aventura, mas sempre lembrando que em algum ponto de suas trajetórias seus caminhos se cruzaram, restando, apenas, as eternas lembranças de uma eterna amizade.

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:32 pm

Epílogo

O crepúsculo cobria lentamente o céu, deixando a escuridão para trás e dando lugar ao fraco brilho dos raios do sol que iluminavam o infinito oceano do reino; o vento soprava fraco pelas calmas águas, as ondas iam e viam em sua eterna rotina tampando as pegadas nas areias que agora eram lembradas somente pelas vastas lembranças de uma guerra que terminara.

Uma serpente planava lentamente por entre o céu cinzento daquela manhã, os ventos eram formados a partir do movimento de suas escamas e a suave brisa por sua respiração calma e tranquila. Eis que dos abismos do oceno surgia uma criatura que observava aquela serpente, que por sua vez parecia estar mergulhada em seus pensamentos...

— E no fim de tudo, o vencedor é quem justifica o que é o bem. — sussurrou a serpente para si mesma enquanto voava lentamente no céu cinzento daquela manhã.

— Por onde andou Ciel? Você não sabe como fiquei preocupada com você quando me disseram que estaria do lado do Conde. — perguntou a criatura das águas.

— O mal existe, mas nunca sem o bem, tal como a sombra existe, mas jamais sem luz. — assentiu a serpente — Corrija sua frase Leeca, eu não estava lutando ao lado do Conde, eu nunca escolhi nenhum dos lados. Eu apenas estava passando meu tempo, ultimamente a vida tem sido um verdadeiro tédio.

— Que seja, eu ainda estou extremamente irritada com você por não ter nos contado antes, eu sou sua amiga, não posso saber das coisas? — perguntou a Kyogre.

— Oh, foi só uma brincadeirinha, diga a verdade, no fim das contas você e o Zacks se divertiram. — sorriu Ciel — E como anda o grandão? Faz tempo que não o vejo.

— Continua a mesma coisa de sempre, mas dessa vez fui eu quem teve que tomar a iniciativa de chamá-lo para sair. E a propósito, você poderia dar umas dicas pro Zacks para “como chegar em mulheres?”, eu não gostaria de esperar mais quinze mil anos só para ele me pedir em casamento. Pelo menos você eu sei que ele escuta.

— Eu não vou falar nada, estou com preguiça. — riu a serpente, fazendo a guardiã acompanhá-lo com uma doce risada.

De fato os três guardiões sempre foram grandes amigos. Leeca e Ciel ficaram por mais um tempo em silêncio, os dois apenas seguiam o vento e as correntezas para onde o destino os levasse...

— Eu estive pensando... Nenhuma criatura escolhe o mal por ser mal, ele apenas a confunde com felicidade. — comentou Ciel — Assim como o mal é uma conseqüência do bem, da nossa alegria tem nascido a dor...

— Você está filosofando muito, o que houve? — riu Leeca.

— Maldição, estou entendiado... As coisas vão ficar tão paradas nesse reino por alguns anos... Já estou com saudade dos gritos de agonia das pessoas, da angústia, do desespero e do desamparo... Quando-lhes é tirado o direito de viver... Preciso de guerras. Mas eu nunca deixo de ter em mente que o simples fato de existir já é divertido.

— Sua cobra. — riu a guardiã dos mares.

— Isso foi um elogio, sua baleia? — acompanhou Ciel.

— Cuidado para não morder sua própria língua, qualquer dia o seu próprio veneno vai te matar.

— Eu sei que você vai sentir minha falta se eu morresse. — sorriu a serpente.

— Querido, eu vou ser a ÚNICA pessoa no MUNDO que vai sentir sua falta. Eu e o Zacks pra falar a verdade. E a propósito Ciel, por quê em nenhum momento você lutou a sério nessa guerra?

— Por quê eu lutaria a sério por mera diversão? Essa guerra foi apenas um passatempo para matar meu tédio. Os humanos e pokémons são tão facilmente corrompidos, basta uma gota de desentendimento para causar uma verdadeira revolução. É divertido ver as pessoas desesperadas, sem saberem o que fazer, apenas aguardando que um raio de esperança apareça... Um raio que já rematou-se há muito tempo...

— Heh... Tem gente que realmente adora ver o circo pegar fogo. Cuidado com o que fala Ciel, um dia você pode se dar mal, estou falando isso como sua amiga. — disse a guardiã.

— Quando esse dia chegar pode ter certeza que a terra não existe mais. — riu a serpente.

— Seu egocêntrico!

Ciel lança um rápido olhar para Leeca enquanto soltava uma risada cínica, a serpente já preparava-se para partir quando de repente a guardiã retoma a conversa:

— Para onde vai Ciel?

— Matar meu tédio. Minha fonte de diversão já se esvaiu. — sorriu a criatura.

— Heh, heh... Da próxima vez não desapareça por mais mil anos, eu sinto saudades de você, sua cobra. — sorriu Leeca.

— Pode deixar, sua chata. — riu Ciel, levantando vôo no céu cinzento daquela manhã e deixando a guardiã dos mares sozinha na vastidão azulada do oceano.

— Você é o único que pode me chamar de chata, hein! Eu deixo essa passar! — grita a Kyogre — Ah, e não esquece de falar com o Zacks!

Ciel apenas olha para trás e ri, desaparecendo mais uma vez entre o vasto universo sem fim daquele mundo.

_______________________________________________________________

Enquanto isso, em algum lugar remoto...

— Esses vermes intoleráveis acabaram com meus planos, mas não pensem que eu desisti, ainda há uma legião de reinos e criaturas dispostas a lutar por meus ideais... Posso ter perdido essa guerra, mas nada me impede de iniciar uma nova.
— disse uma criatura com forma humanóide que segurava uma taça de cristal entre o seu trio de dedos.

— Lorde Mewtwo, ainda teremos a chance perfeita de vingança, precisamos apenas de tempo para que retomemos nossos exércitos para acabar com esses insolentes de uma vez por todas. — comentou a imensa ave branca.

— Eles pensam que haverá paz Doom, mas para eles não haverá amanhecer... — assentiu a criatura.

_______________________________________________________________

“— Dawn, minha querida, perdoe-me por todo esse tempo que lhe fiz mal, por cada momento de tristeza e por cada lágrima que derramei de seus olhos...

— Mas Kraion, eu sei que desde o princípio nada disso foi proposital. Agora tudo está acabado, o Conde pereceu, e não há mais o que temer. Nós poderemes finalmente viver juntos. Felizes para sempre.”

THE END

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MensagemAssunto: Re: Dark Curse: Dawn of a New World   Dom Jan 29, 2012 5:34 pm

Lembrando:Essa fic não foi eu que fiz eu somente peguei ela na net e trouxe o conteudo para o forum

Autor:escrita por CanasOminous

Ultima Nota da fic feita por ele:

Notas finais do capítulo
Último capítulo, como eu poderia expressar a sensação de finalizar uma longa fic como essa? Não é nem por isso, é a sensação de terminar meu trabalho como um escritor aqui no Nyah... Completei um ano nesse site há um tempo, e puxa, foram tantos bons momentos, lembro que quando eu comecei a escrever eu ficava feliz quando recebia um único review, mesmo sendo aquele famoso: Continua. E vejam só agora, tenho os melhores leitores do mundo, leitores leais que interagiram com minha fic, deram suas opiniões e se divertiram, choraram e ficaram preocupados, que me ameaçavam de morte só pelo fato de que eu demorava um mês para fazer uma atualização! Brincadeira pessoal, cada mensagem que me mandavam me ajudou muito, cada capítulo que opinavam, tudo isso foi de extrema importância para mim. E agora talvez seja até estranho chegar ao fim...

Nossa, como poderei esquecer personagens tão carismáticos criados para uma história que eu jamais imaginei tomar as proporções que ela é hoje? Garanto que eu nunca mais serei capaz de criar uma mulher com a personalidade forte da Kat, ou alguém tão leal quanto o Steven, eu nunca mais vou conseguir criar um personagem tão idiota quanto o Lino, e nem alguém tão misterioso quanto o William, alguém tão sinistro quanto o Darkrai ou tão maldoso quanto o Ciel... Foram personagens que até mesmo para mim acabaram tornando-se surpreendentes, principalmente em uma fic em que os secundários tomaram mais importância do que os próprios principais. Bom, estou no Terceiro Ano do Ensino Médio, não sei o que o futuro me prepara daqui pra frente, mas sei que não posso continuar seguindo esse hobbie de escritor, tenho uma vida a seguir, e embora eu adore escrever fics de pokémons e jogos, minha carreira com novas histórias termina aqui... Obrigado por cada leitor que está lendo essas longas notas finais, obrigado por cada pessoa que me ajudou a me tornar o que eu sou hoje no Nyah. Sem mais, despeço-me de Dark Curse, deixando para trás um legado para os novos escritores que eu tenho certeza que têm muito talento. Espero que tenham gostado e aprendido bastante com Dark Curse, minha fic agora remanesce na memória daqueles que realmente a apreciaram. Eu terei eternamente as lembranças de cada minuto que passei escrevendo essa história em minha vida.

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